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Carlos Esperança

28 de Outubro, 2012 Carlos Esperança

As moscas também têm os seus gostos

A peregrinação anual dos muçulmanos à cidade saudita de Meca começou na quarta-feira, dia 24/10, com o Youm el Tarueya (Dia da Reflexão), dedicado ao descanso, à reza e à meditação. A estimativa é que Meca acolha cerca de 1,6 milhão de muçulmanos vindos de outros países e 750 mil da Arábia Saudita.

Nota: Hoje, num canal da TV, um mullah apelava a que raptassem os ocidentais. As religiões são, de facto, pacíficas.

27 de Outubro, 2012 Carlos Esperança

Cavaleiro cristão sem cavalo

Por

Kavkaz

O Papa gosta de dar o título de “cavaleiro” a pessoas sem cavalo. É uma decisão inspirada pelo “Espírito Santo”, aquela inspiração que a intoxicação religiosa permite e de que os Papas se orgulham e vangloriam.

O título de cavaleiro, sem cavalo, foi atribuído a Jimmy Savile, o apresentador da BBC que, soube-se depois da sua morte, terá abusado de centenas de menores. Era um pedófilo compulsivo. O Papa falhou na escolha ou foi o “Espírito Santo” que gosta de abusadores de menores? Venha o “Diabo” e escolha… A verdade é que o Papa falhou e o “Espírito Santo” é uma invenção falsa.

Agora a Igreja de Inglaterra pede ao Vaticano a retirada do título de “cavaleiro”, sem cavalo, a Savile. Os cristãos, inspirados pelo “Espírito Santo”, correm sempre atrás do prejuízo. Será melhor deixarem-se de “Espírito Santo” para não fazerem rir…

http://www.publico.pt/Mundo/igreja-de-inglaterra-pede-retirada-de-titulo-a-savile-1569066

 

26 de Outubro, 2012 Carlos Esperança

A Turquia, o véu islâmico e a liberdade religiosa

Há cerca de quatro anos o único país laico do mundo muçulmano resolveu flexibilizar o uso do véu islâmico nas universidades, onde era interdito, esquecendo que por cada mulher que deseja usar tal adereço há centenas que são obrigadas.

O ocidente e, sobretudo, certa esquerda, viram no gesto um ato de liberdade religiosa e esqueceram os juízes assassinados porque tinham subscrito o acórdão que legitimava a interdição, crime que o primeiro-ministro disse compreender.

Desde então a piedade não deixou de crescer enquanto a Europa e os EUA juram que há um islamismo moderado – o da Turquia –, por oposição ao que segue o Corão.

Todos conhecemos a obsessão de Deus pela roupa feminina e a predileção pelo homem, a ponto de o ter feito primeiro, e dele, depois, uma espécie de subproduto – a mulher.

O santo doutor, Paulo de Tarso, intérprete encartado do Criador, pregou a misoginia que agradava a Deus e deliciava os homens, avaros do poder. A mulher, cuja igualdade foi reclamada por homens contaminados pelo Iluminismo e pela Revolução Francesa, e por ela própria, é ambiciosa mas a vontade divina é interpretada pela legião de profissionais que a estudam e promovem. E são os únicos com alvará para transformar a água normal em benta.

Foi a cópia grosseira e ampliada da misoginia judaico-cristã que levou os estudantes de teologia do Afeganistão à criação do ministério da Promoção da Virtude e da Prevenção do Vício.

À semelhança do que já se passa na Europa, que parece esquecer a Guerra dos 30 Anos e a carnificina a que a Paz de Vestfália pôs termo, a separação do Estado e da Religião, na Turquia, é uma herança de Atatürk que vai sendo liquidada.

O uso do véu não é o alegado desejo que as mulheres islâmicas querem ver satisfeito, é um ato de liberdade que qualquer homem muçulmano quer obrigatório. Estão em causa a laicidade, a liberdade individual e, sobretudo, a igualdade de género.

O catolicismo considerava o cabelo e a voz das mulheres coisas obscenas. Maomé, mais ousado, considerou o corpo todo. É por isso que, num país que impôs o laicismo à força, se exige agora a autorização do véu que terminará na imposição da burka.

O véu islâmico não é um mero símbolo religioso, uma tradição que possa ser subvertida por um estilista, é o símbolo da humilhação da mulher, a condição imposta pelo Corão. A mulher é, como se sabe, propriedade do homem e um direito irrenunciável que agrada ao Profeta e dá imenso jeito aos homens, que dele não abdicam.

Só surpreende a cumplicidade dos países democráticos no regresso ao obscurantismo.

 

25 de Outubro, 2012 Carlos Esperança

A Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado e os direitos humanos

É sempre com uma ponta de comiseração que, nos meus passeios diários, pela cidade de Coimbra, observo o Carmelo onde a Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado ou, simplesmente, Irmã Lúcia, para os amigos, passou seis décadas de intensa clausura.

Saía apenas para votar na União Nacional quando as listas eram únicas, guardada por outras freiras, e, durante a democracia, de que a Virgem nunca lhe falou, para votar não se sabe onde. A estas saídas precárias acrescentou duas idas a Fátima, para ser exibida com dois Papas de turno, Paulo VI e João Paulo II, em distantes 13 de maio.

Já antes passara cerca de 25 anos enclausurada, primeiro no Porto, desde os 14 anos, por decisão do bispo de Leiria, para ser protegida de peregrinos e curiosos, no Colégio das Doroteias, antes de professar, como doroteia, em Tui, em 1928. Regressaria a Portugal em 1946 onde estagiou para carmelita, tendo professado três anos depois nessa rigorosa Ordem. Esteve ininterruptamente enclausurada quase 84 anos, tornando-se a mais antiga prisioneira do mundo.

Penso que a renúncia à liberdade é um direito da própria liberdade que, se Lúcia o fez de livre vontade, não merece qualquer reparo. Todavia, se foi coagida, houve da parte do Estado português um atentado, por omissão, não lhe garantindo direitos, liberdades e garantias que a Constituição consagra a todos os cidadãos portugueses.

O facto de estar convencida de que Salazar foi enviado pela Providência para governar Portugal, segundo confidenciou ao cardeal Cerejeira, que, por sua vez, o transmitiu ao ditador, leva à presunção de que precisaria de uma consulta médica especializada. Mais do que o prurido da sarna que a atormentou, as conversas com Cristo, em Tui, e a visita ao Inferno, posteriormente abolido sem efeitos retroativos, indiciam confusões mentais à espera de um acompanhamento médico. E o Estado não cumpriu o seu dever para com uma cidadã que já em criança via, enquanto guardava cabras, uma Virgem a saltitar de azinheira em azinheira e a pedir-lhe para rezar pela conversão da Rússia.

Dos três pastorinhos de que o clero se serviu, primeiro contra a República, e contra o comunismo, depois, a Irmã Lúcia foi a única que viu e ouviu a Senhora de Fátima, já que a Jacinta só ouvia e não via, e o Francisco não via nem ouvia. Esta singularidade merecia que o Estado a não tivesse abandonado e lhe levasse o apoio médico de que carecia. Nunca saberemos se Lúcia suportou de motu proprio o mais longo cativeiro de que há memória ou se foi vítima de cárcere privado para propaganda religiosa.

A liberdade é um bem que não pode ser deixado ao poder discricionário de quaisquer instituições privadas nem ao capricho exótico de um deus qualquer.

23 de Outubro, 2012 Carlos Esperança

Assim vai o negócio da superstição

Carmelitas criam página na Internet dedicada à irmã Lúcia

Dar a conhecer a vida e a mensagem da vidente de Fátima é um dos objectivos da página criada pelas carmelitas de Coimbra
As carmelitas de Coimbra criaram uma página dedicada à irmã Lúcia, com o objectivo de dar a conhecer a vida e a mensagem da vidente de Fátima.

A página do Carmelo de Santa Teresa foi criada no âmbito da passagem dos 95 anos das aparições de Nossa Senhora de Fátima aos três pastorinhos e pretende igualmente oferecer “informações sobre o desenvolvimento do seu processo de beatificação”.

Informação do Diário de Leiria

23 de Outubro, 2012 Carlos Esperança

Há milagres com imaginação

Procissão marca canonização do padre João Piamarta Beato foi considerado santo pelo Vaticano, na manhã de ontem, em Roma. O motivo seria um milagre alcançado por um morador do bairro Montese. Religiosos comemoraram canonização e aniversário da paróquia.

Eis o milagre feito à distância:

“Em resumo, em 2003, um senhor paroquiano estava engasgado com uma espinha de peixe, que desceu e ficou alojada no intestino, causando uma infecção generalizada”, explicou o padre. O homem, continua o padre, foi desenganado pelos médicos. Então, uma novena foi rezada invocando Piamarta. “Foi quando as coisas começaram a melhorar”, disse o religioso. Após quatro anos de investigação, o Vaticano constatou que não havia explicação científica para a cura do enfermo. O milagre de João Piamarta foi reconhecido.

23 de Outubro, 2012 Carlos Esperança

A santa estava de férias

Mau tempo força a retirada de fiéis do Santuário de Lourdes

Vinte províncias espanholas estão, desde este sábado, em alerta máximo devido ao mau tempo.

No entanto, não é só o país vizinho que está a ser afectado por chuvas torrenciais. Em Lourdes, no sudoeste francês, a precipitação elevada causou inundações, o que levou à retirada de peregrinos do famoso Santuário de Nossa Senhora de Lourdes.

O rio Gave transbordou, o que acabou também por inundar a célebre gruta local.

Comentário: Nem a santa lhes valeu!