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Dia: 13 de Março, 2007

13 de Março, 2007 Carlos Esperança

A Polícia Judiciária e a Senhora de Fátima

Mal apareceu aos pais a bebé raptada logo a Senhora de Fátima, em barro e tinta, entrou no quarto, a fingir que esteve interessada na investigação.

A D. Isaura Pinto, mãe da criança que uma psicopata lhe roubara, saiu de Senhora de Fátima em riste, a dar graças, a mostrar a fé de quem sabe que tudo o que acontece é por vontade de Deus, por intermédio daquela virgem que não punha a cabeça dos rapazes à roda mas era capaz de fazer o Sol dar cambalhotas.

Vai agora ao santuário de Fátima, à feira dos embustes, agradecer à Virgem o mérito da PJ, sem se queixar da patifaria onde a tal, de Fátima, teve então tanta culpa como agora tem de mérito.

Ficámos a saber que o baptismo não é um placebo, como julgam os ateus, é a pista para descobrir delitos. Se a criança não precisasse de bilhete de identidade para mergulhar na água benta não seria tão cedo descoberto o crime. Foi a falta de identificação que coibiu a ladra de dar um sacramento à criança antes de a levar às vacinas. O povo perdoa à mãe que esqueça as vacinas com que se previnem as doenças mas não tolera que esqueça o baptismo com que se faz a profilaxia do Limbo.

Nas tragédias de todos os dias entram sempre as comédias da fé e as imagens pias para fazerem a publicidade das aldrabices da religião.

Quando a tragédia do rapto de uma criança aconteceu foi o Diabo que estava detrás da porta, quando a PJ descobriu o crime foi a Senhora de Fátima que apareceu à janela.