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8 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Carta ao provedor da RTP

Tanto quanto sei, a RTP é do Estado. E tanto quanto sei, o Estado é laico, ou seja, equidistante de todas as religiões, sem privilegiar nenhuma delas. O que não se verifica, uma vez que a ICAR é visivelmente beneficiada em “tempo de antena”.

Acontece que a RTP, talvez por uma hipocrisia política de “não discriminação”, vai dando tempo de antena a várias religiões. E eu pergunto: quando será que a RTP se decide a, numa política de verdadeira igualdade, dar voz às associações  ou grupos de ateus, cépticos, agnósticos, etc? Podem argumentar que não existem tais associações e/ou grupos. Não é verdade. Se procurarem bem, encontram, de certeza.
Façam isso, a bem da igualdade, do direito ao contraditório, e… da laicidade.

Já agora: o que me diz de a “primeira-dama” utilizar o Museu da Presidência (será o museu de Cavaco Silva, e eu estou enganado?) para exibir a colecção particular de presépios? Então, o Museu não é do Estado? E o Estado não é, oficialmente, laico?

a) José Moreira

7 de Dezembro, 2008 palmirafsilva

Esta gente passa-se!

Depois da IV Conferência Mundial sobre a Mulher em Pequim em que, recorrendo a todos os mecanismos possíveis de pressão política e aos seus aliados na ONU – os fundamentalistas islâmicos, Malta e alguns países latinoamericanos – os representantes do Vaticano tentaram boicotar a Plataforma de Acção que estabelecia a universalidade dos direitos humanos das mulheres, teve início uma campanha que pretende mudar o estatuto do Vaticano nas Nações Unidas.

De facto é incompreensível o estatuto de «observador permanente» da Igreja Católica nesta organização  já que, como afirma  Elfriede Harth, representante para a Europa do grupo Catholics For a Free Choice , «O Papa é um líder espiritual e religioso e não um chefe de Estado».

O documento emanado da «Santa Sé» depois de Pequim condena veementemente a Plataforma de Acção, ou antes, a «ideologia de género» subjacente. Assim declara inaceitáveis todo o capítulo IV, secção C, sobre saúde, «por dar atenção desproporcional à saúde sexual e reprodutiva», a afirmação de que as  mulheres têm direito a controlar a sua sexualidade -«porque poderia entender-se como aprovação a relações sexuais fora do matrimónio heterossexual» – e  a secção sobre os direitos humanos, pelo «excessivo individualismo na forma de tratar tais direitos».

Mas se este documento em si é vergonhoso, mais vergonhosa é a explicação da recusa da não ratificação da Convenção das Nações Unidas que pretende pôr fim à discriminação de deficientes, em vigor desde Maio. De facto, o Vaticano não assina esta convenção porque ela não condena o aborto e não afirma o direito à vida de embriões/fetos com deficiências graves. Em particular, o Vaticano condena os artigos da Convenção que afirmam os direitos dos deficientes à auto-determinação sexual e à educação e saúde reprodutivas.

Claro que depois da veemente oposição do Vaticano à resolução que propõe a descriminalização da homossexualidade, punida com pena de morte em vários países, esta oposição à afirmação dos direitos dos deficientes não é inesperada mas frisa a necessidade da alteração de estatuto do Vaticano na ONU!

(em stereo na Jugular)

6 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Deus está em toda a parte?

Riad, 6 dez (EFE).- A peregrinação anual a Meca (Arábia Saudita), conhecida como hajj, começou hoje com quase três milhões de fiéis de todo o mundo seguindo para Mina.

Segundo a agência oficial de notícias saudita “SPA”, desde o começo da manhã, grandes grupos de peregrinos se dirigiam ao famoso vale, localizado cerca de dez quilômetros a leste de Meca, para o chamado Dia da Reflexão, ao longo do qual se dedicarão ao recolhimento, à meditação e à oração.

6 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

O clero e o fascínio do poder

MOSCOU (AFP) — Em meio às homenagens ao patriarca da Igreja ortodoxa russa Alexis II, que faleceu na sexta-feira aos 79 anos, persistem incômodas suspeitas de que o líder religioso tenha atuado como espião durante a União Soviética para a KGB.

5 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Vaticano – Intolerância e preconceito

Lisboa, 04 Dez (Lusa) – O Vaticano justificou hoje a não ratificação da Convenção das Nações Unidas sobre deficientes, em vigor desde Maio, com o facto de o documento apontar o aborto como um direito, noticiou hoje a agência Ecclesia.

5 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Terrorismo islâmico

Os muçulmanos de Bombaim também foram vítimas dos recentes atentados, cometidos em nome do islão, mas são obrigados a repudiar os ataques, receosos de que os partidos hindus explorem a situação nas ruas e nas urnas.

O aparecimento de células terroristas formadas por hindus é o trágico sinal do contágio que os monoteísmos levaram ao país onde o exemplo de Gandi deveria ser o paradigma.

Seria criminoso responsabilizar todos os muçulmanos pela carnificina provocada pelos terroristas, mas seria ingénuo absolver a mais ignóbil das religiões monoteístas que, a partir de um texto bárbaro da Idade do Bronze, deu origem às religiões do livro.

A triste ideia do arcanjo Gabriel a ditar o Corão, entre Medina e Meca, durante 20 anos, a um pastor analfabeto e violento, deu origem à arrojada ideologia terrorista.

O Islão é um monoteísmo intransigente a que Maomé juntou uma poderosa ideologia militar para a sua propagação. As pessoas politicamente correctas ignoram a Guerra dos Trinta Anos e a paz de Westfália, que deixaram a Europa libertar-se da tirania da Igreja católica, e envergonham-se de afirmar que o Islão é uma cópia grosseira do cristianismo que ignora a cultura grega e o direito romano.

É preciso defender os islamitas de si próprios e de uma religião imprópria, incapaz de reformar-se, inapta para aceitar a modernidade, a paz e a democracia. Não estão em causa os milhões de muçulmanos que respeitam a vida humana e são pacíficos, mas é urgente perder o preconceito de denunciar a violência criminosa que escorre das páginas do Corão e da literatura dos hadiths.

A jhiad é um «dever de todos os muçulmanos, sob qualquer governante, seja ele ímpio ou devoto». E a defesa dos direitos humanos é um imperativo ético contra qualquer ideologia, religiosa ou secular.

4 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Vaticano – eterna homofobia

CIDADE DO VATICANO – Grupos de direitos dos homossexuais e o editorial de um jornal italiano “La Stampa” condenaram nesta terça-feira o Vaticano pela sua decisão de se opor à proposta de resolução da Organização das Nações Unidas que convida todos os governos mundiais a descriminalizar a homossexualidade.

4 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Catolicismo – Crise da fé

Com o aproximar da Semana dos Seminários (9 a 16 de Novembro), D. Manuel Felício, bispo da Guarda, escreveu uma carta à diocese onde pede: “Temos de continuar a semear com generosidade para termos os padres necessários à nossa Igreja Diocesana”.

Os seminários esvaziam-se onde a liberdade e o secularismo avançam. O seminário da Guarda foi um alfobre de padres até meados da década de sessenta do século passado, hoje é um cemitério de recordações pias com fotos antigas de bandos tonsurados. Então albergava largas centenas de aspirantes ao sacerdócio, hoje é uma escola reduzida a 20 alunos que as hormonas e a vergonha compelem à desistência.

Os bispos pedem orações a favor das vocações mas o céu, farto de preces, há muito que deixou de ouvir apelos beatos e as angústias dos bispos. Deus é um mito cada vez mais desacreditado e os padres uma relíquia que a tradição mantém ocupados com baptizados e funerais.

A religião criada por Paulo de Tarso – o catolicismo –, facção do judaísmo, menos ferozmente monoteísta e menos fechada, tornou-se instrumento do Império Romano com Constantino. Este déspota sanguinário, que se proclamou o 13.º apóstolo, incumbiu Eusébio de Cesareia de criar um corpo homogéneo entre 27 versões dos evangelhos, na primeira metade do séc. IV. Tal literatura serviu de base à crença que Teodósio declarou religião do Estado em 380, interditando os cultos pagãos.

A repressão contra outros cultos atingiu o auge com Justiniano que aprovou a legislação cristã contra a heterodoxia. Os cristãos tornaram-se opressores e, em 529, foi interdita a liberdade de consciência.

É a manutenção dessa intolerância que está hoje confiada aos padres, intolerância que as outras religiões monoteístas cultivam com acrescida crueldade, em especial o Islão, que continua imune à laicidade, tendo passado ao lado da cultura grega e do direito romano.

É auspicioso que os homens, já que as mulheres estão afastadas do poder nas religiões patriarcais, em vez de se sentirem felizes nos seus vestidinhos de seda e rendas, optem por viver de pé e recusem passar a vida de joelhos. Assim, os padres católicos são uma espécie em vias de extinção. Neste caso não há que defender a biodiversidade.

2 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança

Vaticano – A tolerância mora longe

Roma, 1 dez (EFE) – O Vaticano condenou a proposta da França para exigir a descriminalização universal do homossexualismo às Nações Unidas, apresentada pelo país como atual ocupante da presidência rotativa da União Européia (UE).