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4 de Maio, 2012 José Moreira

“Não matarás”

O art.º  5º da Lei Mosaica diz claramente: “Não matarás” (Ex 20:13).

Dando uma vista de olhos pelos sites de pendor religioso, todos eles chegam à mesma conclusão: nada de matar o seu semelhante, porque é pecado – seja isso lá o que for. Designadamente a vida humana é o supremo valor, só Deus tem direito sobre a vida humana, etc. Claro que nenhuma fala do Catecismo, mais exactamente do §§2267 : “O ensino tradicional da Igreja não exclui, depois de com provadas cabalmente a identidade e a responsabilidade de culpado, o recurso à pena de morte, se essa for a única via praticável para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto.” Mas não era aqui que eu queria chegar.

Lendo a Bíblia, não faltam descrições de mortes – ou encomendadas por Deus, ou praticadas para servir Deus, ou apenas em nome de Deus – afinal de contas, vai tudo dar ao mesmo.

Aparentemente, há aqui uma contradição: de um lado, “Não matarás”; do outro, “mata e esfola”. Mas não há contradição nenhuma.

A Bíblia foi escrita por judeus e era, naturalmente, destinada aos judeus. Não é por acaso que os judeus se consideram o “povo eleito”. E é aqui que bate o ponto: os judeus são povo eleito, os outros são gentios. Havia dois tipos de pessoas, os judeus e os gentios, ou “incircuncisos”. Os gentios eram desprezados, eram considerados uma casta inferior. Quando Deus disse “não matarás,” quis dizer – mas nem era preciso explicar, estava implícito – “não matarás… outro judeu”. Ou seja, não há qualquer tipo de contradição.

Só me pergunto é por que razão se continua – quem continua – a adorar um deus que, no fim de contas, despreza tudo o que não seja judeu.

Ou será que, contrariando o que diz a Bíblia, já não há judeus e gentios, e é tudo boa gente?

Ou será que os crentes no Deus de Abraão são todos judeus?

4 de Maio, 2012 Carlos Esperança

Entrevista de Alexandra Solnado à TV

Por

Leopoldo Pereira

Cerca das 18H20, após uma seca do caraças à espera do grande momento, eis que surge a “felizarda” que diz falar com Jesus ao vivo e em público. Tinha comigo caneta e papel, a fim de tirar apontamentos sobre o que de mais importante Jesus lhe tivesse revelado. Afinal… NADA!

Sinceramente os parcos apontamentos não dariam nunca para escrever um artigo, sobretudo de molde a considerarem-me com um mínimo de sanidade mental.

Ao que a “vidente” disse, Jesus pede para O encontrarem e não aparece na cruz (eu no lugar dele faria o mesmo), mas sim sob a forma de luz, o que já nem é novidade. Portanto Ele é energia, de que podemos partilhar, caso saibamos ir ao encontro dela!

Todos temos uma parte Divina e essa que a gente deve trabalhar. Depois pronto, a ligação estabelece-se e é Tu cá Tu lá…

As pessoas que vão às sessões da Alexandra, por vezes ficam de boca aberta, é quando veem a tal luz!!! Ainda fiquei a saber que tem “terapeutas” a trabalhar no ramo e atendem por telefone: 229199113.

Resumindo: Como duvido que no seio da nossa Associação haja um qq inteligente que alguma vez tenha visto a dita luz, propunha que convidássemos a D. Alexandra a fazer uma sessão só para nós e mal vai que ela recuse.

Fica a sugestão, que não será tão anormal quanto foi a entrevista dela

3 de Maio, 2012 Luís Grave Rodrigues

Deus

2 de Maio, 2012 Carlos Esperança

A Igreja católica e a homossexualidade

Apesar de ser prática corrente no seu seio, às vezes com contornos onde a vergonha e o crime se confundem, a Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) elegeu o combate à homossexualidade como desígnio divino do seu proselitismo. Melhor dito, a ICAR tem horror a tudo o que diga respeito à sexualidade, apenas se conformando com a função reprodutiva, de preferência com exclusão do prazer.

A ICAR não se dá conta de que a castidade, que tão entusiasticamente advoga, é o mais demolidor contracetivo existente e que o método tradicional da reprodução, que tanto a enoja, é o mais popular, frequente, e ao alcance dos mais pobres.

A misoginia herdada do Antigo Testamento está na origem de todos os preconceitos e tolices que a ICAR tem cometido contra a saúde da mulher, o planeamento familiar e o combate às doenças sexualmente transmissíveis, especialmente em relação à sida, onde a teologia do látex se sobrepõe à defesa da saúde e da vida de milhões de pessoas.

De todas as formas de sexualidade, a homossexualidade é a que mais perturba o Papa e, curiosamente a que mais tem abalado o Vaticano. Trata-se de uma abominação, segundo o Levítico (18:22), mas, contrariando a opinião divina e a Igreja, a OMS suprimiu-a da relação de doenças, por não afetar a saúde mental nem os comportamentos normais. E o Conselho Europeu, baseado no consenso generalizado das conclusões científicas, opõe-se a que seja qualificada como doença, desvio psicossomático ou perversão, instando os Governos a suprimir qualquer tipo de discriminação motivada na tendência sexual.

Perante a fanática homofobia clerical foi interessante ler no El País de 12 de Abril p.p., que o Dr. John Boswell, no seu livro «Las bodas de la semejanza» documenta como na Igreja católica, dos séculos VI a XII, existia como normal a celebração litúrgica de casamentos homossexuais, com ritos e orações próprias, presididos por um sacerdote.

«É a partir do século XIII que a homossexualidade assume o caráter de vício horrível (pecado nefandum=innombrable), tão horrível que «innombrable» não se aplica a factos mais graves: assassinato, matricídio, abuso de menores, incesto, canibalismo, genocídio e deicídio incluído».

Enfim, venha o diabo para explicar esta violência homofóbica da teologia católica cuja demência é comum aos outros monoteísmos.

1 de Maio, 2012 Carlos Esperança

O Vaticano até o Paraíso vende. Vive disso.

Vaticano pode ter recebido 1 bilhão de reais para enterrar mafioso ao lado de Papas – informa agência italiana

Informações da agência de notícias italiana Ansa dão conta de que a Igreja Católica aceitou um bilhão de liras (mais de R$ 1,245 milhão) como pagamento de uma viúva para permitir o enterro de seu marido, um chefe mafioso, numa basílica, ao lado de antigos Papas.

Uma fonte da Santa Sé contou à agência que “apesar da relutância inicial”, o então vigário-geral de Roma, o cardeal Ugo Poletti deu sua benção” para o sepultamento de Enrico De Pedis, chefe do grupo mafioso.

Comentário: Papas e mafiosos unidos na vida e na morte.

29 de Abril, 2012 Carlos Esperança

É preciso erradicar o ódio religioso

Pelo menos 18 mortos num atentado contra universitários cristãos na Nigéria

Pelo menos 18 estudantes morreram este domingo num ataque com explosivos e armas de fogo contra um auditório da Universidade de Bayero, en Kano (norte da Nigéria), onde numerosos estudantes celebravam la missa dominical. Dezenas de estudantes ficaram feridos.

Comentário: O Diário Ateísta repudia com firmeza o ódio sectário que conduziu à violência e à morte. O proselitismo é um ato de demência que produz horrores e conduz ao crime. A civilização não pode permitir que, em nome de uma crença e do desejo de lhe submeter os outros, se absolva ou minimize a violência religiosa. Os crimes cometidos em nome de uma crença são duplamente repugnantes, pela violência que encerram e o sectarismo que promovem.

Sem a laicidade imposta à demência da fé não há paz nem pluralismo ideológico.

O Diário Ateísta sente-se solidário com os cristãos que hoje foram vítimas do fascismo islâmico como se sentirá com os muçulmanos que eventualmente vierem a ser vítimas dos desvarios cristãos.