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28 de Junho, 2010 Ricardo Alves

Deixem a polícia trabalhar

O Joseph Ratzinger, que volta e meia diz para os media que a ICAR deve «colaborar com as autoridades civis», considera as investigações da polícia belga «procedimentos surpreendentes e deploráveis». Já o ministro belga diz que a actuação da polícia foi normal.

Pois é. «Colaboração» sim, mas sem consequências. É isso que B-16 quer.

27 de Junho, 2010 Carlos Esperança

Os ateus são mais pacíficos?

OS ATEUS são mais pacíficos?

É uma questão que emerge de uma das listagens mais interessantes que existem. É o GPI, Global Peace Index, fruto de um centro de estudos baseado em Londres.

Think tank, como são comummente chamados tais centros no mundo globalizado.

Tratei já do GPI neste espaço.  Especialistas trabalham com mais de 20 indicadores econômicos e sociais de 144 países e montam uma lista da paz e riqueza  mundiais.

Uma das coisas que impressionam, e têm despertado uma discussão vibrante, é a alta colocação dos países “ateus”, aqueles em que a maior parte das pessoas não acredita em Deus.  A Suécia, com 85% de ateus, cintila no GPI e em todas as análises comparativas de desenvolvimento  económico, humano e social.  Bem como a Dinamarca, a Noruega , a Islândia e a Finlândia.

26 de Junho, 2010 Carlos Esperança

São Guinefort – cão, santo e mártir

São Guinefort era um santo muito incomum, e a sua história é verídica. Na verdade, ele era um Greyhound que viveu na França no século 13. Para o povo, ele era amado e venerado.

Para a Igreja, que de início não percebeu  que São Guinefort era um cão, ele foi um constrangimento. Apesar dos melhores esforços da igreja para acabar com todas as referências a este cão amado, São Guinefort permaneceu popular por 700 anos, até a década de 1940. O dia de São Guinefort é 22 de Agosto e, embora seja considerado o protector das crianças, podemos pedir sua protecção para nossos queridos galgos e outros animais.

25 de Junho, 2010 Carlos Esperança

Conselho da Europa critica proibição total do véu islâmico

ESTRASBURGO (Reuters) – O Conselho da Europa, um órgão dos direitos humanos, condenou nesta quarta-feira a proibição total dos véus usados por mulheres muçulmanas, como cogitam alguns países europeus, mas também pediu aos seguidores do Islão que rejeitem costumes que negam os direitos femininos.

Comentário: O Islão não aceita a laicidade do Estado nem a igualdade entre os sexos. É, pois, uma religião anti-humana, misógina e tribal. O cristianismo também era mas o seu clero foi reprimido politicamente, o que permitiu as democracias.

24 de Junho, 2010 Eduardo Costa Dias

Magistratura e polícia belgas fazem o seu dever

Des perquisitions ont été menées au siège de l’Église catholique belge, à Malines, à la Commission Adriaenssens qui traite les plaintes pour abus sexuels, ainsi que chez le cardinal Danneels. Et ce, à la suite des accusations d’abus sur mineurs portés contre des ecclésiastiques.

www.lesoir.be/actualite/belgique/2010-06-24/pedophilie-perquisitions-au-coeur-de-l-eglise-belge-778060.php

ACTUALIZAÇÃO (Diário Noticias, 25 Junho 2010)

A sede da arquidiocese de Malines-Bruxelas, a residência do seu antigo arcebispo, cardeal Godfried Danneels, e as instalações de uma comissão independente que investiga casos de pedofilia na Bélgica foram ontem alvo de buscas da polícia, que recolheu documentos susceptíveis de “provarem as acusações de abusos de menores por parte de certos membros da Igreja”, explicou o porta-voz do Ministério Público de Bruxelas.

Monsenhor Danneels foi chamado à sede episcopal pela equipa de investigação que realizou aqui a busca, enquanto na sua residência uma outra equipa confiscava o seu computador pessoal e alguma documentação.

O objectivo da operação policial, que envolveu mais de 30 inspectores e agentes, foi o de “obter elementos de prova relativas às declarações feitas no quadro de um processo recentemente desencadeado”, referiu o mesmo porta-voz.

A actuação da polícia surge menos de dois meses após a demissão do bispo de Bruges, cujo nome surgira associado a situações de abuso de menores. Em Maio, a Igreja belga apresentara um pedido de desculpas em que reconhecia “ter sido dada uma nova oportunidade aos abusadores enquanto as suas vítimas ficaram marcadas por feridas que não cicatrizam” (…) Segundo as agências, a investigação oficial está particularmente interessada nos testemunhos recolhidos por esta comissão, tendo confiscado a totalidade dos 475 dossiers onde se recolhem depoimentos sobre casos, alguns deles sucedidos há várias décadas (…) Embora não tenha sido revelada a fonte das queixas que levaram a justiça belga a desencadear as buscas de ontem, alguns meios de informação belgas sugeriam o envolvimento de um padre reformado, Rik Devillé, que teria denunciado à hierarquia nos anos 90 casos de abusos sexuais.

O abade Devillé admitiu ter passado às autoridades, há cerca de duas semanas, documentos e informações sobre aqueles casos, mas ignorava ontem se estes estariam ou não na base da investigação. Entre os documentos constam cópias da correspondência sobre aqueles abusos trocadas pelo padre com a hierarquia.

http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1602357&seccao=Europa

24 de Junho, 2010 Carlos Esperança

AAP_Campanha de Apostasia 2010


Caríssimos,

Hoje recebi uma excelente notícia ao abrir a minha caixa do correio (postal). Tinha lá um envelope do “Archeveche de Paris – Archives de Catholicité”.

A carta diz o seguinte “Em resposta à sua carta de 4 de Maio passado, informamos que tomámos em consideração a sua vontade de deixar de pertencer à Igreja Católica”. Conforme o seu pedido, a sua vontade foi inscrita na margem do registo do seu acto de baptismo (conforme comprovativo em anexo).

Assinado pelo Secretário do Archevêché com a chancela oficial.

Anexo o meu registo de baptismo (agora o completo com indicação do padrinho/madrinha, pais, assinaturas, etc…) onde inscreveram a menção «”Ab Ecclesia defectio actu formalite Catholica” por carta de 4.5.2010, renunciou ao seu baptismo»

Sinto-me mais leve 🙂

Cumprimentos,

Se vos aparecer alguém de França e que precise de ajuda, com informações ou com a língua, estou disponível. Em Inglês também posso ajudar.

Cumprimentos,


Sandra

23 de Junho, 2010 Carlos Esperança

Franco entregou seis mil judeus ao regime nazi

Nunca falo da Guerra Civil de Espanha sem me horrorizar da violência que grassou dos dois lados da barricada, da cumplicidade da Igreja católica com os sediciosos e da onda de anticlericalismo que degenerou em barbaridades inimagináveis.

Depois de derrubado o Governo legal, Franco persistiu em assassinar adversários e nem o clero republicano poupou à fúria sanguinária, sem que lhe faltassem bispos, padres e cardeais a anunciarem que o infame era enviado da Providência.

Houve centenas de milhares de vítimas e raras famílias escaparam à orgia de terror que invadiu o país e ao ódio que está longe de ter desaparecido. Para reavivar feridas, muito contribuíram os dois últimos Papas, canonizando em doses industriais as vítimas de um dos lados.

Quando as vítimas do outro lado reclamaram os corpos dos familiares que perderam ou quiseram averiguar quem foram os pais que lhes assinaram antes de os entregarem para adopção a biltres fascistas, logo a perseguição se virou contra o honrado e corajoso juiz Baltasar Garzón, impedindo a justiça possível para as vítimas humilhadas.

Franco pertence à galeria dos mais frios e cruéis assassinos do século passado e a Igreja católica espanhola carrega o horror e a humilhação pela cumplicidade e entusiasmo com que colaborou. Desde os Reis Católicos que a violência não encontrava tão entusiástica cumplicidade clerical na onda de terror que dilacerou um povo.

Este artigo do Diário de Notícias levanta o véu de mais uma atrocidade escondida pela imensa teia fascista que sobreviveu à democracia – a entrega de uma lista de seis mil judeus, à Gestapo, pelo embaixador de Franco.

O carácter nazi do franquismo não é surpresa mas surpreende o facto de não ter havido um único campo onde a crueldade do regime não tenha chegado. Por isso os guardiões do nazismo espanhol estão tão preocupados com os esqueletos que esconderam.