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Dia: 24 de Fevereiro, 2007

24 de Fevereiro, 2007 Helder Sanches

Jesus, Séc. XXI

Ajoelhem-se e rezem ou ergam os braços aos céus e gritem “Aleluia”, conforme preferirem. O Filho de Deus chegou! Desta vez não vem para fazer milagres ou falar em parábolas; o objectivo é educar(!) e, no processo, arrecadar uns milhões, viver bem e gozar a vida (eterna).

José Luis de Jesus Miranda auto intitula-se o verdadeiro Jesus, filho de Deus, regressado após dois mil anos. Até aqui, pode-se dizer, tudo bem. Em todo o mundo devem ser milhares os loucos ou esquizofrénicos que, anualmente, alegam tamanha identidade. O que já não é muito habitual é que milhares de pessoas os sigam em diversas partes do globo.

Mais de 300 congregações em mais de 20 países, um canal de satélite a transmitir 24 horas por dia, um programa de rádio e diversos sites na internet, dizem bem das proporções da paranóia à volta da Growing in Grace (Crescendo em Graça), nome da sua organização.

Homem suficientemente irónico para não esconder a sua tatuagem com o número dito da besta, o Zé controla todos os aspectos da sua organização, como bom empresário que se preze, e certifica-se que a recolha de dádivas é executada logo no inicio das cerimónias, onde aceita cartões de crédito, não vá algum dos adoradores esquecer-se de levar consigo dinheiro vivo.

Sinceramente, tenho alguma dificuldade em criticar o Zé. Ele até prega que o Diabo, o Inferno e o pecado não existem, as orações são uma perca de tempo e que os 10 Mandamentos são irrelevantes! Posso qualificá-lo como charlatão e pouco mais. Já para os seus seguidores, encontro uma série de adjectivos para os qualificar.

(Diário Ateísta/Penso, logo, Sou Ateu)

24 de Fevereiro, 2007 Carlos Esperança

Religiões = Casas de alterne

Deus é o subterfúgio que os homens criaram para as suas próprias limitações, o escudo para os seus medos e a desculpa para os seus fracassos. Mas podiam ter feito do mito a síntese do que de melhor os homens são capazes em vez do monstro vingativo e cruel que faz as delícias dos padres e o terror dos crédulos.

As religiões monoteístas são as casas de alterne onde se compra o patrocínio da Virgem, a protecção do Santo ou a bênção de Deus. Os clérigos são as alcoviteiras do divino que aconselham o santo adequado, a virgem mais dedicada ou o profeta melhor cotado.

Não há no bordel da fé a alcova da tranquilidade, tudo é agitação e frenesim com cheiro a incenso e estearina, em vez de fluidos e permanganato, isto se estivermos a pensar no antro do Vaticano.

No judaísmo ainda há os lúgubres crentes das trancinhas que se esforçam por derrubar o Muro das Lamentações à cabeçada e que odeiam a carne de porco e o livre-pensamento.

Mas é no Islão que a enorme quantidade de parasitas da fé mantém o cerco mais feroz à liberdade individual. Quem duvidar do profeta, arrisca a separação da cabeça; quem não repetir em voz alta que Deus é grande e Maomé o seu profeta, fica sob suspeita do clero; quem beber um simples copo de vinho ou atacar uma sanduíche de presunto, paga com a vida; e, se for mulher, as vergastadas e a lapidação tornam-se a diversão pública que delicia os crentes, numa orgia de demente crueldade para glória de Deus e satisfação do profeta. Basta uma acusação de adultério.

E ainda há quem não acredite na bondade das religiões!!!