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11 de Setembro, 2009 Miguel Duarte

Tertúlia com Ricardo Silvestre: Pedir a Apostasia em Portugal

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O convidado: Ateísta desde os 13 anos quando lhe foi oferecido por uma avó pia um livro com “As histórias ilustradas da Bíblia”, com todos os “favoritos contos” de genocídio, intolerância e injustiças. Já nessa terna idade, pensou que o que estava ali escrito era a maior estupidez que alguma vez lhe tinha sido apresentada. Vinte e dois anos depois, numa classe de Fisiologia Humana, o Professor que estava a dar a aula, um cristão “renascido” (born again Christian, no original) sugeriu aos seus alunos irem assistir a uma palestra com o (infame) Prof. Behe, sobre a “teoria” do Desenho Inteligente (onde os crentes defendem que certos sistemas biológicos são tão complexos que só podem ter sido criados por Deus). Nessa palestra tornou a pensar que, neste caso o que estava a ouvir, era o maior disparate inventado no mundo científico na sua área. Como para criticar, se deve saber mais, leu Richard Dawkins sobre a Teoria da Evolução das Espécies, o que o levou a ler The God Delusion, que o levou a ler Daniel Dennett, e por sua vez, Sam Harris, Victor Stenger, Christopher Hitchens. Estava feito um (novo) ateísta militante. Blog pessoal: Novo Ateísmo.

O Tema: O Ricardo Silvestre pediu formalmente à Igreja Católica um pedido de apostasia (basicamente, deixar de ser considerado Católico devido ao baptismo). O tema desde encontro será discutir as experiências do Ricardo e a facilidade com que é possível deixar-se de ser contado como uma das “ovelhas” do catolicismo.

Localização:

Café Fábulas

Calçada Nova de São Francisco, 14, Chiado

Como nos encontrar:

Subir ao 1º andar, em caso de algum problema ligar para o 966075978.

Quando:

Sexta, 11 de Setembro de 2009 às 20:00

Confirmação de Presença e Mais Informações:

Encontros Ateístas e Humanistas de Lisboa

10 de Setembro, 2009 Carlos Esperança

ICAR – Proselitismo

O ensino da religião católica “não poderá ser substituída por matérias como história das religiões, de ética ou de cultura religiosa” porque isso significaria dano e marginalização dos estudantes que pedem para estudá-la.

O governador regional da Congregação Vaticana para a Educação Católica, Zenon Grocholewski, faz esta afirmação em carta enviada aos presidentes das conferências episcopais datada do passado 5 de maio e que hoje publica o diário “La Repubblica”.

10 de Setembro, 2009 Carlos Esperança

JCN – Momento zen de segunda

João César das Neves (JCN) deve andar envenenado por alguma encíclica e extenuado com orações. A homilia da última segunda-feira, no DN, é uma incongruente peça que vacila entre a indigência mental e o humor negro.

JCN está para as encíclicas, cartas pastorais e outros textos pios da Igreja católica como os mullahs estão para o Corão. Só não prescreve para os hereges os métodos com que o fundamentalismo islâmico rivaliza com o Santo Ofício.

JCN leu no Levítico que a homossexualidade é uma abominação e tem a noção de que os livros sagrados obrigam a matar os homossexuais mas os hábitos cristãos sofreram um revés tão grande com o Iluminismo e a Revolução Francesa que o próprio Papa já substitui o churrasco purificador por uma excomunhão sem publicidade.

Numa sociedade onde a liberdade individual merece mais respeito do que a vontade divina, JCN recorre a sinuosas argumentações para contrariar a adaptação das normas jurídicas à evolução dos costumes e ao respeito pela diferença entre cidadãos.

Se houvesse um prémio para a hipocrisia, não teria concorrência e ainda ganhava as indulgências que busca para a remissão dos pecados. JCN afirma esta enormidade: «Mas não existe aqui [na legislação portuguesa] nenhuma desigualdade. Os homossexuais podem casar exactamente nas mesmas condições de todas as pessoas: todos podem unir-se a pessoas do sexo oposto, ninguém pode casar com pessoas do mesmo sexo».

Depois deste dislate perde importância a afirmação: «A tese do casamento entre pessoas do mesmo sexo tem graves falhas lógicas. O Estado institui o contrato de casamento não por razões emocionais mas cívicas: porque ele é a base da sociedade, origem da sua reprodução».

Quando leio JCN, não sei porquê, lembro-me sempre de Frei Gaspar da Encarnação, a quem Camilo chamava «uma santa besta», epíteto que eu jamais atribuiria ao devoto João César das Neves, além do mais, porque lhe desconheço a santidade.

9 de Setembro, 2009 Carlos Esperança

ICAR não dorme

Carta vaticana sobre o ensino da religião na escola

Da Congregação para a Educação Católica aos presidentes de conferências episcopais

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 8 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos a carta circular que a Congregação vaticana para a Educação Católica enviou aos presidentes das conferências episcopais sobre o ensino da religião católica na escola.