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Carlos Esperança

27 de Fevereiro, 2013 Carlos Esperança

Irão – Paranoia islâmica

Michele_Obama

 

 

Na imagem da direita os ombros de Michele Obama foram cobertos para não elevar a testosterona de Maomé.

26 de Fevereiro, 2013 Carlos Esperança

Vaticano – O Papa, a teocracia e a liturgia

Papa

 

No bairro de 44 hectares – o Vaticano – abre, dentro de 48 horas, uma vaga para Papa. O atual, apesar de se encontrar em Governo de gestão, portou-se como soe acontecer com líderes profanos: continuou a proceder a exonerações e nomeações. Substituiu o titular do cargo mais importante – o gerente do IOR, aceitou a resignação de cardeais pouco recomendáveis, nomeou o novo bispo de Lisboa, futuro cardeal, e antecipou o consistório.

Sendo o primeiro Papa a sair vivo do cargo, em quase 600 anos, criou alguns problemas à monarquia cujo sucessor, perdida a tradição dos Bórgias, deixou de ser filho. Serão os cardeais a eleger o sucessor, tendo sido a maioria criados (este é o termo canónico) pelo “Papa emérito”, título em linha com o dos bispos que terminam o prazo de validade mas que demorou vários dias a encontrar.

Há mordomias que liminarmente perde. Fica sem o anel, que será destruído, poupando o dedo; fica proibido de usar a batina de peregrino mas deixam-no continuar a vestir-se de branco; a interdição absoluta atinge também os sapatinhos vermelhos e o camauro.

Antes das 20H00 (19H00, em Lisboa) vai para Castel Gandolfo onde ficará dois meses, até à conclusão das obras do convento, no Vaticano, onde ficará até que o ciclo de vida se cumpra. A euforia provocada pela eleição do novo Papa rapidamente o fará esquecer.

Manterá, contudo, o título de Santidade, título que designa a profissão e o estado civil e o pseudónimo de Bento XVI.

 

26 de Fevereiro, 2013 Carlos Esperança

Momento zen de segunda 25_02_2013

João César das Neves (JCN) é um arrebatado devoto cujas homilias de segunda (feira) hilariam e confundem os leitores. Chega-se a pensar que JCN pensa o que diz e diz o que pensa, embora não seja radioso o que pensa nem o que diz.

Cita a Bíblia como referência histórica rigorosa e acredita nela como o ministro Gaspar nas previsões financeiras que faz. A diferença é Vítor Gaspar demorar apenas um mês a apurar o engano e JCN a vida inteira convencido de que acerta.

Na homilia desta segunda feira repete as tolices habituais e, na pressa, acrescenta algumas novas. Diz, por exemplo, que o fator decisivo da renúncia do Papa «foi Deus», o mesmo suspeito que apontou para justificar o martírio a que a Cúria sujeitou João Paulo II.

JCN desconhece que este Papa teve de resignar em direto para poder sobreviver; que o relatório sobre o IOR e a fuga de documentos do Vaticano não são alheios à decisão; que a antecipação do conclave é necessária para manter cardeais em número suficiente antes de serem salpicados com nódoas do passado.

O exotismo do devoto está na facilidade com que acusa o seu Papa de mentir, ao afirmar: « Nem sequer foi por motivos de saúde, apesar de o próprio os ter invocado. O seu gesto só aconteceu porque ele está plenamente convencido ser essa a vontade de Deus».

Então o Papa católico invoca motivos falsos por estar convencido de ser essa a vontade do Deus de JCN? O bem-aventurado está cada vez mais desorientado.

«…toda a Igreja recebeu a notícia como vinda de Deus, e espera do Senhor a continuação desta história». JCN continua à espera do Armagedão.

 

25 de Fevereiro, 2013 Carlos Esperança

Mais uma vergonha pia

Três sacerdotes e um ex-padre acusaram o cardeal da diocese de Saint Andrews e Edimburgo, Keith O’Brien, de tê-los assediado sexualmente durante os anos oitenta do século passado, segundo informa em exclusivo o jornal londrino de domingo The Observer .

O’Brien, que exerce o mais alto cargo da Igreja Católica na Escócia, líder da Conferência Episcopal, está previsto aposentar-se no próximo mês mas tem direito a participar no conclave para eleger o sucessor do Papa Bento XVI.

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23 de Fevereiro, 2013 Carlos Esperança

Açores 8/23_02_2013 – Religiosidade no meio do Atlântico

Cheguei numa tarde de sol a Ponta Delgada. Durante 15 dias, a chuva, que é frequente, poupou-me nos passeios pela ilha. O basalto é o material de construção que sobressai nas casas e denuncia a origem vulcânica de S. Miguel e restantes ilhas do arquipélago dos Açores. S. Miguel é uma sucessão de prados verdejantes, povoados de vacas e rodeados de uma vegetação paradisíaca que acompanha a orografia até ao mar.

Saltaram à vista do viandante os azulejos que decoram as frontarias das casas modestas, reproduzindo o Senhor Santo Cristo dos Milagres ou, apenas, perdido o último apelido, o Senhor Santo Cristo, numa iconografia profusamente repetida sem grandes alterações. Há outras imagens pias, em menor abundância, e apenas deparei com uma dedicada a Santa Catarina (mártir) com um apelo que revela a falta de devoção: «dai juízo a todos os que vos louvem».

Entre casas de habitação, exíguas capelas, imaculadamente limpas e com alvas toalhas, prestam culto ao «Divino Espírito Santo», o elemento da Trindade que foi abandonado no Continente e que ainda persiste por essas paragens, em todas as povoações da ilha.

A devoção é um arcaísmo que permanece no meio do oceano quando o Espírito Santo, até em Roma, onde rumava aos consistórios para iluminar os cardeais na eleição de cada novo papa, já foi comutado pela influência da Prelazia da Santa Cruz e Opus Dei, mais expedita na atribuição das tiaras e com dois pontífices de experiência.

Algumas Senhoras de Fátima, sobre azulejos, na frontaria das casas, ainda advertem os transeuntes que percorrem os passeios estreitos, com o pedido: «Não ofendam mais a Deus». Sem elas, dir-se-ia que da Trindade, que a Igreja católica substituiu pela virgem Maria, só faltava o deus-pai cujo culto nunca foi promovido e de quem restam queixas residuais de ter criado o mundo e feito, do barro, o primeiro casal.

A fé e a pobreza caminham a par. Há pessoas que saem de casa em pijama e com ar de se terem furtado ao banho. A ilha é lindíssima e o aeroporto, apesar de não registar já os fluxos turísticos de há anos, foi crismado com o nome o de João Paulo II. Deve ter sido mau olhado pois o número de visitantes, ao que sei, não parou de diminuir desde então.

Gostava de assistir à procissão do Senhor Santo Cristo, não porque me impressionem as manifestações pias, para tentar descobrir o que levava a atual PGR a frequentar o evento com a beca vestida e em representação do Ministério Público, num flagrante atentado ao Estado laico que a Constituição preceitua.

Quem sabe se não foi o desígnio divino que a investiu nesse cargo, graças às ave-marias rezadas com a beca encharcada!

Nesta quaresma, mantendo a tradição, mais de dois mil homens saíram para a estrada no primeiro sábado, dia 16. Os romeiros, partindo das suas aldeias, dão a volta à ilha com mantos garridos, dormem em igrejas, cantam, rezam e, não raro, são atropelados nas curvas dos caminhos. Nas povoações aumentam o tom das preces e dos cantos pios.

Apesar das rezas, o culto é profano e desobedece à vontade da diocese que lhe pretende impor regras. Não sei se deus os ouve mas eu acordei sempre com a algazarra.

22 de Fevereiro, 2013 Carlos Esperança

A laicidade é a vacina contra as guerras religiosas

A laicidade é a vacina contra as guerras religiosas

As guerras religiosas são um flagelo devastador no dealbar deste novo milénio. A orgia de horror e crueldade deve ser contida onde quer que tenha lugar, seja qual for o credo.

A evidente fragilidade no combate aos crimes religiosos resulta da conivência entre Governos e Igrejas maioritárias. A separação é insuficiente e a laicização – único remédio eficaz – não foi ainda conseguida. O proselitismo é a expressão da vocação totalitária e o poder temporal uma obsessão clerical.

O processo de globalização em curso acirrou ódios inter-religiosos. Cada religião aspira à globalização e à exclusão da concorrência. Compreende-se assim a virulência das que se sentem mais ameaçadas. É no auge da crise que se atinge o apogeu da fé e a vertigem do martírio.

O XV Congresso do PPE, há mais de uma década, aprovou no Estoril a alusão à defesa do património cristão no projeto de Constituição da Europa. Era um erro e uma provocação às outras religiões do livro. Se a abolição de fronteiras for o objetivo, criar fronteiras religiosas é um paradoxo.

A Europa não tem de ser católica, protestante ou ortodoxa, tem de ser tolerante e humanista. No genocídio de seis milhões de judeus pelo nazismo, embora de origem secular, pesaram preconceitos cristãos.

A democracia é filha do combate à origem divina do poder. É na impossibilidade deste combate que reside a apoteose do fascismo islâmico.

A imprescindível neutralidade religiosa enjeita o relativismo moral do Estado. O laicismo recusa a pusilanimidade e combate com veemência qualquer atentado aos direitos do homem e à igualdade entre os sexos, quer sejam pregados numa sinagoga, igreja ou mesquita.

A liberdade religiosa é uma conquista civilizacional incompatível com a impunidade dos crimes que possam cometer-se à sombra de qualquer livro sagrado. Decorei o
catecismo católico terrorista que ensinava a odiar judeus, infiéis, comunistas e maçons e fiz a comunhão solene vestido de cruzado.

Deus talvez tenha sido uma ideia interessante, mas tornou-se um pesadelo.

21 de Fevereiro, 2013 Carlos Esperança

A história secreta da renúncia de Bento XVI

A história secreta da renúncia de Bento XVI

Eduardo Febbro
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Mais do que querelas teológicas, são o dinheiro e as contas sujas do banco do Vaticano os elementos que parecem compor a trama da inédita renúncia do papa. Um ninho de corvos pedófilos, articuladores de complôs reacionários e ladrões sedentos de poder, imunes e capazes de tudo para defender sua facção. A hierarquia católica deixou uma imagem terrível de seu processo de decomposição moral. O artigo é de Eduardo Febbro, direto de Paris.
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Paris – Os especialistas em assuntos do Vaticano afirmam que o Papa Bento XVI decidiu renunciar em março passado, depois de regressar de sua viagem ao México e a Cuba.

Naquele momento, o papa, que encarna o que o diretor da École Pratique des Hautes Études de Paris (Sorbonne), Philippe Portier, chama “uma continuidade pesada” de seu predecessor, João Paulo II, descobriu em um informe elaborado por um grupo de cardeais os abismos nada espirituais nos quais a igreja havia caído: corrupção, finanças obscuras, guerras fratricidas pelo poder, roubo massivo de documentos secretos, luta entre facções, lavagem de dinheiro.

O Vaticano era um ninho de hienas enlouquecidas, um pugilato sem limites nem moral alguma onde a cúria faminta de poder fomentava delações, traições, artimanhas e operações de inteligência para manter suas prerrogativas e privilégios a frente das instituições religiosas.

Muito longe do céu e muito perto dos pecados terrestres, sob o mandato de Bento XVI o Vaticano foi um dos Estados mais obscuros do planeta. Joseph Ratzinger teve o mérito de expor o imenso buraco negro dos padres pedófilos, mas não o de modernizar a igreja ou as práticas vaticanas.

Bento XVI foi, como assinala Philippe Portier, um continuador da obra de João Paulo II: “desde 1981 seguiu o reino de seu predecessor acompanhando vários textos importantes que redigiu: a condenação das teologias da libertação dos anos 1984-1986; o Evangelium vitae de 1995 a propósito da doutrina da igreja sobre os temas da vida; o Splendor veritas, um texto fundamental redigido a quatro mãos com Wojtyla”. Esses dois textos citados pelo especialista francês são um compêndio prático da visão reacionária da igreja sobre as questões políticas, sociais e científicas do mundo moderno.

O Monsenhor Georg Gänsweins, fiel secretário pessoal do papa desde 2003, tem em sua página web um lema muito paradoxal: junto ao escudo de um dragão que simboliza a lealdade o lema diz “dar testemunho da verdade”. Mas a verdade, no Vaticano, não é uma moeda corrente.

Depois do escândalo provocado pelo vazamento da correspondência secreta do papa e das obscuras finanças do Vaticano, a cúria romana agiu como faria qualquer Estado. Buscou mudar sua imagem com métodos modernos. Para isso contratou o jornalista estadunidense Greg Burke, membro da Opus Dei e ex-integrante da agência Reuters, da revista Time e da cadeia Fox. Burke tinha por missão melhorar a deteriorada imagem da igreja. “Minha ideia é trazer luz”, disse Burke ao assumir o posto. Muito tarde. Não há nada de claro na cúpula da igreja católica.

A divulgação dos documentos secretos do Vaticano orquestrada pelo mordomo do papa, Paolo Gabriele, e muitas outras mãos invisíveis, foi uma operação sabiamente montada cujos detalhes seguem sendo misteriosos: operação contra o poderoso secretário de Estado, Tarcisio Bertone, conspiração para empurrar Bento XVI à renúncia e colocar em seu lugar um italiano na tentativa de frear a luta interna em curso e a avalanche de segredos, os vatileaks fizeram afundar a tarefa de limpeza confiada a Greg Burke. Um inferno de paredes pintadas com anjos não é fácil de redesenhar.

Bento XVI acabou enrolado pelas contradições que ele mesmo suscitou. Estas são tais que, uma vez tornada pública sua renúncia, os tradicionalistas da Fraternidade de São Pio X, fundada pelo Monsenhor Lefebvre, saudaram a figura do Papa.

Não é para menos: uma das primeiras missões que Ratzinger empreendeu consistiu em suprimir as sanções canônicas adotadas contra os partidários fascistóides e ultrarreacionários do Mosenhor Levebvre e, por conseguinte, legitimar no seio da igreja essa corrente retrógada que, de Pinochet a Videla, apoiou quase todas as ditaduras de ultradireita do mundo.

Bento XVI não foi o sumo pontífice da luz que seus retratistas se empenham em pintar, mas sim o contrário. Philippe Portier assinala a respeito que o papa “se deixou engolir pela opacidade que se instalou sob seu reinado”. E a primeira delas não é doutrinária, mas sim financeira.

O Vaticano é um tenebroso gestor de dinheiro e muitas das querelas que surgiram no último ano têm a ver com as finanças, as contas maquiadas e o dinheiro dissimulado. Esta é a herança financeira deixada por João Paulo II, que, para muitos especialistas, explica a crise atual.

Em setembro de 2009, Ratzinger nomeou o banqueiro Ettore Gotti Tedeschi para o posto de presidente do Instituto para as Obras de Religião (IOR), o banco do Vaticano. Próximo à Opus Deis, representante do Banco Santander na Itália desde 1992, Gotti Tedeschi participou da preparação da encíclica social e econômica Caritas in veritate, publicada pelo papa Bento XVI em julho passado. A encíclica exige mais justiça social e propõe regras mais transparentes para o sistema financeiro mundial. Tedeschi teve como objetivo ordenar as turvas águas das finanças do Vaticano.

As contas da Santa Sé são um labirinto de corrupção e lavagem de dinheiro cujas origens mais conhecidas remontam ao final dos anos 80, quando a justiça italiana emitiu uma ordem de prisão contra o arcebispo norteamericano Paul Marcinkus, o chamado “banqueiro de Deus”, presidente do IOR e máximo responsável pelos investimentos do Vaticano na época.

João Paulo II usou o argumento da soberania territorial do Vaticano para evitar a prisão e salvá-lo da cadeia. Não é de se estranhar, pois devia muito a ele. Nos anos 70, Marcinkus havia passado dinheiro “não contabilizado” do IOR para as contas do sindicato polonês Solidariedade, algo que Karol Wojtyla não esqueceu jamais.

Marcinkus terminou seus dias jogando golfe em Phoenix, em meio a um gigantesco buraco negro de perdas e investimentos mafiosos, além de vários cadáveres.
No dia 18 de junho de 1982 apareceu um cadáver enforcado na ponte de Blackfriars, em Londres. O corpo era de Roberto Calvi, presidente do Banco Ambrosiano. Seu aparente suicídio expôs uma imensa trama de corrupção que incluía, além do Banco Ambrosiano, a loja maçônica Propaganda 2 (mais conhecida como P-2), dirigida por Licio Gelli e o próprio IOR de Marcinkus.

Ettore Gotti Tedeschi recebeu uma missão quase impossível e só permaneceu três anos a frente do IOR. Ele foi demitido de forma fulminante em 2012 por supostas “irregularidades” em sua gestão.

Tedeschi saiu do banco poucas horas depois da detenção do mordomo do Papa, justamente no momento em que o Vaticano estava sendo investigado por suposta violação das normas contra a lavagem de dinheiro.

Na verdade, a expulsão de Tedeschi constitui outro episódio da guerra entre facções no Vaticano. Quando assumiu seu posto, Tedeschi começou a elaborar um informe secreto onde registrou o que foi descobrindo: contas secretas onde se escondia dinheiro sujo de “políticos, intermediários, construtores e altos funcionários do Estado”. Até Matteo Messina Dernaro, o novo chefe da Cosa Nostra, tinha seu dinheiro depositado no IOR por meio de laranjas.

Aí começou o infortúnio de Tedeschi. Quem conhece bem o Vaticano diz que o banqueiro amigo do papa foi vítima de um complô armado por conselheiros do banco com o respaldo do secretário de Estado, Monsenhor Bertone, um inimigo pessoal de Tedeschi e responsável pela comissão de cardeais que fiscaliza o funcionamento do banco. Sua destituição veio acompanhada pela difusão de um “documento” que o vinculava ao vazamento de documentos roubados do papa.

Mais do que querelas teológicas, são o dinheiro e as contas sujas do banco do Vaticano os elementos que parecem compor a trama da inédita renúncia do papa. Um ninho de corvos pedófilos, articuladores de complôs reacionários e ladrões sedentos de poder, imunes e capazes de tudo para defender sua facção.

A hierarquia católica deixou uma imagem terrível de seu processo de decomposição moral. Nada muito diferente do mundo no qual vivemos: corrupção, capitalismo suicida, proteção de privilegiados, circuitos de poder que se autoalimentam, o Vaticano não é mais do que um reflexo pontual e decadente da própria decadência do sistema.

Tradução: Katarina Peixoto

Diário de uns Ateus – Os posts deste diário são habitualmente da autoria dos seus colaboradores mas, neste caso, afigura-se importante a divulgação de factos que, embora conhecidos, são relevantes.