Naturalmente, como era de esperar, a chanceler alemã Angela Merkel pediu a Ratzinger para clarificar a sua decisão. [via Expresso]
Para todos os interessados em conhecer outros ateus, agnósticos, cépticos e humanistas seculares, está a ser organizado em Lisboa o 1º “Encontro Ateísta e Humanista de Lisboa”.
Se deseja estar presente neste ou num próximo encontro, pode fazer a sua inscrição aqui. É importante inscrever-se, quer para ajudar a dimensionar a mesa no dia do evento, quer para ser avisado por email dos próximos encontros ou de eventuais alterações a este encontro.
Os encontros irão ter uma periodicidade mensal, e pretendem ser o ponto de encontro dos livres-pensadores de Lisboa, onde vamos debater ao vivo muitos dos temas que são discutidos neste blogue.
O encontro de Fevereiro será no Café/Bar Fábulas do Chiado, pelas 19:00 do dia 12 (5ª feira).
O drama Camiño, que denuncia a manipulação da Opus Dei (organização religiosa) contra uma garota de 13 anos, foi o grande vencedor da 23ª edição do Prêmio Goya, o maior prémio do cinema espanhol. Dirigido por Javier Fesser (Mortadelo e Salaminho – Agentes Quase Secretos), o longa saiu vitorioso em seis das sete categorias que disputou.
«Religion needs to be taken seriously. Understanding its roots, how it can seize command of our psychology and take control of our culture, may well be one of the most important endeavors we pursue. For even with all our grand technology, modern medical advances, and volumes of knowledge, if we do not stop our archaic past from overriding our modern reason we are surely doomed.»
(The Evolution of Religion, por R. Elisabeth Cornwell e J. Anderson Thomson)
Este artigo é para ler todo e com muita atenção, aqui.
A propósito do primeiro aniversário do Portal Ateu, o Alfredo Dinis escreveu um post curioso de título «O problema fundamental do ateísmo». O curioso é que não se percebe qual é o problema.
«O ateísmo militante, como é o do Portal Ateu, tem um problema fundamental. Se a sua crítica da religião for irrelevante, como é a constante crítica baseada em factos anedóticos, o seu efeito na religião é positivo, uma vez que critica o que de facto é criticável […] Se, pelo contrário, a crítica da religião feita pelo ateísmo militante for objectiva e inteligente, e se dirigir a aspectos realmente fundamentais, uma tal crítica só pode ser benéfica para a religião, uma vez que desafia os crentes a reavaliar criticamente esses aspectos.»(1)
Ora, se este ateísmo é bom por um lado e bom por outro parece-me que o problema não estará no ateísmo.
Um problema é confundir crença com religião. As crenças são pessoais. Um crente pode acreditar que a hóstia se transforma no corpo de Jesus e outro ao lado acreditar que é só uma bolacha de farinha num ritual meramente simbólico. Mas as religiões são instituições. O catolicismo diz que a hóstia se torna no corpo de cristo e não o propõe como uma crença opcional. Eu concordo que é bom criticar qualquer crença porque a crença ou ganha fundamento por resistir à crítica ou cede o lugar a uma crença melhor. Mas a avaliação crítica é inconveniente para as religiões porque não podem mudar de crença tão facilmente.
Outro problema é assumir que há uma distinção objectiva entre os «factos anedóticos» e os «aspectos realmente fundamentais» das religiões. Se fingirmos que só há uma religião podemos criar essa ilusão, pois aí o fundamental é apenas o que a religião oficialmente diz para se acreditar. Mas se considerarmos todas as religiões a ilusão desaparece. Para um católico o Papa é fundamental e o criacionismo anedótico. Mas para o evangélico é precisamente o contrário. E para o ateu é anedótico o que não for devidamente fundamentado, o que põe no mesmo saco a suposta origem divina do Corão e a alegada ressurreição de Jesus.
Mas o problema principal é não compreender o objectivo dos ateus. É mesmo esse. Motivar os religiosos a avaliar criticamente as suas crenças. Porque o crente que o fizer verá que tem apenas duas opções. Se decide julgar a sua crença religiosa por critérios objectivos que sejam igualmente válidos para pessoas com ou sem qualquer fé então torna-se ateu. De todas as opiniões que se pode formar acerca de qualquer religião o ateísmo é a única que trata essa religião da mesma maneira que trata as outras. Nem o agnosticismo consegue isso porque, tal como os crentes, também os agnósticos são ateus em relação a todas as religiões excepto uma pequena minoria.
E a alternativa que preserva a crença religiosa tem que invocar critérios subjectivos, mostrando ao crente que o fundamento da sua religião é apenas a sua preferência pessoal. Segue aquela religião porque é dessa que gosta mais, tal como prefere este clube ou aquele estilo de música. E isto também é bom. Este exercício de liberdade pessoal elimina o problema da religião se arrogar de ter valor normativo propondo que aceitar o seu dogma é uma virtude que todos devem almejar. Ou de se arrogar de ser factualmente verdadeira e fonte de conhecimento, como se algum padre conseguisse distinguir a água benta da água por benzer.
Aquilo que para o Alfredo é um “problema fundamental do ateísmo militante” para mim é uma virtude. Fazer pensar acerca das crenças. Porque o mundo que eu quero não é um mundo de ateus. Isso era uma chatice e limitava-me a um par de posts por semana. O que eu quero é um mundo onde o dogma religioso seja visto como um gosto em vez de um facto. Quero um mundo onde a fé seja uma preferência em vez de a julgarem uma virtude. E quero um mundo onde as religiões se submetam à escolha livre de cada um em vez de submeter liberdades e pessoas ao supostos caprichos de deuses imaginários.
1- Alfredo Dinis, O problema fundamental do ateísmo. A propósito do primeiro aniversário do Portal Ateu.
Em simultâneo no Que Treta!
Cláudio Lembo
De São Paulo
Paira um espectro sobre a Europa. Não é o espectro do comunismo. Fere um dos mais profundos sentimentos do Ocidente. A crença em Deus. Em países, antes arraigadamente católicos, estende-se a onda do ateísmo.
Para irritar ainda mais a Dr.ª Maria José Nogueira Pinto, a senha (sic.) continua do outro lado do Atlântico. O Canadá, pelas mãos da competente Freethought Association of Canada, estampará uns autocarros que começarão a circular em Toronto já durante este mês e em Halifax e Calgary durante os próximos. [ver aqui.]
Entretanto, no país irmão, a ATEA – Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, tentará levar oito slogans aos «ônibus» da imensa São Paulo. O Diário Ateísta deseja todos os sucessos para a campanha.
Comentário do DA: Os quatro Evangelhos (Marcos, Lucas, Mateus e João) e os Actos dos Apóstolos têm, na contabilidade de Daniel Jonah Goldhagen (in A Igreja católica e o Holocausto) cerca de 450 versículos explicitamente anti-semitas, «mais de dois por cada página da edição oficial católica da Bíblia».
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.