Oposicionistas ‘merecem execução’, diz clérigo iraniano
TEERÃO – Um importante clérigo iraniano, aiatolá Ahmed Khatami, pediu, durante as preces de hoje, uma resposta dura aos protestos no país e disse que “merece execução qualquer um que pegue em armas para lutar com o povo”. “Deve ser combatido até a completa destruição qualquer um que lute contra o sistema islâmico ou contra o líder da sociedade islâmica”, afirmou.
Cada vez que um país renuncia à pena de morte a humanidade apaga uma nódoa na sua marcha para a civilização.
Da visita do presidente espanhol, Luís Zapatero, ao Togo, ficou na memória a nuvem de mosquitos que obrigou à aterragem de emergência e ao adiamento da partida.
Infelizmente parece ter sido esquecido o discurso na Assembleia Nacional do Togo em que aboliu a pena de morte. A lei vai ter o seu nome, o nome de quem há muito se proclamou um defensor activo da abolição da pena de morte batendo-se pelos princípios humanistas de cidadão laico e socialista. Foi o próprio ministro da Justiça do Togo que o confirmou enquanto recordava a guerra civil e o horror que se seguiu, horror que justificou a militância espanhola contra a pena capital.
O alcance da lei, que enobrece o seu mentor e, sobretudo, o País que a consagra, ressalta dos números fornecidos pela Amnistia Internacional, relativos ao ano passado: 8864 penas de morte e 2390 execuções.
O exemplo do pequeno País, dos mais pobres do mundo, pode, e deve, transformar-se num exemplo pedagógico para os que, dizendo-se civilizados, mantêm a barbárie no Código Penal e a prática no quotidiano dos seus países.
Para já, o Togo e o presidente de um país amigo, Zapatero, deram uma lição ao mundo e mais um passo na abolição de uma prática legal cuja utilidade nunca foi provada, com erros frequentes e que subverte os princípios éticos e civilizacionais.
Fonte: el Periódico.com
O Presidente da República não percebe porque é que ainda não foi encontrada uma solução para o impasse criado em torno da Concordata.
Cavaco Silva sublinhou que já falou com o Vaticano e com as autoridades políticas portuguesas, razão pela qual não percebe porque é que o assunto não está ainda resolvido.
Comentário: Num país laico é lamentável que o PR seja agente dos interesses de uma religião particular.
A igreja já retirou o vídeo do YouTube, mas este continua disponível em alguns sítios que fizeram cópias e o mantêm online.
Será celebrada hoje às 19h, missa na Paróquia de São Carlos Borromeu (avenida Dr. Eugênio Salerno, Centro) em louvor de São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei, canonizado em outubro de 2002 em Roma pelo papa João Paulo II.
Comentário: Franco e outros fascistas são injustamente esquecidos enquanto o seu admirador já está canonizado.
Opus Dei ataca gays e jornais dizem amém
Por Leandro Colling, no Observatório da Imprensa:
No dia 1º de junho, os jornais A Tarde, O Globo, Estado de S. Paulo e Gazeta do Povo publicaram um texto do jornalista e professor Carlos Alberto Di Franco que ataca as políticas públicas para o combate à homofobia no Brasil.
Uma faculdade de Teologia vai ser criada no próximo ano, em Angola. A garantia é do Bispo Filomeno Vieira Dias, que deu a conhecer a novidade à margem dos Trabalhos da reunião da CEAST, este fim-de-semana no Huambo.
D. Javier Echevarría sublinha que a Igreja precisa de um clero santo e que todos são sacerdotes de todos
Na mensagem que assinala o início do Ano Sacerdotal, o Prelado do Opus Dei salienta a necessidade de os sacerdotes serem santos, objectivo que envolve todos os membros da Igreja.
Comentário: Com a santidade do Fundador pode-se chegar a santo mas nunca a pessoa de bem.
Segundo o «Daily Telegraph» dois terços dos adolescentes britânicos não acreditam em Deus.
Mais ainda:
Estes resultados são de facto notáveis.
De facto, quando sabemos que desde a mais tenra idade a maioria dos pais começa a encasquetar na cabeça das crianças as mais absurdas e ridículas balelas mitológicas e a fazer associar a noção daquilo que é correcto e ético não ao próprio significado intrínseco dos valores, mas antes a um tenebroso negócio de morte e de compra da vida eterna, é efectivamente encorajador descobrirmos que a juventude de um país (e logo de um país que confunde o chefe de Estado com o chefe da religião) se vai paulatinamente libertando das grilhetas dessas autênticas associações de malfeitores que são as religiões.
Como disse Bertrand Russell,
«Toda a concepção de Deus é derivada dos antigos despotismos orientais. É uma concepção inteiramente indigna de homens livres. Quando vemos na igreja pessoas a menosprezarem-se a si próprias e a dizerem que são miseráveis pecadores e tudo o mais, isso parece-me desprezível e indigno de criaturas humanas que se respeitem».
Se assim é, pelos vistos é inequívoco que na sua esmagadora maioria os jovens britânicos têm efectivamente respeito por si próprios.

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