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22 de Julho, 2013 Carlos Esperança

A fé esclarecida e o ateísmo ignorante

«Não existem apenas fundamentalistas religiosos. Também existem fundamentalistas ateus e sem religião. Também existem ateus sem religião que combatem o fundamentalismo de um ateísmo ignorante». (Frei Bento Domingues).

Ateus sem religião deve ser o oposto de crentes com religião. Os crentes sem religião são supersticiosos não filiados.

Os ateus não têm livros sagrados nem são incitados a combater os fiéis. Ao contrário dos crentes, não têm o Paraíso à espera. Não os aguardam setenta virgens nem rios de mel em recompensa de atos terroristas; não ascendem aos Céus por participarem em cruzadas; não comprazem Deus a carrear lenha para queimar hereges.

É verdade que os ateus se livram do Purgatório, sítio mal frequentado, com aposentos despojados de qualquer eletrodoméstico, sem divertimentos nem conforto, donde se sai à custa de missas de quem tem cabedais e devoção para mandar rezar.

Também o Inferno é reservado aos crentes que discordam da teologia do latex, comem carne de porco à sexta-feira, faltam à santa missa e amam sem intuitos exclusivamente reprodutivos.

O ateísmo pode ser ignorante, ao contrário da fé. Fr. Bento lê o Diário de uns Ateus e tem-nos em má conta. Mas pensar que a fé é esclarecida e que a devoção não é ignara, é miopia ou necessidade de preservar o futuro da ICAR, os seus ativos financeiros e os negócios do Vaticano.

 

21 de Julho, 2013 Carlos Esperança

O Islão no seu labirinto

Islamismo político enfrenta o seu mais severo teste com golpe de estado no Egito

A implosão de Morsi, retirado do governo, abalou a Irmandade Muçulmana no país.

Cairo – Não foram apenas as tumultuosas multidões da praça Tahrir que saudaram a implosão de Mohammed Morsi e do islamismo político convencional no país mais populoso do mundo árabe. Enquanto o golpe de estado se desenrolava no Cairo, o presidente sírio Bashar Assad praticamente dançava sobre sepultura da Irmandade Muçulmana.

Diário de uns Ateus – O Islão vive o paradoxo de ter uma democracia que suspende os direitos humanos ou uma ditadura que suspende a democracia.

21 de Julho, 2013 David Ferreira

Hóstia dominical – V

Portugal não é um país católico, tal como não é um país benfiquista. Não
é a maior percentagem de adeptos de uma determinada organização que define a
identidade do que se conceituou ser o conjunto de todas as realidades
socioculturais existentes num determinado território delimitado por fronteiras.

20 de Julho, 2013 Carlos Esperança

A fé custa a todos, ateus incluídos

Vaticano defende uso de verba pública na Jornada

Os gastos com a visita do papa Francisco e com a Jornada Mundial da Juventude tem sido alvo de polémicas e questionamentos na Justiça. O evento custará mais de R$320 mi

Estátua de areia do papa Francisco é esculpida em praia do Rio de Janeiro durante os preparativos para a Jornada Mundial da Juventude, que contará com a visita do pontífice

A Santa Sé optou por não entrar na polémica sobre o uso de recursos públicos na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e sobre os custos da viagem do papa Francisco para os cofres do Estado brasileiro. Mas afirmou que “não será dinheiro jogado pela janela no mar” e insiste que a “maioria” da população “quer a visita”.

20 de Julho, 2013 Carlos Esperança

Opus Dei não perde o controlo do Vaticano

O Papa Francisco foi buscar a ajuda de especialistas internacionais para realizar a sua reforma económica e administrativa do Vaticano, numa iniciativa para tentar conter uma série de escândalos que atingiu a Santa Sé no passado.

À frente da comissão composta por sete laicos, está um religioso espanhol da Opus Dei, num indício da influência do movimento na Igreja. O grupo se reportará diretamente a Francisco e conta-se que terá poder completo sobre a máquina vaticana.

19 de Julho, 2013 Carlos Esperança

AS NOVAS INDULGÊNCIAS DO PAPA FRANCISCO

AS NOVAS INDULGÊNCIAS DO PAPA FRANCISCO

Por

João Pedro Moura

A afirmação do papa Francisco de que concederia “indulgência plena” aos seus seguidores no Twitter, embora a troco de “terem feito a sua confissão a um padre, recebido a absolvição e participado da missa“ é uma incongruência teológica, que deita abaixo a auréola de seriedade e simplicidade que este papa já granjeou, para quem for  católico sério e analisar seriamente tal ideia…

Com efeito, o papa Francisco faz o que o papa Leão X fez, “in illo tempore”, que é o de transformar o “perdão dos pecados” num ato de tipo comercial: tu dás-me e/ou fazes o que eu quero; em troca dou-te a remissão dos pecados.

Isto é, mesmo o maior bandido e criminoso, que desse dinheiro à Igreja, no séc. XVI, recebia indulgência plenária, detraindo a necessidade religiosa e concetual do “arrependimento”, questão eminentemente do foro individual e de sinceridade do indivíduo.

Isto é, um qualquer indivíduo, seguidor do papa no Twitter, desde que diga que foi à confissão, que foi absolvido e que foi à missa, recebe “indulgência plena” do papa…

… Mas não a recebe, quem não seguir o papa no Twitter, ou porque não liga a essa rede, ou porque não sabe, mesmo que se sinta um sincero e devoto católico… de confissões e missas… e reconhecimento público e eclesiástico paroquiais…

A Questão das Indulgências, que o frade agostinho, Martinho Lutero, levantou, afixando “95 teses contra as indulgências” na porta da igreja de Wittenberg, na Alemanha, em 31 de outubro de 1517, traçou a linha demarcativa, que levaria ao maior cisma da Igreja, até hoje: a Reforma Protestante.

E a Questão das Indulgências foi o mote dessa crise fundamental.

Com efeito, o papa Leão X, promoveu a venda de indulgências, a partir de 1515, na Alemanha do norte, a troco de dinheiro para a construção da basílica de S. Pedro, em Roma.

Lutero, uma daquelas pessoas muito sinceras na sua devoção e avessas a situações de corrupção ideológica e material, detetou logo a incongruência entre tal venda e a “salvação da alma”.

A tese fundamental de Lutero, nessa matéria, é a de que o indivíduo se salva pelo arrependimento sincero e vontade de se corrigir e não por uma aquisição de perdão, ainda por cima conseguido por dinheiro…

O que o papa Francisco quer estabelecer agora, é uma recorrência da essência da atitude papal de outrora: conseguir não já dinheiro, mas o apoio de seguidores duma rede social, desde que cumpram formalidades de missas e confissões, recebendo tais sequazes, em troca, uma “indulgência plena”, diferenciando-os, numa situação discriminatória e arbitrária, de todos aqueles católicos que, mesmo sem seguirem o papa no Twitter, são devotos do papa e do catolicismo.

Com esta atitude, o papa Francisco, determina categorias de remissão dos pecados e, consequentemente, de crentes, não pela aplicação teológica do conceito de arrependimento e de fé salvífica, mas sim pela mera e formal inscrição numa rede social informática.

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A cobrança de indulgências, no séc. XVI,

pela Igreja católica visava arranjar dinheiro para a

construção da basílica de S. Pedro, em Roma,

durante o papado de Leão X (1513-1521)

Eis alguns extratos significativos da argumentação teológica de Lutero contra as indulgências papais:

“1. Dizendo nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo: “Arrependei-vos” etc., certamente quer que toda a vida dos seus crentes na terra seja contínuo arrependimento.

2. E esta expressão não pode e não deve ser interpretada como referindo-se ao sacramento da penitência, isto é, à confissão e satisfação, a cargo do ofício dos sacerdotes.

5. O papa não quer e não pode dispensar outras penas, além das que impôs ao seu alvitre ou em acordo com os cânones, que são estatutos papais.

6. O papa não pode perdoar dívida senão declarar e confirmar aquilo que já foi perdoado por Deus; ou então faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida deixaria de ser em absoluto anulada ou perdoada.

21. Eis porque erram os apregoadores de indulgências ao afirmarem ser o homem perdoado de todas as penas e salvo mediante a indulgência do papa.

27. Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao

cair na caixa a alma se vai do purgatório.

28. Certo é que no momento em que a moeda soa na caixa vêm o lucro e o amor ao dinheiro, cresce e aumenta; a ajuda porém, ou a intercessão da Igreja tão só correspondem à vontade e ao agrado de Deus.

32. Irão para o diabo juntamente com os seus mestres aqueles que julgam obter certeza de sua salvação mediante breves de indulgência.

35. Ensinam de maneira ímpia quantos alegam que aqueles que querem livrar almas do purgatório ou adquirir breves de confissão não necessitam de arrependimento e pesar.

36. Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.”

Martinho Lutero, “95 Teses contra as Indulgências”

http://www.arqnet.pt/portal/teoria/teses.html

18 de Julho, 2013 Carlos Esperança

Informação mais completa

Segundo informação de Leopoldo Pereira:

Igreja Católica aposta cada vez mais nas novas tecnologias para manter ligação com fiéis
Os católicos já não precisam de ir ao Vaticano para receberem o perdão do Papa. A partir de agora, os seguidores da conta @pontifex no Twitter vão receber os perdões ao pecado através da rede social.

As “indulgências 2.0” chegam na altura em que os jovens que não puderam participar na Jornada Mundial da Juventude, que vai decorrer no Brasil, e onde o Papa vai estar têm uma outra forma de manter contacto com o chefe máximo da Igreja Católica.

Sobre esta novidade, o presidente do Pontifício Conselho para a comunicação social disse: “Não se obtêm indulgências como se consegue um café de uma máquina de venda automática”. Para que o perdão exista, os «tweets» e imagens partilhados pelo Papa Francisco do encontro no Brasil têm que produzir um efeito espiritual genuíno no coração das pessoas”.

A obtenção de indulgência através do Twitter foi aprovada e decretada pela Penitenciária Apostólica no dia 24 de Junho. No final de Abril, o Papa contava já com seis milhões de seguidores na rede social.

17 de Julho, 2013 Carlos Esperança

Basta que lhe liguem importância

 

Foi divulgado que o Papa Francisco perdoará os pecados a quem acompanhar a sua viagem ao Brasil no twitter,