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Carlos Esperança

29 de Outubro, 2013 Carlos Esperança

As Forças Armadas e o seu bispo

Um Estado estrangeiro nomeia um oficial-general para as FA portuguesas que apenas têm obrigação de o sustentar. Eu sei que a Concordata, um documento saído da cobardia do Governo, com fundadas suspeitas de atraiçoar a laicidade que a Constituição impõe, é a responsável.

Francisco Sá Carneiro, que viveu e morreu em concubinato com uma grande mulher, Snu Abecasis, perguntou para que era precisa uma Concordata. Ele sentiu na pele, pelo escândalo que a sua situação representava, à época, a proibição do divórcio, prepotência que a Igreja católica impunha com a força da aliança clerical-fascista do salazarismo.

Foi Salgado Zenha, católico, uma referência ética da democracia e da luta contra a ditadura que ameaçou o Vaticano e legalizou o divórcio sem interferências pias.

A Concordata, tratado de um Estado com a Igreja católica, é um instrumento que existe há séculos mas que Pio XII instigou com todos os Estados fascistas onde o catolicismo era a religião dominante. Não faltou a Concordata assinada com Mussolini, que impôs a obrigatoriedade do ensino católico nas escolas do Estado e lhe valeu, do papa de turno, o apodo de «enviado da Providência». Hitler, Franco e Salazar foram outros dos que assinaram concordatas sob os auspícios do denominado Papa de Hitler, Pio XII, cujo passado o Vaticano se esforça por branquear.

A atual Concordata, assinada pelo governo de Durão Barroso, alargou as capelanias militares às forças policiais, juntando-se às capelanias hospitalares e prisionais. O Governo descura a assistência do Serviço Nacional de Saúde mas não deixa que falte a assistência religiosa. A comparticipação nos medicamentos baixa mas as mesinhas para a alma são comparticipadas a 100%.

Portugal não é apenas um país que perdeu a soberania, com a dívida externa, é um país que está de joelhos perante o Vaticano, um protetorado sob vigilância das sotainas.

28 de Outubro, 2013 Carlos Esperança

BÍBLIA: CONTRADIÇÕES (1 de 4)

Por

João Pedro Moura

Toda a gente sabe que duas proposições, enunciados ou simples narrativas contraditórias, anulam-se mutuamente.

É da lógica!

Todos os religionários judeus e cristãos sabem que a Bíblia foi inspirada pelo deus deles, segundo eles. Cada frase, cada palavra, cada ideia…

Ora, segundo tais sequazes, “deus” é perfeito, portanto, não comete erros. E faz sentido: a perfeição divina exclui qualquer imperfeição, sob pena de “deus” ser uma entidade falível, logo inexistente.

Todavia, a Bíblia apresenta inúmeras contradições. Flagrantes. Tão evidentes que remetem o caso para o seguinte dilema:

Ou foi o “deus” bíblico que inspirou a Bíblia, mas, então, enganou-se, cometendo falhas graves e invalidando, por concomitância, a existência dum “deus” perfeito; ou a Bíblia foi inspirada por… pessoas… portanto, falíveis, o que nos remete o caso para uma obra simplesmente humana, sem inspiração divinal…

E os crédulos da Bíblia têm necessariamente que responder a isto…

1-    Quando as mulheres chegaram ao túmulo de Jesus, quantos homens elas viram aí?

Um: Marcos 16,5  afirma que estava um homem vestido de branco junto ao túmulo.

Dois: Lucas 24, 4 diz que estavam 2 homens com roupas brilhantes junto ao túmulo.

2– No caminho em direcção ao Gólgota, onde Jesus iria ser crucificado, quem levava a cruz de Jesus?

Jesus: João 19,17.

    Simão de Cirene: Mateus 27,32

3- Quando Jesus enviou os seus discípulos para difundir a mensagem do evangelho nas cidades de Israel, ordenou-lhes que levassem um cajado ou nenhum?

    Levar um cajado apenas: Marcos 6,8.

    Não levar nenhum cajado: Mateus 10,10.

4- Quando Jesus e seus discípulos iam para Jerusalém, vindos de Betânia onde tinham passado a noite, Jesus viu uma figueira e amaldiçoou-a porque ela não tinha figos. A figueira secou imediatamente perante eles ou secou durante o dia?

Secou imediatamente: Mateus 21,19-20.

    Secou durante o dia: Marcos 11, 13-22, afirma que secou no dia seguinte, de manhã.

5- Quantas mulheres visitaram o túmulo de Jesus no domingo de manhã?

Uma: João 20,1.

    Mais do que uma: Mateus 28,1 diz que Maria Madalena e “outra Maria” visitaram o túmulo.

Marcos 16,1, afirma que foi Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé. Lucas 24,1-10 refere mais do que 3 mulheres.

Aquela cena da figueira, no ponto 4, é particularmente elucidativa não só do caráter, mas também dos poderes de Jesus: este andava com fome, o que é estranho num deus, e então dirigiu-se a uma figueira para apanhar figos; mas a figueira não os tinha. Então, JC amaldiçoou a figueira, porque não tinha figos, atribuindo-lhe assim a “culpa” da falta e aplicando-lhe a pena de… secagem perpétua…

Mais e pior: não só atribuiu o conceito de culpa a uma figueira, como, se JC fosse verdadeiramente um deus e não apenas uma personagem de pacotilha, deveria, num dos seus famosos passes de mágica, fazer frutificar a dita figueira e abastecer o séquito.

O que dá para imaginar o estado mental e o estranho exercício de poderes de tal Cristo…

27 de Outubro, 2013 Carlos Esperança

Esquizofrenia islâmica

Na Arábia Saudita as mulheres continuam a desafiar os códigos fascistas e misóginos impostos pela demência islâmica.

Na década de 1990 o Grande Mufti proibiu as mulheres de conduzirem, argumentando que era essa a vontade do Profeta. Várias mulheres, arriscando as violentas chibatadas públicas, atrevem-se a conduzir.

Não sei o que mais admirar, se a intransigência esquizofrénica dos grandes e pequenos Muftis ou a capacidade de um condutor de camelos analfabeto para se pronunciar sobre o direito das mulheres a conduzirem veículos de centenas de cavalos.

26 de Outubro, 2013 Carlos Esperança

Citação

“As religiões nunca serviram para aproximar os seres humanos. As religiões serviram sempre para os dividir. A história de uma religião é sempre uma história de sofrimento que se inflige, que se auto-inflige ou que se inflige aos seguidores de outra e qualquer religião. E isto parece-me de tal forma absurdo que creio mesmo que o lugar do absurdo por excelência é a religião” (José Saramago, 1998).

(Enviada por Stefano Barbosa, leitor do Diário de uns Ateus)

26 de Outubro, 2013 Carlos Esperança

De Bertrand Russell

A religião é uma mitologia conservadora, um refugio dos pobres de espírito, que não tiveram coragem para ver, a frio, o que é o Universo.

26 de Outubro, 2013 Carlos Esperança

Habilidade do clero para os negócios

O jornalista e historiador Germano Silva conta-nos como um padre conseguiu, de “forma engenhosa”, angariar dinheiro para construir a Igreja da Lapa, no Porto.

Veja aqui.

25 de Outubro, 2013 Carlos Esperança

A VIDA SEXUAL DOS PAPAS (Excertos do livro do jornalista peruano Eric Frattini! (3/3)

6. João XXIII

Violou irmãs e 300 freiras

Não aparece na lista oficial de Papas e acabou preso em 1415. O antipapa conseguia dinheiro a recomendar virgens de famílias abastadas a conventos importantes. Mas violava-as antes de irem. Tinha um séquito de 200 mulheres, muitas delas freiras. Criou um imposto especial para as prostitutas de Bolonha. Tinha sexo com duas das suas irmãs. Defendia-se, dizendo que não as penetrava na vagina e que por isso não cometia nenhum pecado. Foi julgado, acusado de 70 crimes de pirataria, assassinato, violação, sodomia e incesto. Entre outros factos, o tribunal deu como provado que o Papa teve sexo com 300 freiras e violou três das suas irmãs. Foi deposto do cargo e preso. Voltou ao Vaticano, anos mais tarde, como cardeal.

7. Bento IX
Sodomizava animais

Chegou a Papa em 1032 com 11 anos. Bissexual, sodomizava animais e foi acusado de feitiçaria, satanismo e violações. Invocava espíritos malignos e sacrificava virgens. Tinha um harém e praticava sexo com a irmã de 15 anos. Gostava, aliás, de a ver na cama com outros homens. “Gostava de a observar quando praticava sexo com até nove companheiros, enquanto abençoava a união”, escreve Eric Frattini. Convidava nobres, soldados e vagabundos para orgias. Dante Alighieri considerou que o pontificado de Bento IX foi a época em que o papado atingiu o nível mais baixo de degradação. Bento IX cansou-se de tanta missa e renunciou ao cargo para casar com uma prima – que o abandonaria mais tarde.

8. Clemente VI
Comprou bordel

Em 1342, com Clemente VI chega também à Igreja Joana de Nápoles, a sua amante favorita. O Papa comprou um “bordel respeitável” só para os membros da cúria – um negócio, segundo os documentos da época, feito “por bem de Nosso Senhor Jesus Cristo”. Tornou-se proxeneta das prostitutas de Avinhão (a quem cobrava um imposto especial) e teve a ideia de conceder, duas vezes por semana, audiências exclusivamente a mulheres. Recebia as amantes numa sala a poucos metros dos espaços em que os verdugos da Inquisição faziam o seu trabalho. No seu funeral, em Avinhão, foi distribuído um panfleto em que o diabo em pessoa agradecia ao Papa Clemente VI porque, com o seu mau exemplo, “povoara o inferno de almas”.

9. Xisto III
Violou freira e foi canonizado

Obcecado por mulheres mais novas, foi acusado de violar uma freira numa visita a um convento próximo de Roma. Enquanto orava na capela, o Papa, eleito em 432, pediu assistência a duas noviças. Violou uma, mas a segunda escapou e denunciou-o. Em tribunal, Xisto III defendeu-se, recordando a história bíblica da mulher que foi apanhada em adultério. Perante isso, os altos membros eclesiásticos reunidos para condenar o Papa-violador não se atreveram a “atirar a primeira pedra” e o assunto foi encerrado. Xisto III foi, aliás, canonizado depois de morrer. Seguiu-se-lhe Leão I, que também gostava de mulheres mais novas e que mandou encarcerar uma rapariga de 14 anos num convento, depois de a engravidar.

10. João XII
Morto pelo marido da amante

Nos conventos rezava-se para que morresse. João XII era bissexual e obrigava jovens a ter sexo à frente de toda a gente. Gozava ao ver cães e burros atacar jovens prostitutas. Organizou um bordel e cometeu incesto com a meia-irmã de 14 anos. Raptava peregrinas no caminho para lugares sagrados e ordenou um bispo num estábulo. Quando um cardeal o recriminou, mandou-o castrar. Um grupo de prelados italianos, alemães e franceses julgaram-no por sodomia com a própria mãe e por ter um pacto com o diabo para ser seu representante na Terra. Foi considerado culpado de incesto e adultério e deposto do cargo, em 964. Foi assassinado – esfaqueado e à martelada – em pleno acto sexual pelo marido de uma das suas várias amantes.

24 de Outubro, 2013 Carlos Esperança

A VIDA SEXUAL DOS PAPAS (Excertos do livro do jornalista peruano Eric Frattini) ! (2)

Alexandre III fazia sexo com as fiéis a troco de perdões e deixou 62 filhos. Foi expulso, mas a Igreja teve de lhe conceder uma pensão vitalícia, para poder sustentar a criançada.

Gregório I gostava de punir as mulheres pecadoras, despindo-as e dando-lhes açoites. Bonifácio VI rezava missas privadas só para mulheres e João XI violou, durante quatro dias, uma mãe e duas filhas. Ao mesmo tempo.
1. João Paulo II
Acusado de ter um filha secreta

Em 1995, o norte-americano Leon Hayblum escrevia um livro polémico, em que dizia ser pai da neta de João Paulo II. Durante a oupação nazi da Polónia, Wojtyla terá casado, secretamente, com uma judia. Do enlace nasceu uma rapariga, que o próprio pai entregou, com seis semanas, a um convento local. No seu pontificado especulou-se muito sobre as namoradas que teve antes do sacerdócio. O Papa admitiu algumas, mas garantiu nunca ter tido sexo. No Vaticano, fazia-se acompanhar por uma filósofa norte-americana, Anna Teresa Tymieniecka, com quem escreveu a sua maior obra filosófica. Acabaram zangados, supostamente por ciúmes.

2. Paulo VI
Homossexual?

Assim que chegou ao Vaticano, Paulo VI mostrou-se muito conservador em relação às matérias ligadas à sexualidade. Em 1976, indignado com as declarações homofóbicas de Paulo VI, um historiador e diplomata francês, Roger Peyrefitte, contou ao mundo que, afinal, o Papa era homossexual e manteve uma relação com um actor conhecido. O escândalo foi tremendo: Paulo VI negou tudo e o Vaticano chegou a pedir orações ao fiéis do mundo inteiro pelas injúrias proferidas contra o Papa. Paulo VI morreu em 1978, aos 81 anos, depois de 15 pontificado, vítima de um edema pulmonar causado, em boa parte parte, pelos dois maços de cigarros que fumava por dia.

3. Inocêncio X
Amante da cunhada

Eleito no conclave de 1644, Inocêncio X manteve uma relação com Olímpia Maidalchini, viúva do seu irmão mais velho – facto que lhe rendeu o escárnio das cortes da Europa. Inocêncio X não era, aliás, grande defensor do celibato. Olímpia exercia grande influência na Santa Sé e chegou a assinar decretos papais. A dada altura, o Papa apaixonou-se por outra nobre, Cornélia, o que enfureceu Olímpia. Mesmo assim, foi a cunhada quem lhe valeu na hora da morte e quem assegurou o funcionamento do Vaticano quando Inocêncio estava moribundo. Quando morreu, em 1655, Olímpia levou tudo o que pôde da Santa Sé para o seu palácio em Roma, com medo de que o novo Papa não a deixasse ficar com nada.

4. Leão X
Morreu de sífilis

Foi de maca para a própria coroação, por causa dos seus excessos sexuais. Depois de Júlio II ter morrido de sífilis, em 1513 chega a Papa Leão X, que gostava de organizar bailes, onde os convidados eram somente cardeais e onde jovens de ambos os sexos apareciam com a cara coberta e o corpo despido. O Papa gostava de rapazes novos, às vezes vestia-se de mulher e adorava álcool. “Quando foi eleito tinha dificuldade em sentar-se no trono, devido às graves úlceras anais de que sofria, após longos anos de sodomia”, escreve Frattini. Estes e outros excessos levaram Lutero a afixar as suas 95 teses – que lhe garantiram a excomunhão em 1521. Leão X morreu com sífilis aos 46 anos.

5. Alexandre VI
O Insaciável

Gostava de orgias e obrigou um jovem de 15 anos a ter sexo com ele sete vezes no espaço de uma hora, até o rapaz morrer de cansaço. Teve vários filhos, que nomeou cardeais. Assim que chegou ao Papado, em 1431, trocou a amante por uma mais nova, Giulia. Ela tinha 15 anos, ele 58. Foi Alexandre VI quem criou a célebre “Competição das Rameiras”. No concurso, o Papa oferecia um prémio em moedas de ouro ao participante que conseguisse ter o maior número de relações sexuais com prostitutas numa só noite. Depois de morrer, o Vaticano ordenou que o nome de Alexandre VI fosse banido da história da Igreja e os seus aposentos no Vaticano foram selados até meados do século XIX.