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30 de Setembro, 2007 Hacked By ./Localc0de-07

Bíblia e problemas genitais

Existem temáticas fascinantes na bíblia, e as alusões aos genitais são simplesmente sublimes. O cristianismo exerce um sectarismo hediondo em todo e qualquer campo, e genitalmente não será diferente. Qualquer cristão já terá certamente indagado sobre a questão dos testículos trilhados, tema de importância suprema em qualquer contexto, ou mesmo sobre pénis cortados.

Embora no calhamaço bíblico se encontre muito texto, nas secções realmente interessantes existem resumos, de resumos, provavelmente de outros resumos, assustando o tamanho do livro quando se lê “No princípio criou Deus os céus e a terra.“, e quanto a detalhes nem em rodapé, invertendo a importância a exemplo nos sacrifícios de animais, as páginas alusivas ao tema são mais que muitas e incrivelmente maçadoras, para além de poderem fazer com que se perca o apetite, textos soberbos para quem quer fazer um jejum ou dedicar-se ao vegetarismo, tripas e sangue, sangue e tripas, página após página de carnificina.

Talvez um teólogo futuramente detalhe melhor esta questão importante dos testículos trilhados e pénis cortados, sabendo-se apenas de antemão que tais acontecimentos impossibilitam a entrada na congregação do senhor. Aconselharia às Igrejas Cristãs a contratação de Avaliadores de Genitais, sabe-se lá se não estarão entre puros cristãos um ou outro homem com os testículos trilhados ou com o pénis cortado.

Deuteronómio 23:1 “Aquele a quem forem trilhados os testículos, ou cortado o membro viril, não entrará na congregação do senhor.

Também publicado em: LiVerdades

30 de Setembro, 2007 Ricardo Alves

Matar pessoas é matar pessoas

O senhor Sik Kok Kwong, líder dos budistas de Hong Kong, afirmou que «para os budistas, disparar contra monges inocentes é como derramar sangue de Buda», e que «os responsáveis por isso irão para o inferno de Avici» (que é o reservado para os piores crimes).

Que raio de ideia. Quero lá saber do sangue do Buda. Matar pessoas é matar pessoas, sejam monges ou não, estejam vestidas de laranja ou não. Será que um monge é algo mais do que uma pessoa?

[Esquerda Republicana/Diário Ateísta]
30 de Setembro, 2007 Carlos Esperança

Às centenas é mais barato

Mais de 80 Bispos espanhóis estarão no Vaticano, no próximo dia 28 de Outubro, para a beatificação de 498 mártires da perseguição religiosa no país, entre 1931 e 1939. Trata-se da beatificação conjunta mais numerosa da história da Igreja.

De Espanha, todos os franquistas de mitra e báculo vão rastejar até ao covil do Vaticano para assistirem à beatificação de 498 mártires espanhóis. É uma orgia mística dirigida pelo artesão de santos – o vetusto cardeal português Saraiva Martins.

Pensam os bem-intencionados que se trata apenas de uma farsa para estimular a piedade dos devotos embrutecidos pela fé e cegos pelo delírio místico. Nada disso. O que está em causa é a mais descarada campanha política contra a Espanha laica e democrática. É a exibição de força da Conferência Episcopal Espanhola e uma cruzada do Opus Dei e seus sequazes contra a progressiva secularização espanhola.

Seria injusto não reconhecer a violência fanática de quem assassinou bispos, padres e freiras na guerra civil espanhola. Não há perdão para a orgia de sangue e horror desses tempos, mas a violência e as atrocidades foram comuns aos dois lados da barricada com duas agravantes para o clero fascista que vê agora elevar aos altares as vítimas inocentes e as inventadas do seu lado:

1 – Os fascistas, com o apoio da Igreja católica, em especial o Opus Dei, derrubaram o Governo legal;

2 – Durante anos, continuaram a assassinar anarquistas, socialistas, comunistas e simples soldados ou simpatizantes do Governo legal (centenas de milhar).

A beatificação de 498 cadáveres não é um acto gratuito no circo dos milagres, é uma ofensa aos que caíram do outro lado e uma provocação ao actual Governo. B16 mostra que mantém firmes as convicções que levaram um jovem adolescente às fileiras das tropas nazis.

29 de Setembro, 2007 Carlos Esperança

Carta de um leitor

«Acho que o DA atingiu um limite incotrolável de agitadores (sobretudo o Baltazar…).
Recorre com frequência ao insulto soez, do mais ordinário que julgamos aparece por aqui, como por exemplo “são todos paneleiros”.

Não se pode admitir! Isso é pernicioso para o nosso espaço e urge fazer regras e impô-las e esses energúmenos sem escrúpulos que se cozinhem nas ordens e sacristias mas não venham com essa dialéctica indecente e perturbadora.

Quem usa essa terminologia é excluído. Por normas ditas e repetidas se necessário. É preciso criá-las e cumprí-las». (Leitor identificado)

Nota: Apesar da benevolência dos ateus para com os católicos, cuja má-criação é muito mais benévola do que as perseguições e fogueiras, não vamos continuar a tolerar a grosseria e as obscenidades.

28 de Setembro, 2007 Carlos Esperança

Capelães e capelanias

A Constituição da República Portuguesa não determina que o Estado é obrigado a prestar assistência religiosa aos portugueses nem diz que a mesma é tendencialmente gratuita, com ou sem taxa moderadora.

A sustentação do culto é um dever dos crentes, através do dízimo, da côngrua ou de qualquer outra forma de pagamento, por prestação de serviços, e nunca comparticipada a 100% por serviços do Estado, seja nas Forças Armadas, nos hospitais ou nas prisões.

Ao Estado incumbe o dever de assegurar a liberdade de culto a todos os crentes, em igualdade de circunstâncias e, ao mesmo tempo, defender o direito dos cidadãos a terem a religião que quiserem, enquanto entenderem, sem risco de mudança, de apostasia ou, mesmo, de serem hostis.

A vergonhosa herança da promíscua ligação da ditadura salazarista com a Igreja católica, através de uma Concordata que dava ao Governo o direito de recusar os bispos que a Igreja propusesse para as dioceses, legou ao país uma série de capelães pagos pelo erário.

O major-general Januário Reis Torgal é o comandante-chefe dos católicos fardados e o único general que é nomeado pelo chefe do Estado do Vaticano e não pelas autoridades portuguesas, uma cedência de soberania absolutamente inaceitável.

Portugal tem exactamente 193 capelães a mais como diz hoje Fernanda Câncio, no DN.