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12 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

Opus Dei – uma seita perigosa

“Opus Dei” reforça cruzada contra Lula

Em artigo publicado ontem no Estadão, o jornalista Carlos Alberto Di Franco, um dos fundadores e chefões da seita fascista Opus Dei no Brasil, reforçou a recente cruzada contra o ex-presidente Lula.

Neste esforço, ele não vacilou em usar argumentos morais, como é típico dos falsos moralistas. Para ele, que somente neste caso defende o fim da privacidade dos homens públicos, não dá mais para esconder que Rosemary Noronha, ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo, era “amante de Lula”.

12 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

O Vaticano deixou de acreditar em profecias

Astrónomo do Vaticano diz que mundo não acabará em 21 de dezembroCOMENTE

México lucra com profecia maia do ‘fim do mundo’

Suposto profeta está solto, mas polícia monitora “arca” depois de achar veneno para matar rato
O Vaticano anunciou nesta terça-feira que “por enquanto” o fim do mundo não chegará, segundo declaração do diretor da Specola Vaticana (Observatório Astronômico), José Funes, que afirmou que as pessoas não devem se preocupar com “profecias” como a dos maias.

Diário de uns Ateus – A ICAR é melhor a prever o passado do que o futuro.

12 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

Isabel Jonet prefere “caridade” a “solidariedade”

Se dois machos castos, Salazar e Cerejeira, amigos do peito e da hóstia, pudessem ter procriado, babar-se-iam de gozo se tivessem uma filha como Isabel Jonet.

O primeiro vestia-se de homem e era um tirano de botas e chapéu, o outro usava trajes femininos e cobria-se com a mitra. Ambos viam em Mussolini o defensor da civilização cristã e ocidental. Salazar tinha na secretária a foto do «enviado da Providência», epíteto usado pelo Papa de turno, após os acordos de Latrão que obrigaram o Estado italiano a ensinar, nas escolas, a única religião verdadeira e concederam ao Vaticano – um bairro de 44 hectares – o estatuto de Estado; o segundo, conhecido por cardeal Cerejeira, tinha a escultura do patrão no altar e no patriarcado e Salazar no coração.

Para os dois dirigentes e mentores do Centro Académico da Democracia Cristã (CADC) a guerra colonial era uma cruzada na defesa dos valores cristãos e ocidentais, sem nunca terem definido o meridiano que separava o leste do ocidente. Mais do que a criada que ambos partilharam (no estrito sentido patronal), unia-os a desconfiança no progresso e a crença nas virtudes da pobreza e da fé. Salazar ficou com a criada e o Governo e o outro conseguiu a mitra, o báculo e o anelão. Eram fascistas vindos do seminário, manhosos e cheios de ambição. Salazar era um rural e conquistou o poder para nunca mais o largar. Cerejeira era o príncipe da Igreja, aristocrata e mestre dos silêncios. Calou-se perante o exílio do bispo do Porto e nunca deixou de ser cúmplice da ditadura. Um deteve o poder absoluto na política, o outro conquistou-o na religião e ambos foram algozes vitalícios.

Ambos acreditavam na virtude da ignorância e da pobreza cuja apologia faziam com a refinada coerência dos reacionários. As perseguições por delitos de opinião ou heresias eram legitimadas pela vontade divina e pela maldade dos dois. Um tinha a PIDE ao seu serviço e o outro um exército de bispos, cónegos, padres, monsenhores e catequistas.

Nenhum deles soube o que era a justiça social ou a solidariedade. A primeira cheirava a comunismo e a segunda era suspeita. Os dois afinavam pelo mesmo diapasão: era Deus que definia previamente quem devia ser rico ou pobre, quem devia mandar e quem era obrigado a obedecer. Cabia aos ricos dar esmolas e aos pobres receber os sobejos que cristãmente deviam agradecer ao Senhor. Era a caridade no seu esplendor.

Foi dessa escola que veio, num parto tardio, a atual presidente do Banco Alimentar que alimenta o ego, e as aspirações políticas, com a caridadezinha. Não admira que diga ser “mais adepta da caridade do que da solidariedade“. Foram 48 anos de pedagogia fascista e o 25 de Abril foi só há 38.

Que seria de gente assim, sem a fome, para alimentar o prestígio, o poder e o paraíso?

11 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

O Eixo do Bem, as armas químicas e o prémio Nobel da Paz

Todos recordamos o obsceno conceito da guerra preventiva, criado para combater o «Eixo do Mal» e a outra infeliz expressão de Bush a anunciar a «cruzada» contra o terrorismo.

Temos na memória a cimeira da guerra, reunida nos Açores, onde se decidiu, ao arrepio da ONU e da legalidade internacional, invadir e ocupar o Iraque, com base em mentiras grosseiras e interesses mesquinhos.

Mais do que um erro, a invasão do Iraque foi um crime. Mais do que a prepotência dos poderosos foi uma manifestação trágica da imponderada decisão de Bush, Blair e Aznar, acolitados por Durão Barroso, em bicos dos pés, para se tornar cúmplice.

Mas os terroristas existem e, independentemente do julgamento severo que a história há de fazer dos responsáveis pela tragédia do Iraque, não assiste aos facínoras que em Nova York, Madrid ou Londres atacaram inocentes e lançaram o horror entre cidadãos indefesos, o direito à liberdade.

Os dementes de Deus são capazes de todos os crimes a troco do Paraíso. A liberdade que as sociedades democráticas conquistaram com a separação da Igreja e do Estado não pode ser comprometida pela tolerância de que gozam os pregadores do ódio, os instigadores da violência, os fanáticos de um credo qualquer.

Nas capitais europeias, no seio do comunitarismo islâmico, há agitadores que pretendem transformar o mundo numa multidão de fanáticos virados para Meca, que impedem a igualdade entre os sexos, que odeiam a democracia e execram a liberdade.

A Declaração Universal dos Direitos do Homem tem de ser respeitada e assimilada por todos. Esta é uma tarefa indeclinável das democracias que legitima e impõe o uso da força.

Mas nada, absolutamente nada, recomendaria que as mãos de Durão Barroso pudessem erguer um Prémio Nobel da Paz.

11 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

Eu ateísta me confesso

Andam por aqui alguns crentes à espera da penitência pelos pecados cometidos. Vêm cheios de proselitismo, ansiosos por agradar ao seu Deus. Não sei se é o desejo de mortificação que os atrai, se a inútil vontade de nos converter. Podiam ser mais originais no que escrevem, mas limitam-se a manifestações de subserviência para com o Papa e a debitar louvores a um defunto antigo – Jesus Cristo. Depois, repetem até à náusea a prosa e a convicção.

Os créus têm as igrejas, os órgãos de comunicação social, a Concordata, os padres, a água benta, o incenso, as orações e a eucaristia para ruminarem a fé numa posição de privilégio. Todavia arribam a este espaço de incréus onde não se apela ao terço, não se recomendam orações, não se reconhecem milagres nem a bondade do Papa.

Aqui é um espaço de liberdade onde a Declaração Universal dos Direitos do Homem é a Bíblia que nos une, onde a igualdade dos sexos e a não discriminação por questões de raça, religião ou cor são o único credo. Aqui, no Diário de uns Ateus, consideramos que não há a mais leve suspeita da existência de Deus nem o menor motivo para pôr pessoas de joelhos e aliená-las com orações. Não reconhecemos à água benta mais valor do que à outra, nem à hóstia, depois de consagrada, mais calorias do que antes.

Os valores da liberdade, da igualdade e da fraternidade, que a Revolução Francesa nos legou, são incompatíveis com o direito divino que as religiões defendem e com as ameaças e castigos com que os seus padres assustam. O Inferno somos nós que o fazemos, aliás, sois vós, os crentes. O Vosso Senhor, que se zanga com os homens que procuram a felicidade, que tem uma multidão de clérigos a administrar uma treta a que chamam sacramentos, que aliena as pessoas com ladainhas e orações, é uma ficção perigosa de raiz totalitária.

O Vosso Senhor, o Deus que as religiões do livro vendem, com atributos pouco recomendáveis e mau feitio, é uma invenção muito antiga, adaptada ao longo dos séculos e imposta com a barbaridade de que só os clérigos são capazes.

Nós sabemos que Deus vos ama. Não deixem que vos troque por nós, ateus, que apenas queremos que nos deixe em paz.

11 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

Uma decisão que merece reflexão

Dada a facilidade de tradução, segue em castelhano:

TODOS MIS RESPETOS A NORUEGA – una vez mas ! – Seriedade, Dignidade, Reciprocidade, Coragem e Exemplo!!!
YA ERA HORA !!!

SI NO HAY IGLESIAS EN ARABIA SAUDÍ NO HAY MEZQUITAS EN EUROPA

Reciprocidad

Noruega ha prohibido a Arabia Saudí financiar mezquitas mientras no permitan construir iglesias en su país.
El Gobierno noruego ha dado un paso importante a la hora de defender la libertad en Europa frente al totalitarismo islámico.

Jonas Gahr Stor, ministro de Asuntos Exteriores, ha afirmado que se rechazarán las donaciones millonarias de Arabia Saudí y varios empresarios musulmanes para financiar la construcción de mezquitas en Noruega.
Según dicho ministro, las comunidades religiosas tienen derecho a recibir ayuda financiera, pero el gobierno noruego, excepcionalmente y por razones lógicas, no apoya la financiación islámica con cientos de millones de euros.
Jonas Gahr Stor apunta que “sería una paradoja, y antinatural aceptar las fuentes de financiación de un país donde no hay libertad religiosa”.

El ministro también afirma que “la aceptación de ese dinero sería un contrasentido”, recordando la prohibición que existe en el país árabe para la construcción de iglesias de otras religiones.
Jonas Gahr Stor también anuncia que “Noruega llevará el asunto ante el Consejo de Europa” donde defenderá esta decisión basada en la más estricta reciprocidad con Arabia Saudita.

POR CIERTO; ESTA NOTICIA CASI HA PASADO DESAPERCIBIDA EN ESPAÑA DONDE, ANTE EL TEMOR DE REPRESALIAS, LOS MEDIOS DE COMUNICACIÓN … PREFIEREN CALLARSE … !!!

Esto debe de saberse, hay que difundir lo más posible

 

10 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

A Imaculada Conceição, o 8 de dezembro e a monarquia

Cristiane Alves

Tal como, em 2012, o Brasil escolheu para rainha do Carnaval Cristiane Alves, mulata de formas impecáveis e ritmo alucinante, também D. João IV escolheu para padroeira do reino de Portugal a Imaculada Conceição, decisão comunicada às cortes de Lisboa, no ano de 1646, mantendo ainda funções, com direito a feriado no dia 8 de dezembro.

A coroa da primeira é efémera, dura apenas um ano. A da segunda é vitalícia mas não tem o mesmo brilho, não desperta igual paixão, não exibe tamanho glamour. Em ambas há de ter pesado a beleza, sendo duvidosa a importância da característica “imaculada”.

No Brasil os méritos foram escrutinados por um júri de apreciadores que não incorreram em contestação. Em Portugal deveu-se à decisão arbitrária do absolutismo monárquico e poucos sabem a origem da exótica decisão régia. D. João IV não foi o primeiro monarca a confiar a proteção do reino à «Virgem Nossa Senhora da Conceição», proteção que a padroeira descurou, pelo menos, em 1580. Apesar da incúria, o primeiro rei da funesta dinastia de Bragança, atribuiu-lhe o tributo anual de 50 cruzados de ouro, obrigação que deixou aos seus sucessores que, aliás, se extinguiram antes da varíola.

Ainda hoje, por cobardia do Estado português, persiste o feriado de 8 de dezembro, em homenagem à Imaculada Conceição, apesar de ter perdido o salário e de serem omissas as funções.

Quando D. João IV colocou o reino sob a sua proteção não previu a inutilidade nem que se tornaria ridículo que os estudantes na Universidade de Coimbra, antes de tomarem algum grau, fossem obrigados a jurar defender a Imaculada Conceição, Mãe de Deus, como se alguma ameaça pairasse sobre ela.

Os feriados identitários, como o 1.º de dezembro e o 5 de outubro foram extintos por um bando de cobardes para quem a Pátria não conta, mas resiste o feriado de 8 de dezembro dedicado à Virgem que tem mais heterónimos do que Fernando Pessoa.

A provisão de 25 de Março de 1646, que mandou tomar por padroeira do reino “Nossa” Senhora da Conceição, mantém-se em regime laico e republicano com a manutenção de um dos feriados com que Salazar comprou a cumplicidade da Igreja. Só os 50 cruzados de ouro foram substituídos por privilégios fiscais e outos.

9 de Dezembro, 2012 Carlos Esperança

Vaticano – Último Estado totalitário da Europa

“Pedofilia é pior que o crime de fotocopiar”, diz Gianluigi Nuzzi

Há um ano, Gianluigi Nuzzi revelou, no seu programa de televisão, uma carta secreta do núncio apostólico Carlo Viganò ao Papa. Nos meses seguintes, bombardeou o mundo com cartas e documentos confidenciais de Bento XVI, expondo um Vaticano de traições, guerras de poder e influência de máfias. Nunca revelou as suas fontes, mas presos na Santa Sé estão já Paolo Gabriele, mordomo do Papa, que alegadamente fotocopiou tudo, e o informático Claudio Sciarpelletti.

Na apresentação do seu livro “Sua Santidade”, em Portugal, Nuzzi acusou o Vaticano de só ter agido contra os denunciadores.