Por
Stefano Barbosa
Bancada evangélica exorcizando o Congresso Nacional…
Na vida como no amor o principal é a reciprocidade. A igualdade e a justiça dependem dela.
A plurigamia repugna-se mas resigno-me se os homens e as mulheres tiverem o mesmo tratamento jurídico. O adultério é um ato de traição mas se a anuência for mútua não o estigmatizarei.
Os deuses são falsos e as religiões fraudes organizadas mas se as mulheres e os homens tiverem direitos iguais tornam-se toleráveis e passam a meras multinacionais para venda e divulgação de orações.
O direito de repúdio de uma mulher só é infame e infamante porque não é permitido à mulher o direito de repudiar o homem.
Sem casamento não há divórcio mas, aceitando a legitimidade de um, tem de se aceitar o direito ao outro.
Se os símbolos religiosos entram nos edifícios públicos o busto da República deve estar presente nas igrejas. Se as paredes das escolas têm crucifixos as capelas devem ter fotos do Presidente da República. Se a imagem da Senhora de Fátima viaja pelas paredes dos hospitais a primeira-dama deve ter a fotografia nas paredes das sacristias.
A toponímia das nossas cidades está pejada de santos e referência religiosas. É altura de as paróquias começarem a denominar-se Afonso Costa, República e Joaquim António de Aguiar.
Um bispo dá nome a largos, Voltaire pode designar as novas igrejas. O Papa entra na toponímia de uma cidade, a Praça de S. Pedro pode passar a chamar-se Garibaldi.
Não é justo que o espaço público fique saturado de santos, beatos, bispos e papas e a ICAR ignore nomes que evocam a liberdade e a cultura, de Machado Santos a Salgueiro Maia, de Voltaire a Raul Rego, de Tomás da Fonseca a Saramago.
A nova basílica de Fátima devia ter sido consagrada ao livre-pensamento – um espaço de liberdade – em vez de à improvável Santíssima Trindade.
Se forem proibidos pagodes, igrejas, sinagogas, enfim, templos de qualquer religião e espaços antirreligiosos, não faz sentido que sejam consentidas mesquitas para quem não aceita outra religião e impõe violentamente a sua.
Com que finalidade Deus criou o Homem?
Porque lhe deu o nome de Adão?
Se a intenção foi criar um produto único, deveria ficar-se apenas por “Homem”!
Deus criou a Mulher a pedido do Adão. Então isto demonstra incapacidade de previsão à distância.
Se o planeta já estava repleto de bicharada com machos e fêmeas, qual a vantagem em criar mais um animal de estimação? Seria esse deus nessa data ainda uma criança brincalhona ou já seria um velho manipulador?
Enviado por Stefano Barbosa:
Segundo leio, a Igreja Ortodoxa cipriota prepara-se para contribuir para a salvação (literalmente) da ilha. E não se trata de salvar o país das chamas do inferno, é salvação mesmo.
O Zé Policarpo costuma ler os jornais? Ou assobia para o lado?
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