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3 de Agosto, 2009 Carlos Esperança

Com medo dos tribunais

La Stampa, jornal diário italiano, refere hoje que estão a ser estudadas uma série de medidas para evitar processos judiciais e o pagamento de mais indemnizações milionárias no futuro.

A Santa Sé está a estudar os cada vez mais numerosos casos de padres que têm amantes ou filhos. Entre as medidas que estão a ser estudadas encontram-se a possibilidade de dar o apelido do pai aos filhos e de dar a estes a possibilidade de herdarem os bens pessoais do progenitor, assegura hoje o jornal diário La Stampa.

2 de Agosto, 2009 Carlos Esperança

Concorrência à Madonna

O Papa Bento XVI vai lançar, no final do ano, um álbum com a sua voz, anunciou a editora Geffen UK/Universal.

Nota: Madonna Louise Veronica Ciccone mais conhecida como Madonna, (Bay City, Michigan, 16 de agosto de 1958, ) é uma cantora, compositora, dançarina, produtora musical e cinematográfica, atriz e escritora estadunidense. Vencedora de nove Prêmios Grammy e de um Globo de Ouro de melhor atriz.

Não confundir com Madona, a Virgem Maria.

2 de Agosto, 2009 Carlos Esperança

Vaticano condena a pílula: «RU-486 é veneno»

Desenvolvida na década de 1980 na França, a substância mifepristone, ou RU-486, é hoje comercializada livremente nos EUA e em quase toda a União Europeia, exceto em Portugal e Irlanda.
(…)
Para o Vaticano, não há diferença entre a pílula e o aborto cirúrgico: “Haverá excomunhão para o médico, a mulher e para quem quer que estimule seu uso” – disse Dom Elio Sgreccia, presidente emérito da Pontifícia Academia para a Vida., acrescentando que o RU-486 “não é um medicamento, mas um veneno mortal”.

Comentário: O Estado do Vaticano não dispõe de maternidade.

1 de Agosto, 2009 Carlos Esperança

Comunicado da AAP – Capelanias

COMUNICADO

(Capelanias)

Qualquer doente, recluso ou militar tem o direito de acesso aos ministros do culto da sua religião, um direito do qual ninguém deve ser privado. No entanto, a prestação de serviços religiosos não é da competência do Estado. Por isso, se por um lado a Associação Ateísta Portuguesa (AAP) reconhece a todos os crentes o direito à assistência espiritual, por outro repudia o recurso ao erário para financiar este serviço. A remuneração dos sacerdotes que visitem doentes, reclusos ou elementos das forças de segurança deve ficar a cargo das organizações religiosas e dos seus fiéis. A liberdade religiosa deve reconhecer a todos tanto o direito à sua religião como o direito de não pagar dos seus impostos a religião dos outros.

O acordo da passada segunda-feira entre o Estado e a Igreja Católica, ao contemplar a contratação de sacerdotes como prestadores de serviços ao Estado, é contrário ao espírito da liberdade religiosa. Não apenas por usar o erário que é de todos, crentes e não crentes, para pagar a alguns representantes de algumas religiões, mas também por obrigar o Estado a contratar cidadãos discriminando-os pela sua religião, discriminação esta que a própria Constituição proíbe.

E é uma medida desnecessária. Para respeitar a liberdade religiosa de reclusos, pacientes internados ou militares basta que o Estado permita visitas regulares por parte de qualquer sacerdote religioso a pedido dos interessados. Desta forma ninguém fica privado de acesso aos ministros do seu culto religioso, sem o constrangimento de ter de recusar serviços que não solicitou, em situação particularmente debilitada, no caso de reclusos e doentes.

Porque a remuneração pública de sacerdotes não é um requisito da liberdade religiosa, e porque é contrário a esta liberdade obrigar cada contribuinte a financiar religiões nas quais não crê e obrigar o Estado a contratar serviços discriminando os candidatos de acordo com a sua religião, a AAP (opõe-se a) repudia qualquer acordo que comprometa o dinheiro dos contribuintes (ao) para financiamento de práticas religiosas.

Separar a cidadania da fé é um dever cívico, tal como separar o Estado da religião é uma obrigação constitucional, esta, na opinião da AAP, grosseiramente violada na decisão do Conselho de Ministros.

Assim, a AAP denuncia mais este atropelo à laicidade e ao pluralismo e a escalada beata que confere à Igreja católica privilégios incompatíveis com um país democrático.

a) Associação Ateísta Portuguesa – Odivelas, 31 de Julho de 2009

1 de Agosto, 2009 Carlos Esperança

Na última ditadura europeia

54104 pessoas de todos os continentes assinaram a petição “por um reconhecimento ilimitado das decisões do Concílio Vaticano II”, na Internet e em listas de assinaturas.

No entanto, a Congregação para a Doutrina da Fé não esteve disponível para receber a petição e as assinaturas, e assim entrar em diálogo com os(as) iniciadores(as) da petição. Até os esforços de mediação do Núncio Apostólico na Alemanha foram em vão.

31 de Julho, 2009 Carlos Esperança

A hipocrisia beata

A afirmação que me aproxima de qualquer crente é a de que todas as outras religiões são falsas. Creio que lhes assiste inteira razão e apenas acreditam em mais uma do que eu.

Já quanto á tolerância, excepção feita a alguns cristãos urbanos e civilizados, estamos em campos opostos. Enquanto eu encaro com bonomia os crentes, e com desprezo as crenças, os crentes odeiam-se reciprocamente e consideram a sua crença indiscutível.

Como são poucos os que se dão ao trabalho de comparar a Tora, a Bíblia e o Corão os americanos julgam que a Bíblia foi ditada em inglês e os muçulmanos que o Corão foi revelado pelo arcanjo Gabriel em árabe, enquanto Bento 16 deixa correr o boato de que a Bíblia foi escrita em latim, língua que se usa nas missas dos padres mais obsoletos.

Ainda hoje pude observar um grupo de católicos que estão de acordo em que os países árabes devem afastar a religião da política mas quando lhes referi que a escola pública portuguesa devia ser poupada às aulas de moral e religião católicas, já não estavam de acordo.

Descobri mais uma coisa em comum com os crentes: as outras religiões são perigosas. É um facto indesmentível. No dia em que os crentes acrescentarem a sua religião às que ameaçam a humanidade o potencial de paz será largamente aumentado.

30 de Julho, 2009 Carlos Esperança

A laicidade em perigo

Declaração de interesses: sou laico, republicano e cidadão particular.

Mas mesmo um leigo não deixará eventualmente de se chocar com o título de um jornal de ontem: “Estado vai contratar padres a recibos verdes”. Mesmo que não se benza, nem bata com a mão no peito, o cidadão não deixará de se impressionar que a assistência religiosa, para quem a queira, passe ao regime de prestação de serviços. Por este andar, o Estado poderá entender que a confissão dos pecados seja remetida para um ‘call center’, a penitência convertida em multa, os sacramentos ministrados em ‘outsourcing’, a salvação das almas alcançada através do ‘leasing’ e a vida eterna conquistada através do contrato de Aluguer de Longa Duração.

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