Cidade do Vaticano, 5 nov (EFE).- Um total de 144 cristãos, entre eles 77 muçulmanos convertidos, pediram hoje ao Primeiro Fórum Católico-Muçulmano reunido no Vaticano que obtenham o direito de mudar de religião.

O Conselho Federal de Psicologia (CFP) do Brasil repudiou o documento divulgado pelo Vaticano na última quarta-feira, 30, onde anuncia a decisão de usar psicólogos para fazer avaliações nos candidatos a entrar nos seminários da Igreja Católica. O objetivo da Santa Sé é não deixar homossexuais entrarem no sacerdócio. No Brasil, o Conselho não autoriza os psicólogos a avaliarem pessoas para essa finalidade.
O Vaticano pediu nesta quarta-feira para Deus iluminar os caminhos do presidente eleito dos Estados Unidos Barack Obama.
RE: JP2 pediu o mesmo para Bush e viu-se a utilidade do pedido.
Na base das «reticências» do Vaticano, estão as «posições demasiado liberais» de Obama «em relação às normas do Vaticano e a ligação a um partido que a Santa Sé associa há muito ao ‘relativismo moral’ típico de certas forças da Esquerda europeia».
RE: B16, fingindo que acredita em Deus, está preocupado com os seus interesses.
O Ministério da Comunicação de Marrocos proibiu a difusão da última edição do semanário francês L`Express por alegadamente ofender a religião islâmica, uma possibilidade prevista no artigo 29 do Código do Imprensa para situações que atentem contra o Islão, a monarquia, a integridade territorial e a ordem pública.
Comentário: Alguma religião defende a liberdade?
A morte é o alimento da fé e a chantagem dos padres.
30/10 – 13:28 – AFP

CIDADE DO VATICANO – O Vaticano rejeitou hoje os pedidos de grupos judaicos pela imediata abertura dos arquivos secretos referentes aos anos do Holocausto durante o papado de Pio XII. A Santa Sé informou que será necessário esperar pelo menos mais seis anos antes que estudiosos possam consultar os arquivos. Historiadores e grupos judaicos exigem há anos a liberação dos documentos.
Por
Bento XVI, não é um chefe religioso amorfo. Mantêm uma liderança da Igreja em vários campos da sociedade civil – pena de morte, moral sexual, política de família e, no caso presente, na bioética – não abdicando de intervir decisivamente na sua condução.Para a lidar com estas políticas tem, como os toureiros – passe a comparação – os seus peões de brega.
Os Prof.s Daniel Serrão, Walter Osswald e Jorge Biscaia são figuras eminentes do nosso meio científico e eméritos académicos.
Com um “pequeno” problema. Aquilo que, popularmente, se chama um “senão”. Isto é, a ausência de isenção pessoal, dados os seus conflitos de interesses em relação às determinações religiosas oriundas do Vaticano, como bulas, cartas pastorais, encíclicas, etc. que, moralmente, os vinculam.
A introdução da Bioética em Portugal entrou por um caminho cheio de escolhos, na sua esmagadora maioria, colocados pela Igreja.Basta não esquecer toda a polémica – sustentada pelo Vaticano e adoptadas pelas personalidades a condecorar – à volta das células estaminais e dos embriões in vitro, entre outras “condenações”.
Tendo entrado por estes caminhos onde encontrou o Sr. PR relevantes contributos para um reconhecimento público?
Neste campo, porque excluiu o PR o Prof. Alexandre Quintanilha que tem trabalhos relevantes nesta área?
Lembro-me de um escrito em que o Prof. Quintanilha, glosando com a lógica da Igreja quanto a descobertas científicas e suas aplicações, se interrogava: porque não proibir a produção de energia eléctrica em alguns países (poucos) onde ainda se utilizam a “cadeira eléctrica para aplicar a pena de morte? (*)
Mas os tempos são de perseguição e de honrarias aos executores. Na Igreja sempre foi assim. Copérnico (Senhor Presidente estou a falar da mesma pessoa que distorceu o nome…) foi perseguido, tal como Galileu, pelas suas descobertas sobre o sistema solar. A “sua” Ciência chocava com os dogmas da Igreja.
Esta condecoração de Cavaco e Silva dirige-se, subtilmente, a todos os cidadãos que nos últimos tempos têm defendido e agitado questões relativas ao laicismo do Estado.
Visa, em minha opinião, condicionar grandes questões que vão entrar na agenda política e social da próxima legislatura, como p. ex., a eutanásia.
A Igreja nunca deixou de imiscuir-se nos assuntos de Estado e o seu objectivo é o triunfo da Fé sobre a Razão Científica.
Por isso não me espantou – apesar de toda a polémica – que tenha sido vedada a sua entrada e vetada a sua prelecção na Universidade La Sapienza em Roma. Não sendo importante – foi um incidente – a ICAR deveria ter dissecado as razões desta atitude oriunda da mais prestigiada Universidade romana. Algo está a mudar.
Contudo, para os defensores do Estado laico, não é crucial o que aconteceu em 1633, nem em La Sapienza, mas as questões bioéticas que as enormes capacidades científicas que a Biologia Moderna detém no seu seio, está a desenvolver (felizmente!), e nos vai colocar à frente dos olhos, num futuro próximo.
(*) Era a época em que a “cadeira eléctrica” ainda não tinha sido banida, por provocar mortes horrorosas…completamente violadoras da dignidade do condenado.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.