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Categoria: Religiões

30 de Outubro, 2010 Ricardo Alves

Ateus detectados na Somália

O PZ Myers do Pharyngula tem-se dedicado a elencar as organizações de ateus que existem por esse mundo fora (mencionou a Associação Ateísta Portuguesa neste post). Entre outras curiosidades (como um bloguista, evidentemente anónimo, nos Emirados Árabes Unidos), PZ Myers detectou agora a existência de ateus… na Somália.

Num país tão esmagadoramente muçulmano, e no meio de uma guerra civil que já viu o fundamentalismo islamista conquistar o poder episodicamente, não deixa de ser animador ver um blogue que defende «a promoção da razão numa sociedade altamente supersticiosa», e onde se escrevem coisas destas:

  • «Maomé disse aos seu cegos seguidores que se devem tornar “escravos de Alá” ou serem torturados no fogo do inferno para toda a eternidade. Também prometeu o produto de copiosos saques nesta vida e na próxima. (…) Se os muçulmanos pudessem ver que o Islão e Alá não são mais do que uma mentira de Maomé com 1400 anos que ele usou para os escravizar e torná-los no seu bando pessoal de ladrões e assassinos, afastar-se-iam deste culto perverso no espaço de tempo de uma batida de coração. E felizmente para muçulmanos e não muçulmanos este processo já está em marcha.»

Violento? Como a sociedade de onde vem…

29 de Outubro, 2010 Carlos Esperança

Angola – Luta no mercado da fé

Católicos defendem emenda na Constituição angolana para travar a expansão do islamismo.

O bispo Emanuel Imbamba defende alterações constitucionais para impedir o avanço muçulmano, dificuldade acentuada pelo carácter laico do Estado e pela imposição constitucional da separação do Estado e das Igrejas.

Quando a Igreja católica devia defender a laicidade do Estado em todo o mundo, para evitar a situação injusta em que se encontra nos países islâmicos, implora privilégios que a diminuem e protecções que expõem a sua fraqueza.

27 de Outubro, 2010 Carlos Esperança

Comentadores que a fé intoxica

Quem vem ao Diário Ateísta não pode esperar encontrar um vídeo com os pastorinhos de Fátima, um texto a condenar o preservativo ou o incitamento a que se mate quem trabalha ao 7.º dia, como piamente ensina a bíblia.

Os colaboradores do DA podem ser vigorosos na denúncia do que julgam as mentiras da fé e consentem que os comentadores ataquem o que julgam os nossos erros. É uma boa forma de crentes e ateus verem se a humanidade ou a crueldade são apanágio de um dos lados.

Há, no entanto, dois ou três comentadores a quem a hóstia faz pior do que os cogumelos e o padre Formigão fizeram aos pastorinhos de Fátima.

Um dos assíduos, quiçá por falta de vocabulário, quando se refere aos ateus só conhece o verbo ladrar. Pode ser hábito de família ou um uso nortenho mas é uma idiossincrasia que o coloca ao nível dos melhores amigos do homem. Eu seria incapaz de denunciar os latidos do devoto, os uivos do beato ou os roncos do primata. Quanto ao ódio, é uma das facetas que as madraças de qualquer religião ou a catequese de outro sistema totalitário conseguem imprimir nos espíritos que exoneram a crítica das lérias que lhes impingem.

Mas como dizer a um bem-aventurado que as palas impedem de ver os lados da estrada, que há mais mundo para além da religião que julga única, da crença que julga verídica, do deus que pensa ter sido oleiro há seis mil anos para criar Adão e Eva?

Deixemos que o Paraíso espere por estes benditos que julgam que os livres-pensadores beldam, que os ateus rosnam, que os descrentes uivam ,enquanto eles, os ungidos de um senhor que lhes inventaram, viajam de joelhos ou de rastos, de santuário em santuário, sem que um único neurónio ou uma só sinapse se mobilizem para um único raciocínio.

Ateo gratias.

26 de Outubro, 2010 Ricardo Alves

Todas as religiões têm os seus fanáticos

A figura mais óbvia de fanático entre os judeus é o rabino Ovadia Yosef. A semana passada, teve estas palavras plenas da paz, compreensão e amor que as religiões abrâamicas espalham pelo mundo.

  • «Os goyim não-judeus só nasceram para nos servir. Sem isso, não têm lugar no mundo – só para servirem os judeus. (…) Porque são necessários os gentios? Eles vão trabalhar, arar e colher. Nós vamo-nos sentar como aristocratas e comer. (…) Com os gentios, será como com qualquer outra pessoa – eles precisam de morrer, mas Deus dar-lhes-à longevidade. Porquê? Imaginem que o nosso burro morre, perderíamos o nosso dinheiro. É o nosso servo… É por isso que têm vidas longas, para servir o Judeu.» (Ha´aretz)

Ovadia Yosef não é um rabino qualquer. É o «líder espiritual» de um partido político, o Shas, que tem quatro ministros no governo israelita.  É o mesmo clérigo que defende a morte dos líderes palestinos, e que atribuiu o furacão Katrina à falta de estudo da Torá. Mas não é um louco isolado. É um homem influente. E a semi-teocracia israelita cada vez dá mais ouvidos a lunáticos como este. Portanto, não vale rir, caro leitor. Todas as religiões têm os seus fanáticos, mas uns são mais relevantes do que outros.