30 de Outubro, 2014 Carlos Esperança
O Islão e a violência contra as mulheres
Não há palavras…

Esta jovem iraniana está presa numa cela solitária em Teerão porque assistiu a um jogo de voleibol, reservado para homens.
Não há palavras…

Esta jovem iraniana está presa numa cela solitária em Teerão porque assistiu a um jogo de voleibol, reservado para homens.
O inefável João César das Neves (JCN), na última homilia, «Exterminador Implacável», foi buscar um dos pecados mortais – o orgulho –, considerado por Evágrio Pôntico, um monge escritor e asceta do séc. IV, era vulgar, como muito ruim.
JCN não refere o autor pio nem o método usado para medir o orgulho e a sua gravidade relativa, mas segue-o na severidade que atribui a tão grave pecado, capaz de despachar a alma do orgulhoso, em grande velocidade, para as profundezas do Inferno.
Na sua exegese, o orgulho é «maleita muito pior do que o ébola, o cancro ou diarreia». Comparar a diarreia ao ébola é porque teme a primeira, apesar de ser nele frequente, e não faz ideia do que é o segundo, mas em pecados o especialista é JCN.
O devoto perora sobre os 7 pecados capitais, que algum papa recente já passou a 8, com a desenvoltura com que debita orações ou aperta o cilício, e recorre a santos doutores na defesa da gravidade do ‘orgulho’ cuja cultura pia lhe permite chamar também ‘soberba’. Depois de referir que «Na tradição cristã (…) é este o pecado de Satanás e também de Adão e Eva», arrasa os céticos com esta demolidora citação:
«São Tomás de Aquino explica: “A soberba encerra a gravidade máxima, pois nos outros pecados o homem afasta-se de Deus por ignorância, fraqueza ou busca de outro bem, enquanto a soberba se afasta de Deus precisamente por não se querer submeter a Ele e à sua lei (…)” (Summa Theologiae II-II 162, 6)».
Pode não se perceber a que propósito traz à colação os nomes de Merkel e Salgado, mas recorre à biologia para defender a gravidade do ‘orgulho’, «maleita tão virulenta, que chega a infectar através da própria vacina: muitos somos orgulhosos da falta de orgulho, gabando-nos da nossa enorme humildade» – afirma JCN em exaltação pia e autocrítica.
Seguindo as regras da melhor parenética, JCN execra a moléstia mas receita o antídoto: «Como o quinino na malária ou a insulina na diabetes, apenas uma droga pode controlar o orgulho: humildade». Embora esteja desatualizado meio século em relação ao quinino, prescreve o remédio salvador para o orgulho, que não aparece «nas formas habituais de xarope, comprimido ou vaporizador, mas em pastilhas (…) nas páginas de um livro: A Prática da Humildade (Paulus), escrito há cerca de 150 anos por Vincenzo – Cioacchino Pecci. A referida raridade do produto no circuito comercial explica-se, em parte, por o seu humilde autor ser mais conhecido como Papa do que como químico farmacêutico».
JCN termina em êxtase místico esta inspirada homilia, citando Leão XIII, São Pedro, o beato Pio IX e São João Paulo II, referindo leituras sacras, «grandes obras doutrinais e pastorais, como as encíclicas Aeterni Patris (1879) sobre a filosofia cristã e Rerum Novarum (1891)», sem esquecer o objetivo sagrado da homilia, este momento zen de quarta, «combater o terrível e peganhento muco da soberba». Esqueceu outros fluidos, tal como esqueceu o papa Francisco cuja santidade profissional o levará a esgotar o bicarbonato de todas as farmácias próximas da madraça de Palma de Cima.

Há sete padres exorcistas portugueses que integram a recém criada Associação Internacional de Exorcistas, e dois estiveram durante esta semana em Roma no primeiro encontro mundial que reuniu 285 participantes de todo o mundo. Apesar de esta prática ser reconhecida pela Igreja Católica há muitos séculos, o tema continua a ser sensível e a dividir padres e bispos. O que faz com que em Portugal apenas três padres tenham uma autorização oficial dos bispos para realizar ritos de exorcismo.

Sede da Copa do Mundo de 2022, o Catar negou nesta segunda-feira que o país árabe esteja financiando as atividades na Síria de grupos extremistas como o Estado Islâmico.
De acordo com fontes ouvidas pela BBC, o emirado alega que seu apoio se restringe a grupos moderados e que atua sempre em coordenação com a Central Americana de Inteligência (CIA) e outros serviços de inteligência ocidentais e do mundo árabe.
Trata-se de uma nova controvérsia envolvendo o emirado, que nos últimos meses enfrentou críticas relacionadas à violações de direitos humanos no uso de trabalhadores imigrantes nas obras de construção de estádios e infra-estrutura para o Mundial de 2022.
A mutilação genital feminina não é apenas uma crueldade inqualificável, é uma mistura de religião e tribalismo, um ato de demência religiosa que vê no prazer da mulher uma fonte de imoralidade.
No cristianismo a sexualidade feminina é uma abominação que Agostinho condenou quando a idade e o múnus o fizeram o casto. No islão é uma ofensa ao profeta, que os mullahs vigiam, e um perigo que as madraças e mesquitas se encarregam de erradicar.
No mundo muçulmano, onde a Idade Média floresce nas teocracias que embrutecem e constrangem socialmente, todas as sevícias e atos de crueldade contra as mulheres são formas de perpetuação do poder clerical e do carácter misógino do Corão.
Nos países cristãos a mesma demência, contida pela secularização, é uma herança da cultura judaico-cristã, a obsessão do clero e o desatino retrógrado dos dignitários.
Nos EUA o presidente Bush, em demência homofóbica, quis a revisão da Constituição para que os casamentos homossexuais fossem interditos.
No Vaticano, ínica teocracia europeia, o ditador resignatário ordenou aos sicários que lhe serviam de correia de transmissão, que defendessem a ortodoxia, que se opusessem à emancipação da mulher e lhe reprimissem a sexualidade, numa cruzada pela castidade e por aquilo que designava de bons costumes.
A ICAR levou o preconceito e a chantagem a qualquer lugar onde os direitos humanos fossem interpretados de igual forma para ambos os sexos. Nem o passado obsceno que guardam os muros do Vaticano morigeram os Papas.
O atual, conformado com a modernidade, pretende resgatar um passado que pode servir de mortalha à Igreja que dirige. Tem contra ele a máquina do Santo Ofício e o peso das mitras e sotainas, mas vai ser preciso mudar alguma coisa para que sobreviva a Igreja e ele próprio.
Padres que posaram nus são investigados pelo Vaticano
26/10/2014 16h12 Por Marcello Dantas Edição 2051
O Papa Francisco selecionou um “administrador católico” para apurar denúncias, que envolveriam também desvio de verbas
O Vaticano vai investigar novos supostos escândalos sexuais envolvendo religiosos. As denúncias dão conta de que jovens padres postaram fotografias sem roupas em sites gays e assediaram fiéis em uma diocese. As acusações foram publicadas pelo jornal italiano “La Repubblica”.
Por
João Pedro Moura
SEGUNDA TESE TEÍSTA – Deus é absoluto, logo a Razão não consegue aceder ao mesmo.
Esta é outra tese muito conhecida dos religionários.
Pretendem os teístas, com esta braquilogia de pacotilha, blindar o seu deus de fancaria, tornando-o inacessível à capacidade racional de compreensão e investigação dos seres humanos…
Portanto, se esse deus é absoluto e, supostamente, recluído nos arcanos do Universo e operando sob a forma de mistérios incognoscíveis pela humanidade, então, não vale a pena tentar compreendê-lo…
SEGUNDA ANTÍTESE ATEÍSTA – Se “Deus é absoluto”, então por que é que tal colosso imane fica inacessível para os incréus, que o infirmam, mas, pelos vistos, acessível para os crédulos, que o afirmam???!!!…
Que diferença de racionalidade é que existe entre crédulos e incréus, para que aqueles digam que tal coisa existe, mas estes não???!!!…
Realmente, a razão não consegue aceder a deus… mas a fé consegue…
Portanto, o problema dos crédulos religiosos chama-se … fideísmo.
Pelo que, tais fieis terráqueos do jardim da celeste corte não têm razão. Têm fé!
E cada um tem as suas fezes… e pronto!
Bispo responsável deve ser substituído em breve.
O Vaticano investiga denúncias de padres que trabalham em bares nas horas livres, postam fotos de si próprios nus na internet e estão envolvidos em crimes sexuais.
Os sacerdotes em questão são da diocese da Albenga, na região da Ligúria, norte da Itália.
O bispo Mario Oliveri, de 70 anos, no posto há 25 anos, deve ser substituído em breve por um auxiliar. Apesar de não estar diretamente ligado às práticas irregulares, Oliveri é criticado por acolher sacerdotes com histórico de conduta incompatível com o esperado pela Igreja Católica.
Oliveri é descrito como um clérigo tradicionalista, próximo ao cardeal Domenico Calcagno, acusado de acobertar episódios de pedofilia na Igreja.

A nova face do Estado Islâmico é a de um jovem australiano de 17 anos, que terá fugido de casa para se juntar ao EI e ameaça matar o primeiro-ministro Tony Abbott.
Abu Khaled al Australi é o protagonista de um dos últimos vídeos de propaganda divulgados pelo Estado Islâmico nas redes sociais, onde aparece armado e a ameaçar os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a Austrália.
O nome verdadeiro de al Australi, adoptado depois de se converter ao islamismo, é Abdullah Elmir. O jovem é de Bankstown, um subúrbio de Sidney, e desapareceu em Junho depois de dizer aos pais que ia pescar. O destino, no entanto, era a Síria, para onde viajou com outro amigo, revela o Sydney Morning Herarld.
De acordo com a mesma publicação, os últimos contactos dos jovens com as respetivas famílias foram feitos a partir da Turquia, tendo o outro amigo sido intercetado pelo pai quando estava a caminho do Iraque e levado para casa.
A família de Elmir confessou-se chocada com o vídeo e diz que o jovem sofreu uma lavagem cerebral.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.