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Categoria: AAP

17 de Julho, 2015 Carlos Esperança

Resposta enviada a uma jovem ateísta

F.

A situação difícil por que passam os ateus, com os espaços confiscados pela Igreja católica, começa a ser resolvida nas cidades.

Por exemplo, Coimbra passou há pouco a ter dentro de um edifício que é propriedade da Igreja, espaços alugados (como todos) onde a cruz romana é convenientemente tapada pela Agência Funerária, quando tem instruções para o fazer.

Depois de mortos, tal como em vida, não há deus, nem deus que nos valha. Temos de confiar nos que nos amam e respeitam para nos pouparem ao incenso e à água benta (que não se distingue da outra).

Nos locais de cremação é habitual procederem de igual modo.

Esperando que demore a precisar de que lhe defendam a memória,

Apresento-lhe as habituais saudações ateístas.

6 de Maio, 2015 Administrador

Inquérito

A AAP foi contacta por duas alunas do 1.º ano do curso de Psicologia, da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa no sentido de as ajudarmos a divulgar o seu inquérito Opiniões e Atitudes em Relação à Homossexualidade.

Pedimos aos nossos leitores que as ajudem a conseguir uma boa nota à cadeira de Grandes Teorias das Ciências Sociais.

Para responder, clicar aqui.

 

12 de Abril, 2015 Carlos Esperança

Associação Ateísta Portuguesa – Carta ao Núncio Apostólico

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Excelentíssimo Senhor

Núncio Apostólico Rino Passigato

Embaixador do Vaticano

[email protected]

Avenida Luís Bívar 18
Lisboa 1069-147 LISBOA

Excelência,

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) segue com perplexidade a aparente recusa de acreditação do novo embaixador de França pelas autoridades do Vaticano.

Sendo Laurent Stefanini um prestigiado diplomata, cuja acreditação o Governo Francês continua a aguardar, teme-se que a Cúria Romana procure um incidente diplomático devido à homossexualidade  do embaixador nomeado.

A verdade é que, após a nomeação pelo governo francês, em 5 de Janeiro, do seu novo embaixador no Vaticano, na Villa Bonaparte – residência oficial dos embaixadores franceses no Vaticano –, vivem-se momentos de incerteza e desconforto sob o odor de uma intolerável homofobia.

Lê-se no preâmbulo da D.U.D.H. que «As palavras de abertura da Declaração Universal dos Direitos dos Humanos são inequívocas: “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos.” Entretanto, atitudes homofóbicas profundamente enraizadas, muitas vezes combinadas com uma falta de proteção jurídica adequada contra a discriminação em razão de orientação sexual e identidade de género, expõem muitas pessoas LGBT, de todas as idades e em todas as regiões do mundo, a violações evidentes de seus direitos humanos.»

A AAP, na defesa dos Direitos Humanos, pede a V. Ex.ª para transmitir ao Chefe de Estado do Vaticano, de que V. Ex.ª é embaixador em Portugal, a nossa inquietação pela demora da acreditação do supracitado embaixador e, sobretudo, pela legítima dúvida de que tal demora se deva a uma intolerável postura homofóbica.

Excelência, a AAP espera do atual Papa uma decisão de não discriminação de quem quer que seja em função da sua orientação sexual e um procedimento de acordo com o adotado pelos Estados de países democráticos.

Aguardando a resolução deste problema de acordo com os Direitos Humanos,

Apresentamos a V. Ex.ª os nossos cumprimentos.

Odivelas, 11 de abril de 2015

Direção da Associação Ateísta Portuguesa,

9 de Abril, 2015 Carlos Esperança

Todos somos ateus

Não há a mais leve suspeita ou o menor indício de que Deus exista, nem qualquer sinal de vida da parte dele. No entanto, o ónus da prova cabe a quem afirma a sua existência e, sobretudo, a quem vive disso.

Cada religião considera falsas todas as outras e o deus de cada uma delas, afirmação em que certamente todas têm razão. Os ateus só consideram falsa uma religião mais e mais um deus, o que, no fundo faz, de todos, ateus. E não é no sentido grego, em que ateu era o que acreditava nos deuses de uma cidade diferente, é no sentido comum da negação de Deus [com maiúscula para o deus abraâmico] ou de qualquer outro.

Todos somos hoje ateus em relação a Zeus, Osíris ou ao Boi Ápis, como amanhã outros serão em relação a Vishnu, Shiva e Brahma ou ao Pai, Filho e Espírito Santo da trindade cristã. Os deuses de hoje serão os mitos do futuro. Outros serão criados, por necessidade psicológica, para servirem de explicação, por defeito, a todas as dúvidas, e de lenitivo a todos os medos.

A morte, a angústia que desperta, o fim biológico de todos os seres vivos, é o maior dos medos. Deus é o mito bebido no berço, a esperança de outra vida para além da morte, a boia dos náufragos que se habituaram a acreditar desde crianças e se conformaram com a pueril explicação da catequese e se intimidaram com a dúvida. Os constrangimentos sociais ou/e a repressão violenta ao livre-pensamento tem perpetuado mitos milenares.

A crença, em si, não é um perigo nem ameaça, perigoso é o proselitismo, essa demência de quem não se contenta em ter um deus para si e exige que os outros também o adotem e o adorem. A vontade evangelizadora transforma as religiões em detonadoras do ódio e a competição entre elas em rastilho da violência.

A fé, vivida por cada um, é inócua; transformada em veículo coletivo de conquista ou aglutinação de povos, torna-se um instrumento de violência. É por isso que os Estados devem ser neutros, em matéria religiosa, para poderem garantir a liberdade de todos.

8 de Abril, 2015 Carlos Esperança

Debate civilizado

Escola Prof. Doutor Ferrer Correia – Debate com o padre Nuno Santos

Referida a impossibilidade teórica de o ateísmo ser uma crença, tal como não jogar futebol não ser desporto, o debate foi um exemplo de moderação e respeito mútuo, com o padre Nuno a manifestar a sua crença e eu, que não distingo a água benta da outra, a dizer que a descrença não depende de um ato da vontade.

É fácil num ambiente circunscrito concordar em objetivos comuns, com um único ponto de discórdia, o clérigo, doutorando em Teologia, a afirmar que se trata de uma ciência e o ateu a negar tal qualidade por lhe faltar o método e o objeto.

Foram duas horas cordiais, sem azedume ou ofensas, com a minguada plateia a aceitar opiniões divergentes. Sobrou em urbanidade o que faltou em picardia. O padre aceitou o facto de as religiões serem, ou terem sido, detonadoras de violências, tal como o ateu se referiu a violências de regimes ateus por razões políticas.

Ambos concordámos que a laicidade é um fator de liberdade, a única possibilidade de garantir a liberdade religiosa ou, mesmo, antirreligiosa.

Cumprimos o dever cívico de manifestar as convicções sem pretender conversões, com a benevolente moderação da Prof. Dr.ª Cristina Vieira.

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26 de Março, 2015 Carlos Esperança

Associação Ateísta Portuguesa (AAP)

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Embaixador do Egito em Portugal
[email protected]

S. Exa. Amr Ramadan
Av. D. Vasco da Gama, 8
1400-128 LISBOA
Senhor Embaixador,

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP), dececionada com a condenação do estudante de engenharia, Karim Ashraf al-Banna, a 3 anos de prisão pelo «crime» de ser «ateu», vem manifestar-lhe o seu repúdio pela pena injusta contra um cidadão que se declarou ateu e o afirmou em redes sociais.

Sendo o Egito um país com uma História milenar, herdeiro de ricas tradições, com uma Constituição que protege «em absoluto» a liberdade de consciência, embora criminalize, paradoxalmente, o insulto a qualquer uma das três religiões monoteístas, não se compreende que o ateísmo possa ser considerado um «insulto às religiões».

Não sendo a crença, qualquer crença, um ato da vontade, como podem os tribunais, quer o de primeira instância ou o de recurso, condenar quem não acredita em Deus?

Em nome da liberdade e do livre-pensamento solicitamos a V. Ex.ª que transmita ao seu Governo o nosso perplexidade pela cruel e injusta decisão, esperando que a pena de um pacífico ateu seja revista e o estudante referido, com o qual a AAP se solidariza, seja libertado tão breve quanto possível.

Apresentando ao Sr. Embaixador os nossos cumprimentos, aguardamos que nos possa comunicar, logo que possível, a reparação da injustiça que fere os sentimentos humanos.

Direção da AAP

Odivelas, 25 de março de 2015-03-25

22 de Janeiro, 2015 Carlos Esperança

Associação Ateísta Portuguesa

CHARLIE HEBDO

Chers Messieurs,

La barbarie semble être partout ; la démocratie et l’ensemble des droits et libertés qu’un régime républicain se doit d’assurer – notamment la liberté d’expression et la liberté d’opinion – sont en danger.

En tant qu’Association Athéiste Portugaise (AAP), fondée en 30 mai 2008 à Lisbonne, nous voulons démontrer notre engagement vis-à-vis de ces principes. C’est pourquoi la Direction de notre Association, a décidé à l’unanimité de vous adresser une contribution financière symbolique de 1 000 €.

Avec notre profonde solidarité, veuillez agréer, chers Messieurs, l’expression de nos sentiments les meilleurs.

A Direção da Associação Ateísta Portuguesa

Odivelas, le 22 Janvier de 2015

Annexe: Ci-joint vous trouverez le document concernant l’opération bancaire.

 

7 de Janeiro, 2015 Carlos Esperança

Associação Ateísta Portuguesa (AAP)

Comunicado

  À Comunicação Social

 A Associação Ateísta Portuguesa (AAP), profundamente consternada com o crime hoje perpetrado contra a revista francesa Charlie Hebdo, repudia a violência e lavra o seu mais veemente protesto contra o crime sectário cometido contra a liberdade de expressão.

Manifestando à França e aos franceses, em especial aos mártires tombados na defesa da liberdade de expressão, a sua solidariedade, a AAP repudia a intolerância do fascismo islâmico que os assassinou.

Esperando que a laicidade, tão cara ao povo francês, continue o paradigma capaz de opor-se ao fanatismo religioso,

Solidariza-se com as famílias das vítimas, a França e os franceses.

Odivelas, 7 de janeiro de 2015

  1. A Direção da AAP
14 de Dezembro, 2014 Carlos Esperança

Associação Ateísta Portuguesa – Há quem não tenha cura

From: Egídio Manuel Fialho Santos <[email protected]>
Subject: Reflexão

Message Body:
“Bom almoço. Vale mais um bom almoço do que a última ceia. Saudações ateístas.”

Foi o Sr. (?) Carlos Esperança que disse esta frase. Está bem lembrado. Talvez, quem sabe, quando tiver de comparecer perante Deus para ser julgado, tenha de vomitar o almoço que comeu no dia em que cometeu este sacrilégio. E sabe porquê?
Porque, quer queiram os ateus que Deus não existe, quer se queiram escamotear aos Seus juízos, não têm outra saída se não ter de enfrentar o Seu julgamento.

Eu ajudo almas de falecidos a entrar na paz de Deus, há vários anos – não sou espírita, sou católico – e já passaram por mim milhares de almas – diria, centenas de milhares de almas. Cito nomes de maçónicos, de ateus, de religiosos (incluindo padres e religiosos, bispos, cardeais e papas), artistas, actores, escritores, filósofos… políticos…

Cito alguns nomes: Albert Einstein, Leonardo da Vinci, Picasso, Amadeu de Souza Cardoso, Fernando Pessoa, António de Oliveira Salazar, Marechal Carmona, Américo Tomás, Rei D. Carlos e Rainha D. Amélia, …, D. Pedro e D. Inês, Rei Henrique VIII e rainha Isabel I, Princesa Diana e Doddy Al Fayed, Alexandre magno, Amália Rodrigues, Sofia de Mello Breyner Andersen, Artur Semedo, e muitos actores de cinema e de teatro, as almas das pessoas falecidas nos torres de Nova Iorque (21 crianças acompanhadas da alma do Padre Edward, no dia 7-2-2006, e ou grupo de mais de 2 mil almas acompanhadas pela alma de um Padre Paul, no dia 14-2-2006);Natália Correia e outros políticos, como Sá Carneiro e os outros companheiros falecidos no acidente de camarate,Salgado Zenha, os cantores António Variações e Carlos Paião,e milhares de religiosos de várias cogregações religiosas falecidos durante o terramoto de 1755, em Lisboa, Sebastião José de Carvalho e Mello (em Dezembro de 2005, que me falou de um grande terramoto que estará para acontecer e que virá a provocar a destruição de Lisboa ( e não só): “Ai, minha Lisboa, cidade que eu tanto amei, que vais ser destruída novamente!” E muitas almas de crianças abortadas… e um sem número de almas que não posso enumerar nem mencionar…

E vós não acreditais na vida depois da morte! É isto que vos vai acontecer, bem como a todos os que chegarem ao fim desta vida na Terra.

Não há Deus? Leiam, por exemplo, o que se refere ao recente ( de poucos anos)milagre eucarístico de Buenos Aires, leiam o que se refere à incontestável prova da realidade divina na manifestação de Nossa Senhora de Guadalupe (cuja festa litúrgica se comemora hoje, 12 de dezembro)… Quantos sinais de milagres que a ciência não pode deixar de atestar!…

Os ateistas pelo mundo parecem-se como as virgens com medo de ser desfloradas, só vêem aquilo que lhes interessa e recusam aceitar a verdade e a realidade e os direitos dos outros; acusam-nos de proselitismo e os ateistas são o quê? Defensores da liberdade, mas apenas da liberdade que lhes interessa.

Não está em causa a crítica aos privilégios da Igreja Católica, aqui ou acolá, pois todos devem ser tratados por igual, perante a lei, tanto mais que é bom não esquecer a célebre frase de Jesus: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus!”, sinal de que, para Jesus, Igreja e Estado são duas coisas diferentes.

Eu, como católico, não tenho receio das diferentes religiões nem as critico, só critico e abomino o fanatismo seja em que religião for.

Mas de uma coisa tenham a certeza: ninguém escapa ao olhar de Deus! A maior parte das pessoas esquecem que Deus é misericórdia e fogem dEle como o diabo da cruz. Os ateus não fogem: querem apenas enganar-se a si mesmos! Ninguém pode falar de Deus nem conhecê-lO a não ser pelo dom da fé. Não é pela inteligência de cada um; mas a fé é um dom superior à inteligência que até a ilumina e a engrandece.

Com os melhores cumprimentos

Egídio Santos