Papa Francisco dedicará o mundo à Nossa Senhora de Fátima
Depois de mandar cristãos olharem somente para Jesus, Papa celebra a Jornada Mariana.
Após sua celebrada passagem pelo Brasil, na Jornada Mundial da Juventude, o papa Francisco fará parte de outra jornada. O Bispo da Leiria-Fátima, em Portugal, Dom Antonio Marto, anunciou que dia 13 de outubro haverá uma grande celebração no Vaticano.
A imagem de Nossa Senhora de Fátima, que teria aparecido para revelar três “segredos” a três crianças no início do século passado será levada a Roma. O papa, então, dará início à Jornada Mariana (JM). O ponto alto será a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria.
Diário de uns Ateus – A Arábia Saudita também será dedicada à Senhora de Fátima? E a Associação Ateísta Portuguesa?
O cónego Eduardo Melo foi um ditoso membro do cabido da Sé de Braga, um homem de ação, com provas dadas no Verão “quente” de 1975. Sabíamo-lo ao serviço de Deus e da sua Igreja, da fé e da sua difusão, do clero e dos seus interesses.
Coerente.
Sem medos.
Sem falsos pudores.
Em explosões constantes de proselitismo.
Sabíamo-lo o braço armado da Providência e o guardião da moral e dos bons costumes. Com muitos como ele ninguém lamentaria hoje a mancha negra na História de Portugal, como Sua Reverência considerava, em muitos aspetos, o 25 de Abril. Só não sabíamos que a sua santa alma pudesse explodir em desabafos de incontida admiração.
«O Dr. Salazar foi um estadista insigne, com um grande sentido de Estado e uma inigualável noção de autoridade », afirmou o Sr. Cónego Melo, defendendo outra vez um pulso forte como foi o dele.
Se ninguém duvidava dessa admiração, desse respeito, dessa gratidão, o que terá levado um homem de tanta devoção e provas dadas ao serviço do divino a prestar essa pública homenagem?
Há uma explicação plausível.
Tendo Deus deixado de o ouvir, ao longo de mais de três décadas, foi perdendo a fé.
Valeu-lhe o Dr. Mesquita Machado para lhe erigirem uma estátua condenada ao destino de outra que esteve em Santa Comba Dão. Na cidade que ignorou Salgado Zenha, uma referência ética e patriótica da luta contra a ditadura e da consolidação da democracia, é altura de se erguer um memorial ao padre Max e à sua aluna Maria de Lurdes, vítimas do terrorismo fascista do MDLP, associação de que o cónego Melo era avençado.
Assim, quando uma estátua voar nos céus da cidade dos arcebispos, ficarão os nomes do padre Max e de Maria de Lurdes como símbolos dos sonhadores de utopias.
O cardeal Antonio María Rouco Varela, bispo de Madrid, um dos mais reacionários de Espanha e do mundo, abriu feridas insanáveis com a ajuda de Ratzinger, ao canonizar e beatificar, em doses industriais, defuntos admiradores de Franco.
Foi um ato deliberado contra a democracia e, na pressa, nem todos eram aconselháveis para os altares apesar da generosidade com que Bento XVI elevou fascistas à santidade.
Podia ter-se ficado por Escrivà, a quem devia favores e dinheiro, apesar da conivência com a ditadura e o ditador, e poupado a Espanha ao reavivar de memórias dolorosas de quem viveu horrores praticados dos dois lados da guerra civil.
Depois apareceu outro Varela, a quem também não faltam vestes talares e a nostalgia do ditador cruel que, depois de ganhar a guerra, nunca mais perdeu o espírito sanguinário.
O juiz de instrução do Supremo Tribunal, Luciano Varela, levou a julgamento Baltasar Garzón, por ter decidido investigar os desaparecidos da guerra civil e do franquismo, ‘violando a lei de amnistia geral de 1977’. Faltava este Varela para evitar que os crimes de um dos mais sanguinários ditadores do século passado fossem conhecidos com rigor.
Exultaram os franquistas, incluindo a maioria do clero, que assistiram à democratização de Espanha, convictos de que Franco era o enviado da providência divina. O fascismo ainda vive nas Forças Armadas, nos Tribunais e nas Universidades que permaneceram intactas, tal como a Igreja católica, e se mantêm redutos sólidos do fascismo espanhol.
Quando o juiz Baltasar Garzón, certo de que os crimes contra a humanidade não deviam prescrever, resolveu exumar os crimes da Guerra Civil, com a mesma coragem com que perseguiu os da ETA, viraram-se contra si os carrascos que logo rejubilaram.
O julgamento de Baltazar Garzón foi um um libelo contra a democracia e o direito dos descendentes das vítimas à verdade, a vingança mesquinha contra um juiz que, ao ser afastado, perdeu o direito à proteção policial e ficou sujeito às balas dos inimigos.
Era talvez isso que os algozes queriam. Bastou ao Varela de toga poder ter feito o que o Varela de mitra não conseguiu. Nem o escândalo internacional, nem a indignação dos descendentes das vítimas, nem a estupefação de magistrados democratas o demoveu. O ódio velho não cansa.
Hoje, com Baltazar Garzón irradiado, a lei da Memória Histórica beneficia a proteção dos carrascos que executaram milhares de espanhóis por razões ideológicas, depois de terem derrubado a República sufragada pelo voto.
Em Espanha, com as conivências conhecidas, ficam impunes os crimes do franquismo. Nem sequer se podem investigar para que a História os registe.
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