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Dia: 21 de Junho, 2004

21 de Junho, 2004 Ricardo Alves

Laicidade, anticlericalismo e ateísmo

Não é necessário ser ateu para defender a laicidade. Pode ser-se crente e laico, da mesma forma que se pode ser simultaneamente conservador (ou socialista) e democrata. O laico não defende o ateísmo de Estado, defende a clara separação entre o domínio privado (onde se exercem as liberdades individuais, de expressão, de reunião e de associação) e o domínio público (onde as associações de crentes não devem gozar de privilégios e onde as convicções filosóficas, mesmo que maioritárias, não devem ser impostas a todos). Portanto, o ateísmo é «apenas» uma posição filosófica, enquanto o laicismo é o princípio político fundador das democracias modernas.

Devido ao obscurecimento (deliberado) da tradição laicista em Portugal, estão muito difundidos alguns conceitos erróneos. Por exemplo, afirma-se que a a Laicidade é anti-religiosa. No entanto, a laicidade promove a igualdade entre todos os cidadãos, e a sua liberdade de consciência, independentemente das suas crenças ou ausência de crença, dentro dos limites das leis gerais. Por outro lado, a Laicidade é anticlerical no sentido em que se opõe tanto ao exercício de poder político por grupos clericais como às tentativa de imposição a todos os cidadãos de «verdades» dogmáticas. Nesse sentido, anticlerical (tal como antifascista) não merece ser considerado um termo pejorativo, antes pelo contrário.

Para ler mais:

Manifesto da Associação República e Laicidade,

Glossário da laicidade (adaptado de um livro de Étienne Pion),

Propostas para uma Carta Europeia da Laicidade (Europa e Laicidade).

21 de Junho, 2004 jvasco

10 000 visitantes

Ainda me lembro do objectivo inicial: atingir os 500 visitantes por mês. Se virem os arquivos iniciais poderão ler que eu considerava esse objectivo ambicioso.

Nós crescemos: temos agora cerca de 3000 visitantes por mês e queremos continuar a crescer, mantendo ou melhorando a qualidade dos artigos.

Aproveito para agradecer a todos os leitores, em particular aqueles que nos vistam regularmente.

21 de Junho, 2004 Carlos Esperança

Catástrofe para o apóstolo Tiago

A selecção espanhola, que se deslocou a Santiago de Compostela a pedir protecção para o Euro 2004, acaba de averbar uma derrota com Portugal que a excluiu da competição.

O apóstolo foi severamente humilhado pela segunda vez, em pouco tempo. Ainda há pouco tinham morrido no Iraque vários militares espanhóis que lhe tinham sido confiados pelo cardeal titular da diocese, durante uma missa solene.

Claro que não faltarão oportunistas portugueses a aproveitar o fracasso a favor da senhora de Fátima.