Na imagem da direita os ombros de Michele Obama foram cobertos para não elevar a testosterona de Maomé.
No bairro de 44 hectares – o Vaticano – abre, dentro de 48 horas, uma vaga para Papa. O atual, apesar de se encontrar em Governo de gestão, portou-se como soe acontecer com líderes profanos: continuou a proceder a exonerações e nomeações. Substituiu o titular do cargo mais importante – o gerente do IOR, aceitou a resignação de cardeais pouco recomendáveis, nomeou o novo bispo de Lisboa, futuro cardeal, e antecipou o consistório.
Sendo o primeiro Papa a sair vivo do cargo, em quase 600 anos, criou alguns problemas à monarquia cujo sucessor, perdida a tradição dos Bórgias, deixou de ser filho. Serão os cardeais a eleger o sucessor, tendo sido a maioria criados (este é o termo canónico) pelo “Papa emérito”, título em linha com o dos bispos que terminam o prazo de validade mas que demorou vários dias a encontrar.
Há mordomias que liminarmente perde. Fica sem o anel, que será destruído, poupando o dedo; fica proibido de usar a batina de peregrino mas deixam-no continuar a vestir-se de branco; a interdição absoluta atinge também os sapatinhos vermelhos e o camauro.
Antes das 20H00 (19H00, em Lisboa) vai para Castel Gandolfo onde ficará dois meses, até à conclusão das obras do convento, no Vaticano, onde ficará até que o ciclo de vida se cumpra. A euforia provocada pela eleição do novo Papa rapidamente o fará esquecer.
Manterá, contudo, o título de Santidade, título que designa a profissão e o estado civil e o pseudónimo de Bento XVI.
João César das Neves (JCN) é um arrebatado devoto cujas homilias de segunda (feira) hilariam e confundem os leitores. Chega-se a pensar que JCN pensa o que diz e diz o que pensa, embora não seja radioso o que pensa nem o que diz.
Cita a Bíblia como referência histórica rigorosa e acredita nela como o ministro Gaspar nas previsões financeiras que faz. A diferença é Vítor Gaspar demorar apenas um mês a apurar o engano e JCN a vida inteira convencido de que acerta.
Na homilia desta segunda feira repete as tolices habituais e, na pressa, acrescenta algumas novas. Diz, por exemplo, que o fator decisivo da renúncia do Papa «foi Deus», o mesmo suspeito que apontou para justificar o martírio a que a Cúria sujeitou João Paulo II.
JCN desconhece que este Papa teve de resignar em direto para poder sobreviver; que o relatório sobre o IOR e a fuga de documentos do Vaticano não são alheios à decisão; que a antecipação do conclave é necessária para manter cardeais em número suficiente antes de serem salpicados com nódoas do passado.
O exotismo do devoto está na facilidade com que acusa o seu Papa de mentir, ao afirmar: « Nem sequer foi por motivos de saúde, apesar de o próprio os ter invocado. O seu gesto só aconteceu porque ele está plenamente convencido ser essa a vontade de Deus».
Então o Papa católico invoca motivos falsos por estar convencido de ser essa a vontade do Deus de JCN? O bem-aventurado está cada vez mais desorientado.
«…toda a Igreja recebeu a notícia como vinda de Deus, e espera do Senhor a continuação desta história». JCN continua à espera do Armagedão.
Reza a lenda que Maomé tinha predileção por criancinhas, tanto que as acolhia no próprio leito.
A lenda morta continua viva e os que que lhe dão vida continuam a matar.
http://edition.cnn.com/2011/WORLD/asiapcf/03/29/bangladesh.lashing.death/index.html
Três sacerdotes e um ex-padre acusaram o cardeal da diocese de Saint Andrews e Edimburgo, Keith O’Brien, de tê-los assediado sexualmente durante os anos oitenta do século passado, segundo informa em exclusivo o jornal londrino de domingo The Observer .
O’Brien, que exerce o mais alto cargo da Igreja Católica na Escócia, líder da Conferência Episcopal, está previsto aposentar-se no próximo mês mas tem direito a participar no conclave para eleger o sucessor do Papa Bento XVI.
Uma das grandes vantagens de se ser religioso, e de que eu, como ateu, lamento profundamente a falta, é a capacidade de falar com Deus. Não aquele corriqueiro ajoelhar e rezar, que isso não traz qualquer retorno, leia-se “feed-back”, mas o dialogar, de modo a saber, ao certo o que o interlocutor, neste caso Deus “lui-même” quer, deseja e manda. Porque uma coisa é ajoelhar-se numa qualquer igreja e berrar padre-nossos e salvé-rainhas que ninguém ouve, e outra, completamente diferente, é sentar-se à mesa de um café com Deus e na sua companhia tomar o pequeno-almoço. O pequeno-almoço e os pensamentos, os desejos, etc.
Pois bem, contrariando os boatos que por aí se vão espalhando, Ratzinger nega que a sua renúncia seja devida a cansaço, velhice, pressões ou lóbis. Nada disso. Ratzinger garante que foi por vontade de Deus a lembrar, vagamente, um fado que esteve muito em voga. Se o papa garante que essa é a vontade do patrão, quem somos nós para duvidar?
O que vai valendo é essa rapaziada toda saber quais são as vontades do tal Deus. Geralmente, são coincidentes com as vontades da tal rapaziada, mas são meras coincidências.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.