Loading
10 de Julho, 2013 Carlos Esperança

Ex-muçulmanos contra o islão

Por

Kavkaz

Este sábado, dia 6 de Julho de 2013, surgiu em França uma nova organização social. Cerca de 30 muçulmanos fundaram o “Conselho de ex-muçulmanos da França”.

O objectivo principal desta organização é a luta dos que abandonaram a sociedade islâmica pelo direito a serem ateus e a criticar o islamismo. “Nós representamos um grupo de ateus e não religiosos que, por diversas vezes, sofreram ameaças e muitos de nós foram presos por blasfémia”, disse um dos constituintes do Conselho.

O símbolo do movimento é François-Jean Lefebvre de La Barre, um jovem aristocrata francês de 21 anos, que foi enforcado em 1 de Julho de 1766 pelo regime judiciário francês “por cantar canções zombeteiras à passagem de procissões”. Este acontecimento serviu de pretexto aos militantes revolucionários para tentarem desacreditar o regime monárquico e a religião católica.

O blogger palestiniano Waleed Al-Husseini é o herói e fundador deste Conselho que esteve preso vários meses em 2010 por acusação de blasfémia na internet. Entre os membros do Conselho estão ex-muçulmanos emigrados de Marrocos, Argélia, paquistão, Irão, Senegal e outros países.

O emblema da organização é o contorno do país onde se encontram, a França, com meia lua vermelha inserida e as letras EX. Existem conselhos idênticos na Alemanha e na Grã-Bretanha.

Os ex-muçulmanos têm a sua página no Facebook: “Conseil des Ex Musulmans de France”.

É uma vitória para os ateus, os livres pensadores, os humanistas, para os ex-muçulmanos que decidiram tomar a posição da razão, dos direitos humanos, pela laicidade.

9 de Julho, 2013 David Ferreira

Um mundo de mentiras e ilusões

Vivemos num mundo onde reina a mentira e prolifera a mediocridade; um mundo onde a vontade de uns poucos se insinua à de muitos ao vender a ilusão da necessidade de uma realidade sociocultural generalizada e em comunhão com a sua visão.

Neste mundo, o pensamento comunitário conforme a um determinado e ambicionado status quo é negociado como imprescindível ao indivíduo, como forma de alcançar uma existência mais gratificante ou como medida necessária a uma integração social mais plena, reconfortante e imune a depreciação.

Esta persuasão à convergência do pensamento e dos comportamentos no sentido de uma exclusiva realidade sociocultural comum a um determinado grupo, é um incesto existencial que gera mediocridade e tolhe a evolução saudável. Vemo-la por todo o lado, na política, na economia, na religião, na comunicação social, no desporto, nas artes, na moda, no Homem. Isto só é possível globalizando a necessidade da mentira e perpetuando essa ilusão.

Como resultado, neste mundo de mentiras e ilusões, a quantidade substitui a qualidade, unifica e certifica a trivialidade e aduba o preconceito ao inferiorizar as minorias e ridicularizar o diferente.

Este mundo de ilusão só existe porque, para a mentira vingar, alguém tem de crer nela. Este mundo só existe porque está pejado de crentes.

9 de Julho, 2013 Carlos Esperança

A ICAR e o aborto

O aborto é pecado por serem mulheres. Se fossem homens era um sacramento.

http://www.elmundo.es/america/2013/07/06/noticias/1373086303.html

La violación de una niña de 11 años reabre el tema del aborto en Chile | Noticias | elmundo.es
www.elmundo.es
Diário de uns Ateus – Nem a violação ou a idade de uma criança inspira um módico de humanidade nas criaturas pias.
9 de Julho, 2013 Carlos Esperança

Os cristãos continuam à espera do seu “D. Sebastião”

Por

Kawkaz
Na História de Portugal houve um rei, D. Sebastião, muito jovem e inexperiente da vida, vítima mortal da fé cristã e das suas ilusões desastrosas. Aquele rei planeou e efectuou uma cruzada pelo actual país de Marrocos e foi derrotado pelos muçulmanos na batalha de Alcácer-Quibir em 1578. O seu desaparecimento levou à perda da independência de Portugal para a dinastia Filipina espanhola (1580-1640) e ao nascimento do mito do Sebastianismo, a lenda que afirmava que o rei D. Sebastião ainda se encontrava vivo, apenas esperando o momento certo para voltar ao trono de Portugal e reinar de novo.

Os cristãos têm uma lenda idêntica. Eles esperam pelo monarca deles, Jesus Cristo, afirmam-nos que ele ainda estará vivo, apesar de nunca conseguirem indicar-nos o lugar concreto do seu paradeiro, garantem-nos que um dia voltará para restabelecer a monarquia. É o mito cristão do “Jesuanismo”. Os séculos passam e os crentes à espera, até ajoelhados, do regresso do rei deles “como um ladrão da noite”.

Os cristãos anseiam por um rei. Não concebem a plenitude de serem cidadãos do mundo. Afirmam-se vassalos e adeptos duma monarquia e do monarca aceite por eles. Esta ideia da vassalagem está bem enraizada nos crentes. Fazem-no até intuitivamente.

Um exemplo desta mentalidade “Jesusanista” incutida e inserida nos cristãos está na foto apresentada. Trata-se da actual construção duma nova igreja em Miraflores, ao lado de Algés, Portugal. No anúncio pode ler-se “Paróquia de Cristo Rei de Algés”. Todos sabemos que em Algés há eleições e o regime vigente é a democracia constitucional. Os habitantes daquela localidade são cidadãos e são governados por republicanos eleitos em sufrágio universal. No entanto, as religiões continuam a iludir os crentes. Em vez de falarem verdade e tratarem as pessoas por cidadãos, que são, alimentam a ideia dos cristãos serem vassalos de um “Rei” lendário e apelidam os cristãos de “ovelhas dos pastores”. Os crentes permitem e até gostam que os rebaixem! Têm complexos de inferioridade.

DSC01639_Igreja_igreja_igreja

8 de Julho, 2013 Carlos Esperança

DO EGITO E DO MUNDO ÁRABE

Por

João Pedro Moura

1- O problema do Egito, e dos países árabes em processo revolucionário, é o seguinte:

quando conseguem liberdades políticas e vão para eleições, ganham os partidos islamitas…

… E ganham porque a mentalidade arabesca é intrinsecamente reacionária e avessa a mudanças. Só uma minoria, mais intelectualizada, mais ocidentalizada, mais rica e desfasada do islamismo é que não vota nos partidos islamitas.

A civilização árabe, chamemos-lhes assim, é a única do mundo em que nos processos revolucionários políticos e modernos, a massa popular vota em políticos afetos à hedionda escumalha islâmica, quero dizer, em liberticidas…

Obviamente, é um atavismo genético qualquer. Senão, votariam em partidos democráticos e liberais, como acontece nas outras regiões e grupos civilizacionais normais…

… E não há nenhuma maneira de alterar isto!…

… Porque há povos que serão sempre atrasados e um atraso de vida!…

… Enquanto há outros povos progressistas, que trabalham, que estudam, que desenvolvem os seus países…

2- O Morsi egípcio só não entrou a “matar” porque ele sabe que afugentaria os turistas, grande pilar da economia egípcia. Então, entrou suavemente, com boas relações internacionais e omitindo Israel, por ora…

… Mas, até agora, esteve a montar uma complexa arquitetura política e administrativa, favorável à hedionda escumalha islâmica…

… Mas teve duas oposições: uma grande, popular, mas minoritária, composta pelos afetados pelo esboroamento turístico e demais modernizados do sistema; outra pequena em número populacional, mas de influência determinante, as Forças Armadas, completamente desafetas à “hedionda”, FA essas compostas por dirigentes militares, formados em escolas militares ocidentais e adeptos do “life style” moderno e desligado do islamismo.

E, nas manifestações, temos 2 tipos, os anti-Morsi, compostos por uma imensidão masculina e muito poucas mulheres, sistematicamente de cabeça destapada e vestes ocidentalizadas. Estes manifestantes representam o Egito minoritário e derrotado politicamente, mas buliçoso pelo desejo de melhorias económicas e (algumas…) liberais; e o outro tipo de manifestações, composto pela imensidão islâmica, frequentemente de barbudos e (re)vestidos de roupa tradicionalista, mais um contingente notório de mulheres sistematicamente (re)vestidas com as suas vedações têxteis, da cabeça aos pés, orgulhosas da sua condição subserviente, marcando o seu apego ao islamismo e seus façanhudos políticos…

 

3- Enquanto na Turquia há uma maior congruência entre a massa maioritária islâmica e o seu poder político, por um lado, que são moderados, e os modernizados do sistema, completamente ocidentalizados, mas que são uma minoria muito influente duns 30%, por outro, mas que, mesmo assim, ainda provocam tricas entre eles, no mundo árabe vigora a abjeção social de costumes conservadores e reacionários, que abrangem a grande massa do povo, ávido de figuras carismáticas e tutelares que os conduzam ao aprisco terráqueo, mas com pão, coisa cada vez mais difícil de ocorrer, a partir do momento em que se introduz a liberdade no sistema… e não há petróleo suficiente para sustentar tanta gente…

 

8 de Julho, 2013 Carlos Esperança

D. Manuel III e a sé de Lisboa

Começou mal a patriarcar a sé de Lisboa o Sr. D. Manuel III, da dinastia dos Manuéis. A missa era a peça de abertura do espetáculo pio que lhe cabia abrilhantar no coliseu da fé – o Mosteiro dos Jerónimos. Bastavam os pios funcionários de Deus a brilhar nas vestes femininas, com que têm o hábito de se travestir, para transmitirem o colorido exótico de que a missa precisava para refulgir na televisão a cores.

O paradoxo esteve na assistência. Eram restos do governo morto, com um presidente em estado terminal. Eram primeiras figuras do Estado laico a tornarem-se as últimas de um regime que teimam em inumar. Eram homens e mulheres que juraram respeitar a CRP, a pôr as mãos, a fazer flexões a toque de campainha, a balbuciar orações ao ritmo da peça, de joelhos, como apraz à fé, e de rastos como gostam os padres e se destrói a laicidade e a honra.

Alguns, de olhos vagos e esgares medonhos, afocinharam junto à patena que protegia o cálice donde saíram hóstias transubstanciadas por sinais cabalísticos do último Manuel, sem que o alegado sangue se visse a pingar da comissura dos beiços ou se adivinhasse a carne a errar pelo aparelho digestivo e a fazer o trânsito intestinal.

O Manuel e acompanhantes foram recebidos com palmas. Foi a primeira vez, depois de tanto tempo, que insultos deram lugar aos aplausos, no ambiente lúgubre que a luz das velas tornava mais tétrico. Quem desconheça os hábitos canónicos há de ter pensado que a joia arquitetónica do templo se convertera numa casa de alterne e que a estrela do espetáculo era a primeira bailarina.

Não foram os incréus que desonraram o espetáculo pífio, foi o bando subserviente que, ao prestar vassalagem a uma religião particular, cobriu de opróbrio o Estado e a Igreja.

À falta de colunas vertebrais salvaram-se as colunas de pedra do esplendor manuelino, a ossatura da joia arquitetónica que, no espetáculo de abertura do novo gerente da Sé de Lisboa, foi convertida num circo para arlequins mediáticos.

8 de Julho, 2013 Carlos Esperança

A primeira missa do Patriarca de Lisboa

Consta que 278 padres e bispos e 65 diáconos foram o ornamento pio do Sr. Dr. Manuel Clemente quando ontem rezou a 1.ª missa como patriarca de Lisboa.

Além dos referidos empregados da diocese estavam presentes, na condição de créus, os Srs. Paulo Portas, Cavaco Silva e Passos Coelho, por ordem decrescente de importância.

Não sei se a missa de um patriarca tem atrativos litúrgicos que aliciem a freguesia mas a presença não deve ser alheia aos pecados dos réprobos e ao peso da consciência.

Se a missa é lixivia suficiente para limpar nódoas a tais personagens, podem continuar a arruinar o País porque não há nódoa que uma confissão bem feita, o arrependimento sincero e a penitência cumprida não limpem.

No Vaticano, as missas e indulgências são a terebentina que na igreja lava os pecados (nódoas da alma) e no IOR o dinheiro de origem suspeita.

A Presidente da Assembleia da República, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o Presidente do Tribunal de Contas e o ministro da Segurança Social foram as figuras de Estado que, segundo a comunicação social, se juntaram aos três crentes já referidos no festival litúrgico da primeira missa do novo patriarca.

Os pecadores têm todo o direito às missas e complementos pios que lhes aprouver, mas não podem invocar a qualidade de altos dignitários do Estado sob pena de converterem o país num protetorado do Vaticano. Podem viajar de joelhos e rezar novenas mas não podem invocar uma condição que transforma o país laico numa sacristia.

Talvez não saibam o que é a ética republicana.

7 de Julho, 2013 Carlos Esperança

Guerra Junqueiro – um poeta a recordar

Faz hoje 90 anos que faleceu Guerra Junqueiro, um dos mais populares poetas do seu tempo.

Zurziu a Igreja católica com a mesma sanha com que Maomé se atirou ao toucinho. A Velhice do Padre Eterno é uma referência da poesia anticlerical.

Contou Tomás da Fonseca, a grande referência da luta contra o clericalismo, que Guerra Junqueiro lhe disse um dia: «aos padres, com a barriga cheia, tanto lhes dá que as pessoas da Trindade sejam 3 como 300.

7 de Julho, 2013 Carlos Esperança

NOVA REINCARNAÇÃO DO CARDEAL CEREJEIRA

Por

A. Horta PintoD.Clemente

Já conhecíamos a filosofia política do anterior Cardeal Patriarca José Policarpo, traduzida em aforismos tais como: “não se resolve nada contestando” e “Não vos revolteis!”.

Ontem tomou posse o seu sucessor, Manuel Clemente, num momento em que a sociedade portuguesa se encontra profundamente dividida entre a direita e a extrema direita, que querem à fina força recauchutar o atual governo, e o centro e a esquerda, que pretendem eleições antecipadas.

O novo Patriarca, logo no dia em que tomou posse, fez questão de tomar partido: rodeado de um grupo de jornalistas, declarou perante as câmaras das televisões que o atual governo tem legitimidade democrática e que a solução para a crise política deve ser encontrada dentro do atual quadro parlamentar. Nada de eleições, portanto.

Temos, assim, mais do mesmo: a Santa Madre Igreja como sustentáculo da direita reacionária.

Nada que não se esperasse. Mas se dúvidas houvesse em alguns espíritos mais ingénuos, Sua Eminência fez questão de as dissipar logo no primeiro dia.

O espetro do sinistro Cardeal Cerejeira continua pois a pairar sobre a igreja católica portuguesa.