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Carlos Esperança

28 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

Acto de contrição

Em 2006, o Papa visitou o campo de extermínio de Auschwitz, e o memorial de Yad Vashem, em Jerusalém, em 2009. “Que o holocausto induza a humanidade a reflectir sobre a imprevisível potência do mal quando este conquista o coração do homem”: é uma dentre as muitas considerações que o Santo Padre já fez a respeito do tema.

“Falar nesse lugar de horror, de acumulação de crimes contra Deus e contra o homem é uma tarefa quase impossível”, disse o Papa quando esteve em Auschwitz. “É particularmente oprimente para um cristão, para um Papa proveniente da Alemanha”, ressaltou na ocasião.

Ustashas, os genocidas "ocultados" pela História

28 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

Vaticano preocupado com o aliado

O escândalo sexual protagonizado pelo PM italiano Silvio Berlusconi preocupa a Santa Sé, admitiu o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone. Segundo o cardeal, a Santa Sé “continua preocupada” com a acusação de prostituição de menores de Berlusconi e pediu “moralidade”. De acordo com documento divulgado por promotores, um número “significativo” de jovens mulheres se prostituiu para Berlusconi.

Comentário: A preocupação só aparece por se ter tornado pública.

27 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

Queria entregar mensagem de devoção cristã

Expulso de audiência com o Papa

Um indivíduo que pretendia entregar uma carta pessoalmente ao Papa, sem intermediários, foi ontem expulso da sala principal de audiências do Vaticano durante o habitual encontro semanal de Bento XVI com fiéis católicos, numa altura em que ali se encontravam cerca de três mil pessoas.

27 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

Tunísia – Caminho da democracia ou cemitério da laicidade ?

As manifestações que conduziram ao fim da ditadura de Ben Ali, na Tunísia, lançaram o Magrebe em convulsões cujo desfecho é imprevisível. Derrubada a cleptocracia familiar de um déspota, com regozijo genuíno das populações, fica-se entre a esperança de uma democracia e o temor da teocracia.

Argélia, Marrocos, Mauritânia e Líbia não estão imunes nem indiferentes ao destino da Tunísia, o mais secularizado dos países do Magrebe, apesar da dificuldade de os países de influência islâmica fazerem o percurso para a democracia. Esta experiência já afecta o Egipto, onde a polícia do Cairo dispersou nesta última terça-feira uma manifestação contra o regime de Hosni Mubarak, usando gases lacrimogéneos e jactos de água. No Líbano reina a tensão com a designação do primeiro-ministro apoiado pelo Hezbollah, Nagib Mikati, com manifestações hostis em Tripoli e Beirute de apoiantes do actual, Saad Hariri. E a religião é o problema.

No Iémen e Jordânia não tardarão as ondas de choque sem que a Arábia Saudita envie generosos donativos para apoiar os extremistas islâmicos onde quer que se encontrem.

Na Tunísia, a vitória popular deveu-se a jovens universitários, sem emprego nem futuro, mas desinteressados das mesquitas e madraças onde se sublima o desespero com o ódio aos infiéis e se fabricam talibãs. Talvez por isso sejam de bom augúrio as manifestações de simpatia com que as populações dos países vizinhos se solidarizaram nas ruas.

Numa época em que renascem fundamentalismos, em que as religiões mais numerosas reagem com grande intolerância e inusitado proselitismo à globalização, desde o islão e o cristianismo ao xintoísmo e confucionismo, a experiência da Tunísia é um laboratório político cujo desfecho interessa ao Magrebe, à Europa, ao Médio Oriente e ao mundo.

As religiões são um perigoso detonador do ódio de que os ditadores se apropriam para acender a fogueira dos nacionalismos.

26 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

Respeitar a fé_1

A maior alfabetização, os avanços da ciência e da técnica, a progressiva secularização da sociedades e a conquista gradual de direitos e liberdades, vieram pôr em xeque as armas principais da evangelização religiosa – a prisão, a tortura, as perseguições e os autos de fé. Sobram o medo do inferno, o embuste dos milagres, a coacção psicológica e a protecção concordatária ou a promiscuidade com o poder, à ICAR, aos evangélicos e aos cristãos ortodoxos. E, claro, o poder totalitário e as práticas execráveis determinadas pelo Corão, aos muçulmanos.

Quando a violência religiosa está contida, surgem apelos ao respeito pela fé, como se nas sociedades democráticas e liberais alguém estivesse limitado na prática da oração, na frequência da Igreja, na degustação eucarística, nas passeatas piedosas a que chamam procissões ou nas novenas a pedir a interferência divina na pluviosidade. Acontece que, enquanto os governos laicos se distraem ou são cúmplices, nascem nichos com virgens nas esquinas, crescem capelas no alto dos montes, pululam crucifixos nos edifícios públicos e nos largos urbanos, crismam-se com nomes de santos os hospitais públicos e as ruas das cidades e cria-se um ambiente beato e clerical.

Ao apelar ao respeito pela fé não se pretende, apenas, a liberdade de culto, exige-se que não se desmascarem os milagres, não se critiquem os Evangelhos, não se ponha em dúvida a existência de Deus ou da virgindade de Maria. Em nome do respeito pela fé, dificulta-se a divulgação da ciência e facilita-se a propaganda religiosa. A fé é o álibi da impunidade com que as Igrejas pregam a mentira, manipulam consciências, aterrorizam os crentes e fazem esportular o óbolo.

O respeito pela fé é a defesa intransigente do direito ao culto, não o silêncio perante a mentira, a conivência com a fraude, a apatia perante o proselitismo. Respeitar a fé é despenalizar a superstição, descriminalizar as auto-flagelações, absolver as idas à bruxa ou ao confessionário, enfim, permitir o retorno à Idade Média a quem o faça de livre vontade, vigiando os métodos e exigindo o respeito pelos direitos humanos contidos na Declaração Universal dos Direitos do Homem, que o Papa considera de inspiração ateia.

Claro que a liberdade não é de criação divina. Nem a democracia um sonho eclesiástico.

25 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

Mente perversa

Padre diz que a violação da fé é dez mil vezes pior que estupro de uma filha

O padre argentino Jorge Gómez disse a uma emissora de rádio na terça-feira (18) que a “violação da fé é dez mil vezes pior que o estupro de uma filha”.

O padre Pato, como é conhecido, fez a declaração para explicar por que interrompeu a peça cómica “Educação Sexual Moderna” no momento em que um sacerdote se mostrava atormentado com o celibato. Tratava-se apenas de um trecho do espectáculo.

25 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

É justo subsidiar escolas confessionais ?

Lisboa, 25 Jan (Ecclesia) – O presidente da Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC), padre Querubim Silva, desafiou o Ministério da Educação (ME) a “investigar” os estabelecimentos com contratos de associação para verificar se existem lucros elevados.

O sacerdote reagia às declarações da ministra Isabel Alçada que, ao início da tarde, disse em conferência de imprensa que o ME “pagou a alguns dos colégios bastante mais do que seria justo, permitindo que alguns obtivessem elevadas margens de lucro”.

25 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

Autocrítica?

Papa: sociedade actual exalta dinheiro fácil ao invés da moral

Bento XVI considera que a globalização e o relativismo estão levando a uma mudança de mentalidade e de estilo de vida que prescinde a Deus, “como se não existisse”, e exalta o dinheiro fácil, a carreira e o sucesso como objectivos de vida, em detrimento aos valores morais.

Comentário: O Papa fala como se o Banco do Vaticano não tivesse sido uma lavandaria de dinheiro sujo.

24 de Janeiro, 2011 Carlos Esperança

Tanta parra e tão pouca uva…

Lisboa, 22 Jan (Ecclesia) – A paróquia do Espírito Santo (Igreja Lusitana), em Setúbal, vai acolher no Domingo, 23 de Janeiro, uma celebração ecuménica, reunindo fiéis de várias confissões cristãs.

Na cerimónia vão marcar presença “clérigos e leigos da Igreja Católica, da Igreja Lusitana, da Igreja Católica Oriental da Ucrânia e das Igrejas Ortodoxas da Rússia e da Roménia”, anuncia o site oficial da Diocese de Setúbal.

Comentário: Segundo o DN, de hoje, pág. 30 (site indisponível) participaram cerca de 50 fiéis.