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Dia: 25 de Agosto, 2006

25 de Agosto, 2006 Palmira Silva

Primeiro aborto legal na Colômbia

Há pouco mais de três meses a Colômbia assistiu a uma vitória civilizacional quando foi aprovada a legalização do aborto em caso de violação, malformações fatais do embrião/feto e quando a vida ou a saúde da gestante está em perigo. A lei anterior, que criminalizava o aborto em qualquer circunstância, foi alterada, não obstante os estridentes protestos da delegação local do Vaticano, por violar os tratados internacionais subscritos por aquele país, nomeadamente a declaração internacional dos direitos do homem, que reconhece a todos o direito à vida e à saúde. A criminalização do aborto no caso em que a saúde ou mesmo a vida da mulher está em risco se a gravidez não for interrompida é uma clara violação destes direitos.

Para a misógina Igreja de Roma só a mera menção de direitos da mulher, nomeadamente o direito à vida, é uma heresia abominável, já que a mulher (excepto no estado embrionário ou fetal) é um sub-humano sem direitos. Assim, o colombiano Alfonso Lopez Trujillo, responsável pelo Conselho Pontifical da Família, manifestou a sua indignação à rádio RCN (colombiana) afirmando que a decisão de despenalizar o aborto para salvar a vida da gestante foi «um ataque à vida humana».

A posição da ICAR sobre a questão é bem descrita pelo comentário de um mui católico leitor no site católico em língua espanhola ACIprensa, indignado com a «liberalização» do aborto na Colômbia, «As mães condenadas por Deus a morrer pelos seus filhos devem encarar essa missão com um sorriso, são umas privilegiadas».

Não é assim de espantar que o primeiro aborto legal na Colômbia, de uma criança de 11 anos violada pelo padrasto, tenha sido realizado sob violentos protestos dos dignitários católicos locais e que os seus sequazes se tenham manifestado contra o procedimento à porta do hospital Simon Bolivar.

25 de Agosto, 2006 Palmira Silva

General Synod’s Life of Christ

Quando «A vida de Brian» dos Monty Python, recentemente nomeado a melhor comédia de todos os tempos, estreou em Londres despoletou uma onda de protestos de devotos cristãos que acusavam os Monty Phyton de serem «um agente do Diabo». O filme foi proibido em vários condados na Grã-Bretanha e alhures. Pouco depois da estreia John Cleese e Michael Palin debateram o filme no programa da BBC2 Friday Night, Saturday Morning, com Malcolm Muggeridge e o bispo de Southwark.

Este sketch do Not the Nine O’Clock News, um programa da BBC que lançou comediantes como Rowan Atkinson, Pamela Stephenson, Mel Smith e Griff Rhys Jones, parodia o dito debate. Um clássico!

25 de Agosto, 2006 Palmira Silva

Paramount Pictures corta com Tom Cruise


Sumner Redstone, o CEO da Viacom, a empresa mãe da Paramount Pictures, declarou que o estúdio não vai renovar contrato com a produtora de Tom Cruise porque «o seu comportamento recente não é aceitável para a Paramount».

Numa entrevista publicada pelo jornal Wall Street Journal na edição desta quarta-feira, Redstone, um dos magnatas mais poderosos dos meios de comunicação americanos, citou os comentários públicos do actor defendendo a cientologia e criticando a psiquiatria, nomeadamente no popular programa televisivo de Oprah Winfrey e na entrevista com Matt Lauer, para justificar o corte de uma ligação de 14 anos que transformou Cruise no actor mais bem pago do cinema mundial.

Lew Harris do Movies.com disse que Cruise selou o seu destino com o seu comportamento.

«Aqui temos alguém que foi um ‘sex-symbol’ e que parecia ao mesmo tempo uma pessoa como todas as outras. Foi essa a razão pela qual o público corria para ver seus filmes. Mas ao comportar-se como um palerma, realmente danificou o seu potencial. A Cientologia teve muito a ver com isso, porque o público não quer malucos como os seus actores favoritos».