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6 de Novembro, 2010 Carlos Esperança

Igreja argentina quer perdão

O sacerdote argentino, Pe. Ruben Capitanio, disse, nesta segunda-feira, que a Igreja Católica argentina precisa encontrar um modo de se fazer perdoar, pela proximidade que manteve com o regime militar, de 1976 a 1983, durante a chamada “guerra suja”.

Pe. Capitanio, um pároco de 59 anos, depôs contra seu ex-colega de sacerdócio Pe. Christian von Wernich, condenado, na semana passada, por envolvimento em torturas, sequestros e assassinatos de opositores da ditadura.

Comentário: A cumplicidade das Igrejas com as ditaduras faz parte da matriz genética.

6 de Novembro, 2010 Carlos Esperança

Diário Ateísta comentado por um leitor

Por

Veradictum

É com verdadeira curiosidade e ansiedade que, sempre que posso, visito o DA, onde me delicio com os textos de CE, de L. Krippahl, L. G. Rodrigues e outros, e com os comentários inteligentes e oportunos de Carpinteiro, com a grande erudição e paciência acima da média de Jovem1983, com a ironia de confrariaalfarroba e rayssa, não esquecendo outros como papapaulo, 1atento, ajpb, andreia, etc.

Admiro e respeito Mollochbaal que tem comentários notáveis assim como Antóniofernando, pela lucidez e elevada erudição que coloca na maioria dos seus comentários.

Acho JoãoC, Zeca Portuga, Mike e Jairo entrecosto absolutamente medievais e desenquadrados da realidade actual e, em certas áreas temáticas, com ideias verdadeiramente obsoletas e bizarras. Relativamente a estes quatro senhores, acho que deveriam evitar os constantes insultos e ameaças, ou voltar para os seus sites religiosos…

Acreditem que sinto uma felicidade enorme por me sentir enquadrado neste grupo de livres pensadores, onde tenho a noção da existência de muita gente que pensa como eu. Saudações a todos.

5 de Novembro, 2010 Eduardo Patriota

Seleção Brasileira não é lugar de pregação, diz técnico

Nem no clube nem na Seleção é lugar de pregação.“, afirma Mano Menezes, técnico da seleção brasileira de futebol.

Pode cultuar a sua crença dentro do respeito e limite de cada um. Não vai lá convencer ninguém. Você respeita e cultua a sua“, completou o treinador da equipe verde e amarela.

O assunto sempre foi um tema que gerou polêmica. Em 2002, diversos jogadores comemoraram o título mundial com camisas em que exaltavam Jesus. A Fifa, inclusive, determinou a proibição de manifestações religiosas nas comemorações de suas competições.

Pelo o que parece, religião é capaz de gerar discussões e trazer problemas até mesmo ao futebol. Na Copa 2010, o jogador brasileiro Kaká (evangélico) atacou o jornalista Juca Kfouri (ateu), afirmando que o mesmo insiste em criticar o jogador não pelo lado profissional, mas pela crença religiosa.

5 de Novembro, 2010 Luís Grave Rodrigues

Citação do Dia

 


«O ensino tradicional da Igreja não exclui, depois de comprovadas cabalmente a identidade e a responsabilidade de culpado, o recurso à pena de morte, se essa for a única via praticável para defender eficazmente a vida humana contra o agressor injusto».

 

– Catecismo da Igreja Católica (§ 2267)

             

5 de Novembro, 2010 Carlos Esperança

A alma, essa desconhecida_1

A alma é um furúnculo etéreo que afecta o corpo dos crentes. É um vírus que resiste à morte e tem direito a transporte gratuito para o domicílio que os padres lhe destinam.

A alma é um bem mobiliário que paga imposto canónico e, à semelhança das acções de empresas, hoje igualmente desmaterializadas, paga avença pela «guarda de títulos».

No mercado mobiliário as acções são transmissíveis e negociáveis. Apesar das fraudes sabe-se que correspondem a avos do capital social de uma empresa. A sua duplicação é burla e conduz à cadeia, salvo quando o Vaticano está implicado e impede a extradição do criminoso, como sucedeu com o arcebispo Marcinkus que JP2 protegeu, após a falência fraudulenta do Banco Ambrosiano.

Quanto à alma, há suspeitas de haver um número ilimitado em armazém, o que exaspera os clérigos, encarregados do negócio, com o planeamento familiar. Não se sabe bem se a alma vai no sémen, se está no óvulo ou se surge através da cópula, um método pouco digno para tão precioso e imaculado bem.

Os almófilos andam de joelhos e põem-se de rastos sem saber se a alma se esconde nas mitocôndrias, nas membranas celulares, no retículo endoplasmático ou no núcleo e nos cromossomas, sem nunca aceitarem que seja o produto de reacções enzimáticas.

Não sabem se é alguma coisa de jeito no ovo, no embrião em fase de mórula ou no blastocito. Juram que aparece no princípio, sem saberem bem quando e onde está o alfa, ou quando aparece Deus a espreitar pelo buraco da fechadura e a arremessar aos fluidos a alma que escusa o entusiasmo de quem ama.

Após o aparecimento dos rudimentos da crista neural, só às 12 semanas o processo de gestação dá origem ao feto e falta provar que a alma, embora de qualidade sofrível, se encontra num anencéfalo ou que é de boa qualidade a que Deus distribui ao fruto de uma violação ou do incesto.

4 de Novembro, 2010 Carlos Esperança

Punição sem queixa do ofendido

Por

José Moreira

Apesar da minha idade, ainda há coisas que me vão deixando perplexo. Isto porque, afinal, todos os dias são apresentadas provas ou, pelo menos, indícios, de que Jeová não é assim tão poderoso como isso. Ou então, que há gente ainda mais papista que o Papa.

Vamos por partes. Vamos supor que eu estou em determinado local, onde também está um membro do Governo. Eu, numa ocasião de fúria, chamo “porco” a esse membro do Governo. Provavelmente, e porque se trata de um crime, o membro do Governo faz com que eu seja punido. Parece-me não ter lógica nenhuma que, por exemplo, o motorista ou o porteiro tratem do meu castigo. O ofendido é o membro do Governo, ele é que tem de ser ressarcido da ofensa. Mas vamos supor que o membro do Governo não fica ofendido, ou está-se borrifando para a ofensa: que legitimidade têm, o porteiro ou o motorista, para me castigarem?

Foram hipóteses. Vamos a factos: um jogador do Sampdória foi suspenso por blasfémia. Foi Jeová, que o suspendeu? Não, embora a notícia não especifique quem foi a entidade aplicadora do castigo. E a pergunta é: com que legitimidade? Por ter ofendido Deus? E quem garante que Deus se sentiu ofendido? Quem garante que Deus que, em princípio, está acima das rasteirices, terrenas, não se borrifou para o insulto, tal como o membro do Governo? Já agora: será que Deus não teria poder para castigar o ofensor? Não seria mais giro ser aplicada, logo, a justiça divina?

Dir-me-ão: “Ah, e tal, ele será castigado no Juízo Final”. Tudo bem, admitamos que sim. Mas será justo ser punido DUAS vezes pelo mesmo facto? Isso não é ilegal?