23 de Dezembro, 2008 Carlos Esperança
Com idade para não pensar em sexo
Homossexuais destroem obra de Deus – diz o Papa
Vaticano. Igreja Católica continua guerra contra ‘gays’
Bento XVI quer “ecologia do homem” que garanta distinção entre sexos.
Homossexuais destroem obra de Deus – diz o Papa
Vaticano. Igreja Católica continua guerra contra ‘gays’
Bento XVI quer “ecologia do homem” que garanta distinção entre sexos.
Bênção. D. José Policarpo falou do papel da Igreja
“Como o cardeal-patriarca disse, entregar os filhos à protecção de Deus, para que nasçam e cresçam com Ele, é muito reconfortante.”
Dissertação sobre a Palestina…
Nem a Tora
nem a ira de Moisés,
ao quebrar as tábuas divinas
por causa de um bezerro de ouro,
têm a força certeira das balas das espingardas
já deixei
de contar os mortos embrulhados
em bandeiras
nas loucas correrias de tiros e de gritos
à volta de um caixão
e de ouvir
o choro das crianças
quando descobrem que os tanques dos judeus
não são nenhuns brinquedos inocentes
alguém, um dia, lhes irá falar
no paraíso celeste das mil virgens
na Jihad por Alá
e na virtude do sacrifício e da vingança
fazendo-se explodir em qualquer praça.
Alexandre de Castro
Trinta anos após a comemoração da Constituição, a Espanha descobre horrorizada que, durante a ditadura franquista, pelo menos dez mil crianças foram roubadas às mães e entregues à segurança social ou a centros religiosos.
As crianças eram retiradas à força às mães presas nas masmorras do franquismo. As autoridades facilitavam a mudança de identidade e faziam desaparecer as certidões de nascimento e de baptismo.
A coragem de Baltasar Garzón, o juiz que mandou deter Pinochet, pôs a nu a sórdida conduta do fascismo espanhol e do pio facínora Francisco Franco, embora tenha sido desautorizado pela Audiência Nacional cuja presidência lhe foi recusada.
Para horror das pessoas civilizadas, foi revelado pelo historiador Ricard Vinyes, num documentário da TVE, que «a normativa franquista exigia que quando uma presa política entrava no cárcere, aguardava-se que desse à luz. Logo a seguir, o filho era entregue a instituições ligadas ao regime ou à Igreja».
Não surpreende, pois, a revolta da juventude que pede a desbaptização perante a cumplicidade da Igreja católica com os crimes hediondos do franquismo. Não espanta a desolação dos que aguardam uma reparação moral e anseiam por conhecer a identidade antes da morte que se avizinha.
A onda de santidade que percorreu Espanha com a beatificação e canonização de quem, em vida, teve conduta duvidosa, por exemplo, santo Escrivà, foi a última ignomínia dos serventuários do fascismo.
Nota: Elementos retirados do DN, de ontem, «Visto de cá» (Francisco Barcia)
Na sua homilia de Natal, em 2007, o patriarca Policarpo, bispo de Lisboa, afirmou que «o maior drama da humanidade é ser constituído por todas as formas de ateísmo, todas as formas existenciais da negação de Deus».
Quando tais afirmações são proferidas por um dos mais contidos e sensatos bispos da ICAR, imagine-se o que vai no interior das mitras de alguns outros.
A cegueira mística dos funcionários de deus leva-os a esquecer os milhões de mortos que as Igrejas provocaram e os atropelos feitos à vida e à liberdade pelas religiões do livro.
É verdade que as religiões não são os únicos sistemas totalitários da história mas só elas sobrevivem aos crimes de que foram responsáveis. Os regimes fascistas, comunistas, nazis e outros sucumbiram sob as tragédias que provocaram mas as religiões resistem às desgraças que fomentam.
É tempo de nos libertarmos da tutela de um tirano que domina os homens que o criaram, à sua imagem e semelhança, a partir de uma offshore donde os alicia com as delícias do Paraíso ou os aterroriza com os medos do Inferno.
«Deus talvez não exista. Então deixe de preocupar-se e desfrute a vida» – como aconselha a campanha publicitária a favor do ateísmo, promovida pela Associação Humanista Britânica, apoiada pelo eminente biólogo darwinista, Richard Dawkins.
Sessenta e seis países juntaram-se hoje num apelo conjunto e inédito, nas Nações Unidas, a favor da despenalização universal da homossexualidade, uma posição muito contestada pelos Estados muçulmanos e o Vaticano.
Igreja condena todas as formas de violência contra os homossexuais mas teme incertezas jurídicas
A Santa Sé manifestou o seu apreço em relação ao apelo deixado por 66 países pedindo a despenalização universal da homossexualidade, durante um plenário da Assembleia-geral da ONU, mas assinalou que o texto “vai muito para além das intenções ali mencionadas e que nós partilhamos”.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.