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Categoria: Não categorizado

30 de Março, 2014 José Moreira

A Metáfora

Confesso que não li a Bíblia. Ou antes, ainda não ti a Bíblia toda. Pela singela razão de que não gosto de prosseguir a leitura de um livro ser ter compreendido devidamente a leitura anterior. Ora, na Bíblia empanquei naquela parte que diz que Caim, depois de ter matado Abel e de Javé se ter chateado com ele quando descobriu, o que

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quer dizer que aquela cena do “Deus sabe tudo” é uma brande treta, dizia eu que Caim foi, segundo a Bíblia, ter à terra de Node. Aí conheceu sua mulher, mas em lado nenhum  diz donde veio essa mulher, o que é estranho se considerarmos que até ao episódio em questão só havia três pessoas à face da Terra, ou seja, Eva, Adão e Caim, já que Abel tinha entrado em defunção. Ora, não compreendendo isto, acho que é meu dever ético não prosseguir a leitura, não vá a compreensão do episódio fazer falta para compreender os episódios que, fatalmente, hão-de seguir-se.

Compadecido com as minhas dúvidas, e ansioso por que eu voltasse às sagradas leituras, o meu amigo Libório, católico confesso a compulsivo, elucidou-me: “Não tens de te preocupar. Até ao episódio de Abrão, a Bíblia é uma metáfora, nada daquilo é verdade. Só a partir de Abraão, ele incluído, é que passa a ter  foros de verdade, ou seja, tudo aquilo aconteceu mesmo!”

Acabei por me tranquilizar, mas logo outra dúvida me surgiu:

– Olha lá, Josué é antes ou depois de Abraão?

– É depois, naturalmente! Abrão é referido no Génesis, ao passo que Josué só surge no Êxodo.

– Então – prossegui eu – se tudo o que acontece após Abraão é verdade, parece não haver dúvidas de que o Sol anda à volta da Terra, e não o contrário.

E sem lhe dar tempo:

– Porque em Josué 10:12 refere-se que “Então Josué falou ao Senhor, no dia em que o Senhor deu os amorreus nas mãos dos filhos de Israel, e disse na presença dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeom, e tu, lua, no vale de Ajalom.” Ora, a Lua toda a gente sabe que gira à volta da Terra; quanto ao Sol, se Josué também o mandou parar é porque ele é que anda.

O meu amigo ficou de me dar uma resposta mais tarde.

21 de Março, 2014 Luís Grave Rodrigues

Crucifixo

16 de Março, 2014 Luís Grave Rodrigues

Realidade

13 de Março, 2014 Luís Grave Rodrigues

Universo

13 de Março, 2014 Carlos Esperança

Francisco – o Papa que a propaganda esperava

O 1.º aniversário do pontificado do papa Francisco é o pretexto para acelerar a máquina de propaganda que, há um ano, ganhou novo fôlego, quando Bento XVI preferiu manter a cabeça e abdicar da tiara, do anel e do alvará pontifícios.

Hoje, um ano depois de lhe ter sido conferido o diploma para criação de cardeais, beatos e santos, a comunicação social portuguesa atesta que os autóctones o querem em Fátima no 1.º centenário das aparições que, em 1917, ajudaram a combater a República e, mais tarde, o comunismo, como se não houvesse portugueses indiferentes à agenda católica e às celebrações litúrgicas.

Francisco era o Papa de que a Igreja de Roma precisava para o transformar numa estrela pop, à semelhança do que havia feito com João Paulo II. Adoram-no, porque se chama Francisco, como o venerariam se tivesse escolhido o nome de Roberto; exultam quando diz a palavra ‘homossexual’, como sucederia de dissesse ‘valha-me deus’, em calão, à semelhança do soldador a quem cai um pingo de solda num olho; arfam beatos, quando fala, como palpitariam se ficasse calado.

Cria cardeais e não interrompeu a indústria da santidade. Defuntos antigos continuam a fazer milagres prodigiosos e a ser elevados aos altares. Pecadores endemoninhados são curados por imposição das mãos papais. Os exorcismos continuam a ser uma terapêutica pia, para os males da alma, como o chá de cidreira para as moléstias do corpo, em meios rurais, onde minguam drogas mais elaboradas.

O obscurantismo e a superstição permanecem, embalados em sorrisos, divulgados pela máquina de propaganda, enquanto os crentes veem, nas vestes talares, o sinal divino dos negócios pios.

Pouco há a esperar de um mundo misógino onde os celibatários se julgam guardiões da moral e juízes dos valores sociais. A igualdade entre homens e mulheres terá de esperar neste estranho mundo onde são femininas as vestes, masculinos os atores e coloridas as vaidades.

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11 de Março, 2014 José Moreira

Confissões…

Para descontrair…

 

Um padre recebeu um pedido urgente para ministrar a extrema-unção e como não podia deixar o confessionário vazio, pediu ao rabino vizinho, seu amigo, que ficasse no seu lugar.
— Você também é um sacerdote do mesmo Deus e acredito que não haverá problemas. Ouça umas confissões comigo e você vê como é que se faz.
O rabino sentou-se ao seu lado e observou cuidadosamente enquanto o padre recebia as confissões.
— Padre, eu cometi adultério.
— Quantas vezes?
— Três vezes.
— Reze duas avé-marias, ponha cinco euros na caixa das esmolas e não peque mais.
Mais tarde, outra mulher confessa ter cometido adultério.
— Quantas vezes? — pergunta o padre.
— Três vezes.
— Reze duas avé-marias, ponha cinco euros na caixa das esmolas e não peque mais.
Mais algumas confissões e o rabino declara-se capaz de substituir o padre e, momentos mais tarde, recebe a primeira senhora no confessionário.
— Padre, eu cometi adultério — confessa ela ao rabino.
— Quantas vezes?
— Ora, uma vez!
— Então vá lá e faça mais duas vezes, que estamos com uma promoção especial esta semana: três por cinco euros!