27 de Fevereiro, 2010 Carlos Esperança
E bispos e cardeais?
O vice-presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), arcebispo Agostino Superbo, reiterou hoje o pedido da Igreja Católica por políticos “novos e sérios” no país.
O vice-presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), arcebispo Agostino Superbo, reiterou hoje o pedido da Igreja Católica por políticos “novos e sérios” no país.
BENTO XVI: RENOVADA CORAGEM APÓS RETIRO ESPIRITUAL
Cidade do Vaticano, 27 Fev (RV) – Hoje, sábado, com a celebração das Laudes, na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano, seguida de uma meditação sobre os primeiros “diáconos”, encerraram-se os exercícios espirituais da Cúria Romana.
A Suíça recebeu, nesta sexta-feira, o apoio das Nações Unidas, de Paris e de Bruxelas, após o apelo à guerra santa contra a Confederação Helvética por parte do governante líbio Muammar Kadhafi, em plena crise diplomática entre Berna e Trípoli.
Enquanto sócia da A.A.P. decidi partilhar com a Associação o episódio que passo a relatar, por merecer a minha indignação, sendo esta uma das diligências que enceto para a expressar.
Na passada Terça-feira, dia 23 de Fevereiro, a minha filha de nove anos, que frequenta o quarto ano na Escola Básica nº2 da Cova da Piedade, a propósito da letra de uma canção, acabou por me dizer que a escola era visitada com alguma regularidade por uma tal senhora chamada “Irmã”! Questionada sobre a função dessas visitas, a minha filha só soube dizer que a “Irmã” quando vai à escola leva os meninos para a biblioteca, onde lhes ensina canções e conta histórias sobre Jesus Cristo.
Telefonei imediatamente para a professora da minha filha. Esta “desculpou-se” dizendo que a tal “irmã” só lá vai duas ou três vezes por ano e que não vai doutrinar ninguém, mas tão somente, ensinar umas “cantiguinhas”. Certo é que o faz dentro do horário escolar, no período de aulas, dentro de uma escola pública e, espantosamente, à revelia do conhecimento ou acordo dos pais. Perante isto, ainda foi capaz de sugerir que, se a mim me fazia tanta confusão que uma freira entrasse na escola para ensinar a doutrina cristã às crianças, que sempre podia dizer à minha filha que ela não estava autorizada pela mãe a assistir às “sessões” da “Irmã”! (Solução com a qual obviamente não concordei).
Resta-me dizer-vos que apresentarei queixa formal ao Ministério da Educação, à Delegação Regional de Educação e a todas as outras entidades cuja intervenção possa ser relevante.
Com os melhores cumprimentos,
a) Sónia Benite
O Talmude e a Tora, O Antigo e o Novo Testamento, O Corão e a Sunnah (séc. IX) têm em comum o carácter misógino mas diferem em relação ao álcool, à carne de porco e na defesa do véu e da burka. No islão as proibições atingem o fulgor demente, onde até urinar com o jacto virado para Meca é proibido.
Paulo de Tarso moldou o cristianismo. Perseguir era a sua obsessão esquizofrénica sem cuidar do objecto da perseguição. Ouviu vozes na estrada de Damasco e passou a perseguir o que deixara em nome do que abraçou. Juntou a essa tara a vocação pirómana e apelou à queima dos manuscritos perigosos.
Paulo de Tarso odiava o prazer e injuriava as mulheres. Advogou o castigo do corpo e glorificou o celibato, a castidade e a abstinência. É um expoente da patologia teológica, do masoquismo místico e da cegueira beata – um inspirador do Opus Dei.
O cristianismo herdou a misoginia judaica. O Génesis condena radical e definitivamente a mulher como primeira pecadora e causa de todo o mal no mundo.
As três religiões monoteístas defendem a fé e a submissão, a castidade e a obediência, a necrofilia (pulsão da morte, não a parafilia), a castidade, a virgindade e outras santas tolices que conduzem à idiotia e ao complexo de culpa do instinto reprodutor.
A história de Adão e Eva é comum às três religiões monoteístas. Em todas, Deus proíbe a aproximação à árvore da sabedoria e o demónio incita à desobediência.
Aliás, o pecado é definido como a desobediência a Deus, ou seja, à vontade dos padres.
As páginas do Corão apelam constantemente à destruição dos infiéis, da sua cultura e civilização, bem como dos judeus e cristãos (por esta ordem) em nome do mesmo Deus misericordioso que alimenta a imensa legião de clérigos e hordas de terroristas.
Fonte: Traité d’athéologie, Michel Onfray – Ed. Grasset & Fasquelle, 2005
Padre católico ruandês Wenceslas Munyeshyaka é um genocida que a Igreja protege, à semelhança do que fez com os nazis. Não se pode dizer que é uma coisa do passado, é um crime do presente que deve ser denunciado.
Aqui fica um importante artigo de Le Monde.
Comentário do leitor que me chamou a atenção para o referido artigo:
Seja no passado mais recuado, seja antes e após a II guerra Mundial seja agora com este padre reconhecidamente mandante e executor de genocídio no Ruanda, a ICAR escolhe sempre o mesmo caminho: apoiar, esconder, proteger tudo o que é bandido. (E. C. D.)
O abade Meslier, indignado com a opressão e as injustiças sociais praticadas contra os camponeses, durante o reinado de Luís XIV, foi um autor radical, incisivo, comunista e ateu, mas manteve as suas ideias no mais absoluto sigilo, pois sabia que, não existindo vida para além da morte, era prudente preservar a única e irrepetível que lhe coube.
Os seus escritos, onde nega de forma inequívoca o dogma da criação do universo e, por conseguinte, as ideias de divindade, transcendência e ordenação divina da natureza, só foram conhecidos postumamente. Foi um revoltado, por razões políticas e sociais, com sermões materialistas. Calcula-se o escândalo provocado pelo seu ateísmo, quando foi conhecido, pelas diatribes contra Cristo que descreveu como louco, fanático, ignorante e charlatão, indivíduo astuto que se aproveitou da credulidade e do desespero de pessoas ignorantes para estabelecer o seu império.
Foi, aliás, imensamente crítico para com a religião, que considerou um artifício humano, nefasto expediente dos espertalhões e um eficiente instrumento de dominação utilizado por reis, sacerdotes e demais parasitas para submeterem e manipularem as populações miseráveis e abatidas pelo sofrimento.
O abade Meslier é um expoente do Iluminismo francês cujo manuscrito, se não fosse tão prolixo e de estilo rebarbativo, era merecedor de ombrear com as obras de Montesquieu, Rousseau e Voltaire, na filosofia política das Luzes que originou a Revolução Francesa e com os filósofos ingleses John Locke e Thomas Hobbes.
É surpreendente observar como o desespero e a miséria provocam ondas de piedade e de devoção, não sendo raro ver milagres nos sobreviventes de uma catástrofe ou nas sobras de um cataclismo, mas também é verdade que o deus que os homens inventaram sempre foi interpelado na sua alegada omnipotência, desde Epicuro (3.000 anos antes de Cristo) até Pierre Bayle, no Iluminismo. O clero, porém, sempre procurou atribuir as catástrofes naturais à vingança do seu deus provocada pelos pecados dos seus crentes ou pela existência de descrentes.
A ideia do deus relojoeiro, proposta por Newton e repetida por J. J. Rousseau, levanta tantas dúvidas sobre o autor do relógio como sobre o criador do autor, com o absurdo levado ao infinito.
Três dos quatro arguidos do chamado “Grupo de Sauerland”, que estão a ser julgados em Dusseldorf (Alemanha) sob acusação de terem perpetrado atentados bombistas contra cidadãos e instituições norte-americanas, abjuraram hoje o terrorismo, nas alegações finais do julgamento.
Toledo está em choque com a notícia de um padre de 27 anos que confessou ter roubado a sua paróquia em 17 mil euros para gastar em linhas eróticas e páginas de Internet de conteúdo pornográfico. Além disso, oferecia serviços sexuais na Internet e frequentava bordéis.
Bastidores da ascensão do NSDAP
Hitler foi nomeado chanceler pelo então presidente Hindenburg em Janeiro de 1933. Em fevereiro, Hitler ordena a seus capangas que ateassem fogo no Reichstag e depois colocassem a culpa nos comunistas. Hitler convenceu Hindenburg a assinar uma lei que decretava o estado de sítio no país.Além disso, os comunistas foram perseguidos e presos e o partido comunista foi posto na ilegalidade.
O clima tenso causado pelo Estado de Sítio deu motivo para Hitler conseguir convocar o Parlamento para promover a votação da “Ermächtigungsgesetz” (Lei de habilitação de grandes poderes).
O Ermächtigungsgesetz era um poder especial permitido pela Constituição de Weimar pra dar grandes poderes ao Chanceler pra ele decretar leis sem a intervenção do Reichstag.O Ermächtigungsgesetz só poderia ser votado em casos de estado de sítio (ou emergência).
Leia mais… e verá a cumplicidade da ICAR e muitas fotos comprometedoras
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.