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25 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

Mente perversa

Padre diz que a violação da fé é dez mil vezes pior que estupro de uma filha

O padre argentino Jorge Gómez disse a uma emissora de rádio na terça-feira (18) que a “violação da fé é dez mil vezes pior que o estupro de uma filha”.

O padre Pato, como é conhecido, fez a declaração para explicar por que interrompeu a peça cómica “Educação Sexual Moderna” no momento em que um sacerdote se mostrava atormentado com o celibato. Tratava-se apenas de um trecho do espectáculo.

25 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

É justo subsidiar escolas confessionais ?

Lisboa, 25 Jan (Ecclesia) – O presidente da Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC), padre Querubim Silva, desafiou o Ministério da Educação (ME) a “investigar” os estabelecimentos com contratos de associação para verificar se existem lucros elevados.

O sacerdote reagia às declarações da ministra Isabel Alçada que, ao início da tarde, disse em conferência de imprensa que o ME “pagou a alguns dos colégios bastante mais do que seria justo, permitindo que alguns obtivessem elevadas margens de lucro”.

25 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

Autocrítica?

Papa: sociedade actual exalta dinheiro fácil ao invés da moral

Bento XVI considera que a globalização e o relativismo estão levando a uma mudança de mentalidade e de estilo de vida que prescinde a Deus, “como se não existisse”, e exalta o dinheiro fácil, a carreira e o sucesso como objectivos de vida, em detrimento aos valores morais.

Comentário: O Papa fala como se o Banco do Vaticano não tivesse sido uma lavandaria de dinheiro sujo.

24 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

Tanta parra e tão pouca uva…

Lisboa, 22 Jan (Ecclesia) – A paróquia do Espírito Santo (Igreja Lusitana), em Setúbal, vai acolher no Domingo, 23 de Janeiro, uma celebração ecuménica, reunindo fiéis de várias confissões cristãs.

Na cerimónia vão marcar presença “clérigos e leigos da Igreja Católica, da Igreja Lusitana, da Igreja Católica Oriental da Ucrânia e das Igrejas Ortodoxas da Rússia e da Roménia”, anuncia o site oficial da Diocese de Setúbal.

Comentário: Segundo o DN, de hoje, pág. 30 (site indisponível) participaram cerca de 50 fiéis.

23 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

SODOMA_1 (Conto)

Naquele tempo, andava Deus na divina ociosidade a que se remeteu depois de ter criado o Mundo, quiçá arrependido do estratagema que engendrou para que os animais se multiplicassem, a ruminar uma desculpa por ter incluído a macieira quando fez as plantas, sabendo que sem Eva e sem maçã estaríamos todos, ainda hoje, condenados ao Paraíso e ao tédio.

Tinha acontecido o dilúvio e a engenharia ousado construir a torre de Babel. O primeiro foi um susto bem pregado e uma experiência radical e a segunda um extraordinário fracasso e uma enorme confusão.

Pela planície do Mar Morto espreguiçavam-se cinco cidades que tinham níveis diferentes de desenvolvimento, costumes variados e interesses diversificados. Distinguiam-se Sodoma e Gomorra pela enorme riqueza, com um nível de vida de causar inveja graças ao sector terciário que então ainda não tinha designação adequada por não haver economistas encartados. As outras eram menos importantes, a acreditar no primeiro livro do Pentateuco.

Vinha do Norte o ar quente que, depois de percorrer e acariciar as águas do mar, entrava suavemente em Sodoma para animar os corpos e dar energia à alma, soltar toda a imaginação de que o mundo era capaz na sua difícil infância e produzir um indizível arrebatamento.

Homens e mulheres contavam os minutos das poucas horas que o expediente dos escritórios lhes tomava para cultivarem a seguir todos os prazeres febrilmente sonhados. Mesmo nas horas de trabalho não se coibiam de ser felizes e soltarem a imaginação. Os afazeres que o desenvolvimento tecnológico se tinha encarregado de aligeirar eram cada vez mais um mero resquício para justificar a maldição bíblica que viria a ser criada com efeitos retroactivos. Sendo o trabalho um bem muito escasso ninguém se quisera apropriar dele.

Como os livros ainda não tinham sido inventados todos liam o livro da vida através dos sentidos. Tinham-se habituado a usar o corpo e a dar-lhe alma. Eram imensamente felizes a ponto de esquecerem Deus e os seus ensinamentos, as suas ameaças e maldições, o sofrimento e a cultura que o criara. E, porque eram felizes, não os atingia a doença, a fome, o medo ou a guerra.

Imagina-se o seu grau de felicidade pela intensidade da cólera divina, que enviou o fogo que destruiu Sodoma e, com ela, as outras cidades, e, com os que se divertiam, as crianças, que ainda o não sabiam fazer, e também os velhos que tinham esquecido já os divertimentos, se algum dia os souberam, e provavelmente algum anjo que tivesse tentado pôr termo ao pecado e acabou violado, chamuscadas as penas no desejo e esturricado, também ele, nas labaredas.

Ao longe Abraão assistia ao espectáculo que o seu Deus pirómano lhe servia à hora da sesta, tirando moncos do nariz, enquanto Loth, seu sobrinho, por bambúrrio da sorte ou por morar nos subúrbios, se esgueirava com as filhas e a mulher, tendo esta olhado para trás, apesar da recomendação divina em contrário, e sido transformada em estátua de sal, por ser nela maior a curiosidade que a obediência.
Para dizer alguma coisa ou por ter-se arrependido do fogo que ateara, ou para simplesmente criar factos que dessem conteúdo ao Êxodo, ao Levítico e a outros escritos, fez Deus umas promessas a Abraão que acabariam por dar origem a Israel, muito tempo depois, e dar a Jacob e aos seus 12 filhos o Egipto para se instalarem e cumprirem a profecia.

Sabe-se que Sodoma ficou na memória oral dos povos pelos hábitos sexuais de uma escassa minoria. Conhecendo-se hoje melhor Deus e os seus humores, a fé e os seus preconceitos, a devoção e a sua intolerância, somos levados a crer que seriam deliciosas as vitualhas, capitosos os líquidos, requintados os hábitos, agradáveis as relações, enfim, felizes os seus habitantes, a ponto de Deus perder a paciência e ser tomado daquela cólera que o celebrizou.

Terá sido Loth quem pôs a correr aquele boato que havia de criar o verbo a partir do nome da cidade desaparecida. Ou um qualquer viandante acabado de sair antes do fogo e ansioso de se atrelar ao vencedor.

21 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

Vaticano, Opus Dei, Berlusconi e moral

(…)

Otro apoyo fundamental del Gobierno es el intelectual de cámara católico Vittorio Messori, asiduo del programa Porta a Porta de Bruno Vespa y miembro del Opus Dei, que hoy, en una entrevista publicada en Il Giornale con el vaticanista del diario, Andrea Tornielli, de CL, exculpa a Berlusconi y culpa a los fiscales de perseguir políticamente al primer ministro. “Mejor un putero que hace buenas leyes que un notable catolicísimo que hace normas contrarias a la Iglesia”.

Fonte: El País