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Categoria: Religiões

9 de Agosto, 2008 Carlos Esperança

Grécia – laicidade difícil. Escreve um leitor

As teocracias são assim. Ditatoriais e limitadas à sua exclusividade.
Embora digam, as monoteístas, que só há um deus, e isso poderia significar a concordância para apurarem os pontos em comum e deixarem de fazer guerras hediondas e com vítimas laicas e outras, do clero ou monges, todas escusadas, que depois são nomeadas sacrificiais, mártires e abençoadas no conceito que habitam a eternidade celestial…
Não podem fugir a isso: obrigar crentes e muitos dos não crentes, às obrigações da aprendizagem dos seus credos, nas escolas, a expensas do estado, o que aumenta em muito o leque da sua influência, detectando onde podem minar consciências e, por outro lado, de algum modo, exercendo a “santa” lavagem cerebral… O clero e apaniguados vêm aumentados os seus réditos, o seu poder económico, mas, de facto, o que mais querem é a influência directa sobre as gentes num garrote permanente!
Deus é um fito emblemático (todo poderoso) mas quem se vai governando são os credos na figura das suas igrejas.
Quem tem o poder, sendo crente apaniguado, como pode defender o laicismo e entender a sua importância social e estruturante duma democracia autêntica?
É necessário lutar por isso sobretudo num estado que se diz democrático!

a) GT

6 de Agosto, 2008 Carlos Esperança

O islão é uma religião de paz

Nota: Os ateus, não obstante as objecções que todas as religiões lhes merecem, não podem deixar de solidarizar-se com todas as vítimas do ódio religioso em especial pelas que menos o cultivam, como é o caso dos baha’is.

6 de Agosto, 2008 Carlos Esperança

Proselitismo e amnésia

As vozes da Igreja do silêncio
Sobrevivência da Igreja na China pode ser considerada como um “milagre”, mas é ultrapassado pelo seu crescimento quase imparável, nos nossos dias

Comentário: A ICAR já esqueceu as perseguições que fez, as Cruzadas, a Inquisição e a evangelização dos índios.

5 de Agosto, 2008 Carlos Esperança

Turquia – A democracia suspensa do véu

Não há exemplo histórico de um credo que tenha sido arauto da liberdade, mas sobram provas da violência com que contrariaram, em nome de Deus, as liberdades individuais. Não é, pois, apanágio do Islão a superstição, o espírito misógino e o ódio visceral que o seu clero vota à liberdade individual e à modernidade.

Uma civilização decadente, patriarcal e regulada pelo clero, atribui aos infiéis a pobreza e o atraso e, perante o repto da modernidade, excita-se a cumprir os cinco pilares da fé, matando e morrendo, no convencimento de que Deus é grande e Maomé o seu profeta.

As democracias conhecem os conflitos religiosos e a crueldade prosélita a que tiveram de pôr termo, mas depressa esqueceram o passado próprio, numa cumplicidade suicida, para, em nome do multiculturalismo, tolerarem o fim do pluralismo religioso nas terras onde o Islão deita raízes. Os lucros sobrepõem-se aos Direitos do Homem porque os primeiros agradam a banqueiros, agiotas e comerciantes e os segundos a filósofos, humanistas e sonhadores.

A Turquia, que não é árabe, onde a islamização vai corroendo as bases do país laico que a clarividência e a impiedade de Ataturk impuseram, tem hoje um primeiro-ministro e um presidente que desafiam a Constituição (de que militares e juízes são guardiães) ora abolindo a interdição do véu islâmico nas universidades, ora afrontando a laicidade com as próprias mulheres que, numa atitude provocatória, exibem em público o adereço pio.

Claro que é difícil, em nome da liberdade, defender uma proibição, combater em nome da laicidade um adorno que, na aparência, é da vontade de quem o usa, mas a prática já provou que o direito que hoje reclamam é o dever que amanhã querem impor.

Se os livros sagrados passassem no crivo do Código Penal, há muito que os pregadores seriam afastados do púlpito e levados do templo para a prisão. Em plena Europa, tal como fizeram os papas com as cruzadas, há hoje clérigos a pregar a guerra santa contra os infiéis, todos os que rejeitamos a crueldade, a violência e o ódio que o Corão destila.

É bom recordar a quem transige com a lapidação de mulheres, a desigualdade de género e a decapitação de hereges que na Turquia, com 71 milhões de habitantes, já fugiram de Istambul, ex-Constantinopla, os últimos descendentes dos Bizantinos. No leste, a Igreja Ortodoxa síria está praticamente extinta, com os últimos mosteiros a serem evacuados e os cristãos que fugiram a denunciar os «impostos de protecção», a expropriação das terras e, até, assassínios.

Com a Constituição laica, assassinam-se juízes que a defendem, com a «compreensão» do primeiro-ministro, e os cristãos, particularmente os arménios, são marginalizados. Aliás, qualquer religião corre o risco de extinção onde outra conquiste o aparelho do Estado. É isto que não vêem os cegos de qualquer religião, os que falam de diálogo para melhor prepararem a guerra, os que dizem defender a paz enquanto treinam terroristas.

Na Turquia, o véu é o manto diáfano que esconde a teocracia e destrói o Estado laico.