Há dias, o companheiro Luís Grave Rodrigues fazia publicar, neste mesmo espaço, uma fotografia das “Torres Gémeas“. Sobre a fotografia, a legenda “Imagine que não havia religiões”. A mensagem era óbvia, e só não a entendeu quem não quis. Mas alguns dos que a entenderam, decidiram fazer cair o Carmo e a Trindade. Designadamente, e de forma mais ou menos explícita, “aqui d’el-rei que os ateus têm a mania de generalizar, e tratam de ligar religião a terrorismo”.
Uns exagerados, estes ateus.
Convido os leitores a seguir esta ligação. Depois, podem, os do costume, continuar a berrar que religião e terrorismo são incompatíveis.
João César das Neves (JCN) é um dos raros exemplares de crentes que acreditam na sua Igreja e que julgam que é a única verdadeira e santa.
Na sua beata devoção, JCN vê apenas pequenos delitos, frutos da época, nas atrocidades cometidas ao longo da história do catolicismo romano. Para ele, os crimes violentos não passam de «erros, abusos, conflitos, violências e injustiças».
Omite deliberadamente a evangelização e o extermínio dos índios na América do Sul do mesmo modo que esquece o carácter anti-semita do Novo Testamento e os pogroms, a que não faltaram as bênçãos e a participação activa do clero católico ou os desvarios da contra-reforma. Muito menos lhe ocorre a cumplicidade com Franco, Hitler, Mussolini, Jozef Tiso, Pinochet, Videla, Salazar e outros monstros amigos do papa e da hóstia.
Queixa-se o bem-aventurado beato do exagero com que os próprios católicos execram «a Inquisição, as Cruzadas, o poder temporal do Papado e, agora, a pedofilia» – únicos erros ou abusos que reconhece –, mas cuja crítica considera «descabida e injusta».
A sua homilia de hoje, no DN, «A santa vergonha» é mais uma reprimenda aos que não se conformam com as barbaridades da sua santa Igreja do que às atrocidades de XX séculos. JCN não é capaz de aceitar a responsabilidade de numerosos papas e da Igreja na espoliação dos países pobres, na escravatura e no atraso dos povos que oprimiram.
JCN admite que «muitos católicos se envergonham hoje da gloriosa história da sua fé» mas atribui o facto, não aos desmandos do clero mas aos ataques de que a Igreja tem sido alvo. A inocente !!!!
Na sua intervenção, divulgada também pelo site oficial do Vaticano, o Papa diz que não quer fazer “turismo religioso” ou promover um “show”, nesta viagem de quatro dias, mas promover o desejo de “voltar a ver Deus” para que os católicos ofereçam ao mundo “uma luz de esperança, que é luz que vem de Deus e ajuda a viver”.
“Deve tratar-se do facto de que Deus volte ao nosso horizonte, este Deus que tantas vezes está totalmente ausente, do qual, no entanto, temos tanta necessidade”, indicou.
O presidente da República Portuguesa enalteceu hoje, em Murça, o trabalho desempenhado pelas Santas Casas das Misericórdias no país e pediu o aproveitamento de que está “no terreno” para dar resposta às carências sociais.
O cardeal de Viena, Christoph Schoenborn, disse que não provocaria um cisma com os líderes do Vaticano ao permitir que os sacerdotes violem regras da Igreja Católica, depois que um grupo de padres emitiu o manifesto “Chamada à Desobediência” para tentar pressionar a reforma.
Por
Esta campanha anti-clerical é abjecta, mas muito bem organizada/financiada.
Desde que Obama foi eleito presidente dos EUA o ataque vil, concertado e mesquinho à Santa Madre Igreja tem sido uma constante.
Zapatero em Espanha, Sócrates em Portugal (em boa hora afastado…) e Obama nos EUA, numa forte ofensiva anti-civilizacional contra a Igreja e contra o Santo Padre, Bento XVI.
“Normalização” da homossexualidade, do homicídio/aborto, da eutanásia, do emparelhamento de sodomitas…
Mudar o mundo tal como o conhecemos, violência anti-clerical em Espanha, laicização, promoção totalitária do ateísmo…
Felizmente, em Portugal (até ver…), esta ofensiva abrandou, graças a Deus e ao povo que, em boa hora, decidiu afastar do governo aquele bando esquerdista destruidor.
O fim da comparticipação da vil pílula é um bom sinal e um indicador de uma política que põe a responsabilidade e a defesa da Vida acima da libertinagem.
É agora urgente revogar “leis” como as da liberalização do homicídio/aborto a pedido e do emparelhamento de aberrações sodomitas.
Parar já com a agenda anti-Vida e anti-Família, é o que este governo, com a graça de Deus, deve fazer sem demora.
Ao menos, por agora, pôs-se um travão importante em Portugal a esta ofensiva anti-civilizacional.
Ilumine Deus, como outrora, os nossos governantes.
Apostila: Comentário de um leitor católico, apostólico, romano, deste blogue.
Na sequência deste texto, quero aqui partilhar o vídeo que constitui a continuação daquele que é lá apresentado:
Um grupo de pessoas que em sua infância sofreram abusos sexuais por parte de religiosos na Bélgica apresentou nesta sexta-feira em um tribunal belga uma denúncia contra o Vaticano e altos cargos da Igreja Católica.
O processo coletivo foi apresentado no tribunal de primeira instância de Gent (leste do país), indicou em uma conversa telefónica com a Agência Efe a advogada das vítimas, Christine Mussche.
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