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19 de Julho, 2010 Carlos Esperança

Momento zen de segunda_19-07-2010

João César das Neves (JCN) tem pela Associação para o Planeamento Familiar (APF) o horror que Maomé nutre pelo toucinho e pelas aulas de educação sexual a aversão dos talibãs pelos infiéis. Não reconhece a acção meritória da APF na prevenção de gravidezes indesejadas e de doenças sexualmente transmissíveis.

Por muito que sofra JCN a reprodução humana faz-se pelo método tradicional e está de tal modo popularizado que não é fácil substituí-lo pela inseminação artificial, como se tornou prática corrente na veterinária.

Na sua homilia de hoje «Uma questão de educação», no DN, JCN apelida a APF de “guardiã nacional da ortodoxia erótica” e, mais uma vez se bate, por caminhos ínvios, contra a educação sexual nas escolas. Nem a tragédia da SIDA o demove dos seus conceitos fundamentalistas.

A defesa da família, como única entidade idónea para ministrar a educação sexual, é um álibi para a banir da escola. Para JCN a sexualidade é um erro da natureza que aliou o prazer à prossecução da espécie. O bem-aventurado considera que o pudor devia impor silêncio sobre tudo o que respeite à sexualidade, mas a prudência manda o contrário.

A estranha obsessão de JCN pelo sexo, mantida ao longo dos anos, expõe o militante ao ridículo. Para ele a moral sexual é a que os padres definem e o exemplo a seguir o que é praticado pelo Vaticano, por sinal o único Estado do mundo onde a reprodução é oficialmente proibida.

19 de Julho, 2010 Carlos Esperança

O Islão é demência adquirida

O Islão é uma cópia grosseira do cristianismo sem a influência da cultura helénica e do direito romano. É a crença inspirada no Corão, um livro medonho que a tradição atribui ao arcanjo Gabriel que o ditou em árabe a um pastor analfabeto e rico, entre Medina e Meca, ao longo de duas décadas.

Reflexo de sociedades tribais e de poder patriarcal, o islamismo exerce o poder, todo o poder, em numerosos países, sendo responsável pela violência que aí se pratica e pelos crimes que o clero exerce em nome de Deus, o beneficente, o misericordioso.

O mais implacável monoteísmo só exige crer em Deus, o beneficente, o misericordioso, rezar cinco orações diárias virado para Meca, dar esmolas, fazer jejum no mês do Ramadão e, se possível, ir em peregrinação a Meca, uma vez na vida. Com estes cinco pilares da fé qualquer crente tem um lugar garantido no Paraíso.

O fracasso da civilização árabe e a pobreza dos povos submetidos à violência de Deus, o beneficente, o misericordioso, tem exacerbado a fé e aumentado a influência religiosa. A sharia é o reflexo da tragédia dos povos vergados à vontade de Deus, o beneficente, o misericordioso, um arremedo de direito que condiciona todos os momentos e actos das vítimas da crença. Uma muçulmano não tem direito à apostasia, só à pena de morte por abandonar o beneficente, o misericordioso.

Nem todas as patifarias do direito islâmico, de natureza teocrática, resultam do Corão e dos seus versículos. Os interesses políticos podem tornar ainda mais cruel a vontade do Profeta que tem a particularidade de ser o último (o primeiro foi Adão) e de não poder haver outro, depois, nem qualquer possibilidade de Deus voltar a falar.

É com esta fé esquizofrénica que vários povos aplicam a sharia. A excisão do clítoris, a amputação de membros, a lapidação de mulheres, chicotadas públicas e outras torturas, são penas habituais onde a forca e a decapitação são as formas mais expeditas e menos cruéis de assassínio legal.

O Irão, a Mauritânia, o Sudão, o Iémen, a Arábia Saudita, a Nigéria e a Somália aplicam também a pena de morte à homossexualidade, abominação que os monoteísmos odeiam.

Nas madraças e mesquitas fanatizam-se crianças e instila-se o ódio à modernidade  e ao livre-pensamento e os europeus, que reprimiram o seu clero para poderem ser livres, são benevolentes com a barbárie sob a pretexto do multiculturalismo e o álibi da tradição. A Europa, secularizada, é vítima do proselitismo religioso de que não sabe defender-se, com uma esquerda demasiado cobarde e incapaz da lucidez para avaliar a malignidade intrínseca das religiões e uma direita xenófoba com a obsessão do mito da identidade nacional.

Espero que as associações ateístas que surgem entre europeus ex-muçulmanos possam ser a chave para a solução dos países infectados pala alienação islâmica. É com elas que devemos aprender a lidar com a intolerância e a combatê-la dentro dos limites do Estado de direito e no respeito pelas liberdades, direitos e garantias dos cidadãos.

18 de Julho, 2010 Carlos Esperança

Triunfo do Direito Civil

Pedofilia: o Vaticano recorda a obrigação de se respeitar a lei civil

O Vaticano recordou neste sábado a obrigação que a Igreja católica tem de respeitar em todos os países em que está presente as leis civis locais sobre casos de pedofilia, além de obedecer as novas regras a respeito do assunto tornadas públicas há dois dias pela Santa Sé.

Comentário: O Vaticano, não sendo um Estado de Direito, acaba por ter de reconhecer a superioridade das democracias.

17 de Julho, 2010 Carlos Esperança

Quem não excomungou o nazismo ou o fascismo…

… prevê excomunhão para punir ordenação de mulheres

O Vaticano publicou na última quinta-feira normas que estabelecem que a tentativa de ordenação de mulheres como sacerdotes da Igreja é um delito grave e que pode ser punido com a excomunhão dos envolvidos.

As regras fazem parte da primeira modificação em nove anos da legislação canónica relacionada aos delitos “cometidos contra a moral ou na celebração dos sacramentos”, feita após uma revisão do papa Bento 16.

17 de Julho, 2010 Carlos Esperança

A Igreja católica e o regresso a Trento

A ICAR nunca foi um instrumento do progresso, da tolerância ou da modernidade, no que, diga-se, esteve sempre acompanhada pela concorrência.

A própria Reforma decorreu mais das transformações económicas e sociais do que das malfeitorias de Roma, embora a venda de indulgências, a corrupção e a prepotência pudessem incomodar alguns espíritos com um módico de decência,

O anti-semitismo, atingindo as raias da paranóia no islamismo, atiçado pelo sionismo, sempre foi uma tara que a dissidência do judeu Paulo de Tarso legou aos seguidores de Roma. A ICAR foi esclavagista, usou a tortura, evangelizou e protegeu todos as tiranias com a excepção das que se lhe opunham.

É evidente que a loucura dos papas e bispos se podem compreender á luz do tempo e entre os mais perversos de cada época se retirarem a inspiração divina (seja lá isso o que for) de que se reclamam.

À semelhança do aiatola Khomeini, que em 1979 aproveitou a instabilidade política e o fanatismo para reislamizar os países envenenados pelo Corão, também os dois últimos pontífices, numa atitude mimética, pretenderam recristianizar a Europa e submetê-la à ditadura das sotainas.

Quando o Papa reclama a tradição para transformar os cidadãos em crentes e os livres-pensadores em réprobos, é a vocação totalitária que desponta e a incapacidade de se conformar com a modernidade. A obsessão de impor valores que as democracias foram enjeitando, num lento processo de secularização, é um objectivo que não recua perante práticas medievais, como o exorcismo e os milagres.

Bento 16 é o símbolo de um papa medieval que ainda sonha com exércitos para obrigar às conversões em massa. Não dispensa os recém-nascidos da água do baptismo nem as crianças do catecismo, à semelhança do que fazem os clérigos islâmicos nas mesquitas e madraças.

Perante os ventos reaccionários que sopram do Vaticano começam a surgir vozes no seio da ICAR que claramente se opõem. Valha-nos isso.

Este artigo de hoje, no DN, da autoria do padre Anselmo Borges, é um exemplo disso, denunciando o restauracionismo em curso na ICAR.

16 de Julho, 2010 Carlos Esperança

A ICAR continua misógina

Ordenamento de mulheres é crime a par da pedofilia para o Vaticano

Num único documento, ontem divulgado, o Vaticano reviu as regras da lei canónica para tornar mais fácil a punição dos padres que abusaram sexualmente de menores e colocou ao mesmo nível dos sacerdotes pedófilos a ordenação de mulheres como padres.

Comentário: O ordenamento de mulheres deve ser pior pois é mais raro. Só se conhece o da papisa Joana e sem certezas absolutas.

15 de Julho, 2010 Ricardo Alves

A fé e a burla

Na terça-feira, um homem de 42 anos entrou com uma empilhadora num templo da IURD, em Faro, destruindo parte da sala. O homem explicou agora que, por acreditar na promessa da igreja de que «Deus» pagaria em triplicado, deu 100 mil euros à igreja, soma que obteve vendendo a quase totalidade dos seus bens (só não vendeu a casa).

Prova de fé ou burla? Ou será que não há diferença entre as duas, em situações como esta?

Adenda: ver os vídeos no blogue Embusteiros; fotografias e a reacção da IURD no blogue de Edir Macedo.

15 de Julho, 2010 Carlos Esperança

Nem o sobrinho poupou…

A vítima do ex-bispo de bruges, que renunciou em Abril após admitir ter abusado de um menino “do seu entorno próximo” , é na verdade o próprio sobrinho do religioso, segundo reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal “New York Times”. O caso – que, pela primeira vez levou um bispo europeu a deixar o cargo por pedofilia – abriu as portas para centenas de denúncias envolvendo a Igreja Católica belga: em apenas dois meses, cerca de 500 denúncias, a maioria de homens, foram registradas.

O sobrinho, que hoje tem cerca de 40 anos, mas não teve sua identidade revelada, sofreu abusos do bispo, Roger Vangheluwe, dos 10 aos 18 anos. Durante 25 anos, a vítima reuniu documentos e entrevistas para provar suas alegações e tentou fazer com que a Igreja belga tomasse providências em relação às suas acusações, de acordo com um padre aposentado, Rik Devillé.

15 de Julho, 2010 Luís Grave Rodrigues

Gente de Fé

 

 Primeiro,  uma multidão enfurecida opôs-se à construção de uma nova mesquita na Nigéria.

De seguida, um grupo de muçulmanos retaliou atacando uma igreja.

Depois, grupos de cristãos e muçulmanos envolveram-se em violentos confrontos, deixando 8 pessoas mortas e 40 feridas, e seis mesquitas e uma igreja incendiadas.

A polícia enviou já reforços para o local, mas temem-se novos confrontos.

Enfim: gente de fé!…