10 de Julho, 2009 Carlos Esperança
Alá é grande
… graças à polícia.
Milhares de pessoas enfrentaram a polícia
Poder no Irão voltou a ser desafiado nas ruas
Poder no Irão voltou a ser desafiado nas ruas
Os estudantes do 10º Curso de Licenciatura em Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem S. Francisco das Misericórdias em Lisboa celebram, no dia 17 de Julho, a Bênção de Finalistas. Os novos Enfermeiros irão comemorar o final da Licenciatura, pelas 15h00, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Lisboa.
Pergunta: A bênção melhora a eficácia dos profissionais?
Com a fusão da comissão Ecclesia Dei, criada para lidar com este grupo cismático, na Congregação para a Doutrina da Fé (CDF), o Papa inicia um novo ciclo no diálogo com os seguidores de Marcel Lefebvre.
Foi hoje noticiado que o Papa Bento XVI resolveu arengar aos incautos que o ouviam e recomendar aos participantes da Cimeira do G8 que decorre na cidade italiana de L’Aquila que «tomem decisões e orientações úteis para o verdadeiro progresso de todos os povos, em especial para os mais pobres».
Pelos vistos, aqui temos um líder religioso que vive como um nababo no meio da mais anacrónica opulência e que tem a autêntica lata de vir apelar aos interesses dos pobres.
Aqui temos um autêntico energúmeno, que resolve recomendar aos líderes mundiais «o verdadeiro progresso de todos os povos», quando é ele o primeiro a viver rodeado de ridículas celebrações mitológicas inventadas por pastores primitivos da Idade do Bronze e, do alto do inegável ascendente espiritual que infelizmente ainda tem sobre quase mil milhões de pessoas, recomenda que se discriminem os seres humanos em função das suas razões identitárias.
Como se não bastasse, ainda temos de assistir ao desplante místico deste alucinado tarado sexual vestido de trajes circenses a recomendar que se tomem «decisões e orientações úteis» quando é ele o primeiro a privilegiar os risíveis dogmas religiosos que professa sobre a própria vida humana.
Não sei o que este Papa anda por aí a fumar; mas deve estar estragado com certeza!

João César das Neves (JCN) excede-se no zelo com que divulga o pensamento oficial da Igreja católica. Na habitual homilia de segunda-feira, no DN, referiu-se ao discurso que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, pronunciou em 22 de Junho no Parlamento, facto inédito, em França, desde 1875.
JCN vituperou este excerto do discurso: “A burka não é um símbolo religioso, é um símbolo de servidão, é um símbolo de abaixamento. Quero dizer solenemente, ela não será bem-vinda no território da República.” O forte aplauso dos deputados franceses foi, segundo JCN, «da mais tacanha intolerância e incompreensão».
Convém esquecer a propensão beata de JCN e analisar o problema da burka ou, melhor ainda, a exibição ostensiva e provocatória de símbolos religiosos nos espaços públicos, sobretudo quando denunciam a submissão da mulher.
O Estado tem o direito de proibir em nome da liberdade e a obrigação de libertar através de uma proibição?
O problema divide as diversas famílias políticas, embora em França, apesar das graves cedências às religiões, feitas por Sarkozy, ao arrepio da Constituição, gere consenso a proibição da burka e do véu com que os mulás incitam as jovens a provocar a laicidade do Estado, nas escolas públicas, e a dar notório testemunho da submissão ao homem.
Os aplausos dos deputados sublinharam as afirmações de Sarkozy quando declarou que «…a tolerância tem limites e há muita coisa que não devemos permitir: crime, abuso, injustiça. A discriminação das mulheres e, pior ainda, a sua servidão e abaixamento são evidentemente intoleráveis».
É a supremacia da cidadania sobre o comunitarismo, a exigência da igualdade de género contra a tradição religiosa, a primazia das leis da República sobre os versículos do Corão.
JCN avalia a dignidade da mulher e a decência feminina pela porção de corpo oculto. É o direito de homem pio, que vê a mulher pelos olhos misóginos de Paulo de Tarso, mas as sociedades democráticas devem defender a igualdade de género e abolir o estigma do pecado original.
A sanha contra a laicidade dos sectores mais extremistas da Igreja católica fê-los aliados do islamismo cuja demência mística e vocação para o martírio admiram. O proselitismo está na matriz das religiões e serve de detonador das guerras que fomentam. Unem-se contra a laicidade e aguardam para se digladiarem, depois.
Há quem não perceba que a teocracia é o antónimo da democracia. É pena e é perigoso. Se o respeito pelas tradições fosse a bitola civilizacional teríamos ainda as monarquias absolutas, o esclavagismo, a tortura e, quiçá, a antropofagia, além de outras numerosas iniquidades. A civilização a que chegámos retrocederia para uma qualquer forma de tribalismo. Regressaria a barbárie. E o clero encarregar-se-ia de submeter as nossas vidas à vontade divina.
CIDADE DO VATICANO (Reuters) – O papa Bento 16 removeu efectivamente nesta quarta-feira um funcionário do Vaticano amplamente responsabilizado por uma controvérsia envolvendo um bispo que negou o Holocausto.
Comentário: B16 obrigado a sacrificar um dos seus.
Ataques de milícias islâmicas insurgentes forçaram 200 mil moradores da capital da Somália a fugir de suas casas desde Maio. Segundo informações da ONU e da organização Médicos sem Fronteiras, divulgadas nesta terça-feira, os intensos combates entre militantes islâmicos e tropas do governo transformaram Mogadício em uma cidade fantasma.
CIDADE DO VATICANO, Santa Sé (AFP) — O papa Bento XVI pediu nesta quarta-feira aos católicos que rezem para que os líderes do G8 reunidos em L’Aquila (centro da Itália) tomem decisões para a promoção de um verdadeiro desenvolvimento, “em especial dos pobres”.
A editora do Vaticano, «Libreria Editrice Vaticana», preparou 500 mil cópias em edição económica e 30 mil em edição de luxo, em italiano, da nova encíclica de Bento XVI, «Caritas in Veritate» (A Caridade na verdade), divulgada esta Terça-feira, dia 7.
Comentário: O Papa a falar de verdade parece um muçulmano a exaltar o presunto.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.